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Um mundo novo

Mammadli e um país de quimono: o ouro do Azerbaijão

Por Rio 2016

Primeiro campeão olímpico de judô do país vira celebridade e será o porta-bandeira em Londres 2012

Mammadli e um país de quimono: o ouro do Azerbaijão

Elnur Mammadli comemora a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (©Getty Images/Jed Jacobsohn)

A tradição das lutas no Azerbaijão, país multimedalhista nas disciplinas Livre e Greco-romana e no boxe desde sua independência da União Soviética, em 1991, entrou em expansão. Desde Pequim 2008, o brilho de um novo campeão olímpico fez a população vestir o quimono e voltar as atenções ao judô de Elnur Mammadli, celebridade instantânea com a conquista.

Seu ouro na categoria 66-73kg juntou-se ao bronze de Movlud Miraliyev (90-100kg) como os primeiros pódios do país no esporte. O desempenho valerá a Mammadli a chance de ser o porta-bandeira do país na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

“Fiquei muito orgulhoso da minha medalha e todo o povo do Azerbaijão muito orgulhoso de mim. Serei o capitão da nossa equipe em Londres 2012 e levarei nossa bandeira, o que é uma grande honra para qualquer atleta. Meu país conquistou medalhas antes, como União Soviética, mas a minha foi a primeira depois da independência, no judô. Sem dúvida, isso serve de exemplo para os mais novos, inspira. Você prova para eles que é possível”, relata o judoca, campeão europeu em 2006 e vice no Campeonato Mundial disputado no Rio de Janeiro, em 2007.

Em Pequim 2008, Mammadli não tomou conhecimento dos adversários. Até chegar à grande final, foram quatro lutas e quatro vitórias por ippon: “O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, que também era o presidente do Comitê Olímpico do Azerbaijão, acompanhou todas as lutas até a final. Antes da última, ele veio falar comigo, disse que eu precisava ser o número 1. E assim foi”.

A disputa pelo ouro contra o sul-coreano Wang Ki-Chun durou exatos 13 segundos. Incrédulo após aplicar o golpe fatal, Mammadli acenou para os compatriotas que comemoravam nas arquibancadas e beijou a bandeira do Azerbaijão costurada no quimono, na altura do coração.

“Lutei contra o coreano na final aqui no Rio de Janeiro, no Mundial de 2007, e a sensação foi de que os juízes não foram tão justos no resultado da luta. Tive a revanche na final olímpica e consegui o ouro em uma luta bastante rápida! Fiquei feliz por ter conseguido chegar neste resultado desta forma”, lembra.

No Rio novamente para a disputa de uma etapa do Grand Slam de Judô, no Maracanãzinho, e um período de treinamentos com judocas de todo o mundo, Mammadli elogia o país anfitrião dos Jogos de 2016. Aos 23 anos, quer continuar no topo nos próximos cinco.

“O povo brasileiro adora o futebol acima de tudo, mas também gosta muito das lutas de uma forma geral, o judô, o jiu-jitsu brasileiro e todas as artes marciais onde você pode lutar contra seu oponente. Vemos isso com clareza quando competimos aqui. O Brasil tem uma tradição muito boa no judô e eu espero vir com tudo em 2016”.

Das 16 medalhas olímpicas da história do Azerbaijão, 11 foram nas Lutas e no Boxe – três no Tiro. Em Pequim 2008, duas no judô. A tradição e a cultura dos esportes corpo-a-corpo vêm de berço. Elnur Mammadli, pioneiro e celebridade, teve o passado a seu favor. O presente é de ouro. O futuro de vitórias, para os jovens do país, estará no DNA.