Mistura de paixões dos brasileiros, Goalball promete contagiar o público no Rio 2016
Esporte reúne características do handebol e do futebol em uma quadra semelhante à do voleibol tradicional
Esporte reúne características do handebol e do futebol em uma quadra semelhante à do voleibol tradicional
Atleta dos EUA se esforça para defender seu gol (Foto: © Getty Images)
Dois times, duas traves e uma bola. Para os brasileiros, é o suficiente para a festa. Nos Jogos Paralímpicos, a disputa do Goalball é silenciosa durante as jogadas, para que os atletas, que atuam com uma venda nos olhos, possam ouvir o som do guizo da bola rolando. Na hora do gol, porém, a explosão da torcida é a mesma de um Maracanã lotado.
Mistura de handebol com futebol – os jogadores podem defender com qualquer parte do corpo, mas só atacam com as mãos -, as partidas acontecem em uma quadra com as mesmas dimensões do Voleibol tradicional (confira as regras). É o cruzamento das maiores paixões dos anfitriões do Rio 2016.
“O Goalball é uma modalidade que não tem paralelo nos esportes olímpicos. Divulgá-la em eventos do porte dos Jogos Paralímpicos é importante até para os profissionais de Educação Física conhecerem e estimularem a prática. Disputar estes Jogos em casa trará reconhecimento, sem dúvida. Esses eventos são multiplicadores”, afirma Márcio Morato, coordenador das Seleções Brasileiras masculina e feminina até 2010.
Em times de três jogadores, o objetivo é vencer os três “goleiros” do lado oposto em um arremesso rasteiro. O tamanho do gol é de nove metros de largura por 1,2 metros de altura. A bola tem o tamanho semelhante a uma de basquete. São disputados dois tempos de dez minutos cada.
Nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, a anfitriã China sagrou-se campeã entre os homens com uma vitória inesquecível sobre a Lituânia na final: 9 a 8, com gol nos últimos momentos. A Suécia completou o pódio. No feminino, os EUA venceram a China na decisão por 6 a 5, em outro histórico duelo. A Dinamarca ficou com o bronze.
“Estados Unidos, Canadá e China estão um passo à frente no feminino. No masculino, América do Norte e China também são fortes, mas podemos destacar europeus como a Lituânia, Suécia, Dinamarca, que tem grande tradição, e Eslovênia. O Irã também vem fazendo um bom trabalho. O Brasil vem crescendo, já consegue fazer frente às potências, principalmente no feminino”, analisa Morato.

Para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, a expectativa é de que os donos da casa sejam páreo duro para as potências do esporte. Disputado no Hall 4 do Centro Olímpico, o Goalball promete arenas lotadas e muita empolgação da festiva torcida verde-e-amarela.
“Depois do último jogo de Pequim 2008, quando nos reunimos, já começamos a pensar em 2016. Um ano depois, foi confirmada a vitória do Rio. Temos um projeto de alcançar medalhas nos Jogos dentro de casa, de subir ao pódio”, conclui o coordenador brasileiro.