A semana que marca um ano para os Jogos Olímpicos Rio 2016, data a ser celebrada nesta quarta-feira (5), traz também uma
nova série de moedas comemorativas do evento. Será a terceira das quatro ondas de moedas, todas contendo quatro peças de circulação de R$ 1, quatro de prata e uma de ouro. A
onda anterior foi lançada em abril, com homenagens ao basquetebol, rugby, vela e paracanoagem. Cada desenho de moeda de R$ 1 tem a cunhagem de 20 milhões de unidades, totalizando 320 milhões de moedas de R$ 1 para circulação comum até 2016.
Neste terceiro conjunto, a moeda de ouro homenageia o Cristo Redentor e a luta Olímpica. As peças de prata trazem, de um lado, paisagens onde os cariocas praticam remo, atletismo, ciclismo e vôlei de praia; de outro, o mico-leão dourado, a orquídea, o Sambódromo e o forró. Nas moedas de R$ 1, os esportes representados são o voleibol, judô, futebol e o atletismo Paralímpico. A nova série de moedas Rio 2016 será lançada na próxima quinta-feira (6).
Prato cheio para colecionadores, as moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos surgiram nas primeiras edições do evento, ainda na Antiguidade. Por isso, as peças reúnem algumas curiosidades que ajudam a contar a própria história da competição. Veja:
--> A primeira moeda comemorativa Olímpica surgiu no século V antes de Cristo.
--> A moeda dos Jogos Helsinque 1952 é a mais rara e portanto a mais desejada entre colecionadores de todo o mundo. Explica-se: ela foi a primeira moeda Olímpica dos tempos modernos.
--> O negócio ficou mais sério em Munique 1972, quando surgiu o primeiro programa de moedas comemorativas, com o objetivo de financiar aquela edição dos Jogos Olímpicos.
--> Montreal 1976 lançou a primeira moeda comemorativa de ouro, enquanto Sydney 2000 apresentou a primeira de prata. Mas Pequim 2008 estabeleceu um novo recorde, com uma moeda de ouro de 10kg – a mais pesada e mais valiosa na história dos Jogos.
--> Aproveitando a força das moedas para o engajamento popular com os Jogos, Londres 2012 lançou uma série de peças que acompanhavam uma contagem regressiva para o evento.
Para quem ficou com vontade de começar uma coleção de moedas, a história do paulista Bernardo Marin Neto serve de exemplo. Apaixonado por futebol, ele investiu no hobby, literalmente, e hoje é considerado o maior colecionador do Brasil dentro do tema Copa do Mundo, com um portfólio de moedas e medalhas avaliado entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.
Na coleção de Bernardo, é possível encontrar peças de países como Ilhas Cook, Turks e Caicos, Andorra, San Marino, Butão, Gibraltar, Tonga e Tuvalu. Contudo, uma das moedas tem significado especial para o colecionador. Emitida pela Guiné Equatorial, a moeda alusiva à Copa do Mundo do México, de 1970 – onde o Brasil se tornou tricampeão mundial de futebol – é o item de maior valor sentimental para Bernardo.
“O que nos move é um hobby que desenvolve conhecimento, leva o colecionador a se relacionar com diferentes pessoas. Faz você tentar o impossível para conseguir uma peça difícil e até cara. Esse é o meu divertimento”, conta Bernardo.