Mundial de Vela coloca em jogo 138 vagas nos Jogos Rio 2016
Mais da metade dos participantes das regatas Olímpicas será conhecida na competição em Santander
Mais da metade dos participantes das regatas Olímpicas será conhecida na competição em Santander
Neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke querem conquistar o bicampeonato mundial e garantir uma vaga nos Jogos Rio 2016 (Rio 2016/Alex Ferro)
Pouco mais de um mês depois de testarem as raias Olímpicas do Rio 2016 na Regata Internacional de Vela, primeiro evento-teste dos Jogos, os principais atletas internacionais da vela terão uma nova oportunidade de chegar mais perto da primeira edição Olímpica na América do Sul. Entre esta sexta, dia 12, e o dia 21, mais de 900 barcos de 84 países participarão do Campeonato Mundial de Vela, na cidade de Santander, na Espanha. A competição, primeiro evento classificatório do esporte, colocará em jogo 138 vagas, nos Jogos Rio 2016, mais da metade do total destinado à vela na competição.
Atuais campeões mundiais da classe 49er e medalhistas de prata nos Jogos Londres 2012, os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke, que também levaram a melhor no evento-teste do Rio 2016, têm dois objetivos nas águas espanholas: conquistar o bicampeonato e garantir a classificação da Nova Zelândia.
“Estamos animados para o Campeonato Mundial. Somos os atuais campeões mundiais, estamos na liderança do ranking e vamos tentar defender o nosso título e classificar o nosso país para os Jogos Rio 2016”, diz Burling.
A francesa Charline Picon também brilhou no evento-teste, conquistando o primeiro lugar na classe RS:X. Dona de dois bronzes no Campeonato Mundial, em 2009 e 2010, Charline quer conquistar seu melhor resultado e garantir a classificação no litoral espanhol.
“Estou confiante para o Campeonato Mundial. Tenho a convicção de que posso classificar o meu país e, claro, meu objetivo é conseguir isso. O evento teste foi uma ótima preparação, pois contou com os melhores atletas do mundo”, acredita a francesa, que foi quinta colocada nos Jogos de Londres.
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Quarta colocada nos Jogos Olímpicos de 2012, a irlandesa Annalise Murphy é uma das favoritas na classe Laser Radial. Para lutar por uma das vagas, a europeia espera apresentar maior regularidade nas regatas.
“Quero fazer uma boa competição, classificar meu país para os Jogos Olímpicos e velejar bem. Estou animada, será um grande campeonato e é meu principal objetivo neste ano. O objetivo é velejar bem, ficar à frente nas regatas e ver o que acontece. Venho tendo muitos altos e baixos neste ano, mas vou tentar fazer o mais simples e espero que os resultados aconteçam”, revela.
O Campeonato Mundial terá disputas nas dez classes Olímpicas. As vagas serão distribuídas da seguinte forma: RS: Masculino (18), RS:X Feminino (13), Laser (23), Laser Radial (19), Finn (12), 470 Masculino (13), 470 Feminino (10), 49er (10), 49er FX (10) e Nacra 17 (10). Cada país pode conquistar apenas uma vaga por classe.
As vagas serão destinadas aos Comitês Olímpicos Nacionais, que decidirão junto com a Confederação Nacional do país se vão utilizar a cota obtida e quais atletas serão enviados para os Jogos.
Ao todo, 274 barcos competirão na Baía de Guanabara nos Jogos Rio 2016. Além dos 138 que serão definidos em Santander, outros 47 se classificarão através do Campeonato Mundial de 2015 e 75 garantirão vaga em classificatórios continentais realizados entre 2015 e 2016. O Brasil, país-sede, terá um representante em cada uma das dez classes. As quatro vagas restantes serão definidas por convites feitos pela Federação Internacional de Vela (ISAF).