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Um mundo novo

Levante feminino no tênis: sexismo de dirigente provoca discussão sobre igualdade

Por Rio 2016

Após dizer que mulheres andam "na aba" dos homens, diretor de torneio americano se demite; Serena Williams critica Djokovic

Levante feminino no tênis: sexismo de dirigente provoca discussão sobre igualdade

Serena Williams, líder do ranking feminino: firme na defesa da igualdade entre os sexos

O diretor presidente do torneio de Indian Wells, nos Estados Unidos, um dos mais importantes do mundo, não fazia ideia do processo que estava deflagrando no domingo (20), quando fez comentários preconceituosos sobre o tênis feminino. “Na minha próxima vida, quero voltar como alguém na WTA (Associação de Tênis Feminino), porque elas andam na aba dos homens”, disse o sul-africano Raymond Moore, 69 anos. Em meio a outras manifestações de mau gosto sobre "jogadoras atraentes", ele foi além no sexismo: "Elas não precisam tomar decisões e têm sorte... Se eu fosse uma tenista, cairia de joelhos e agradeceria a Deus todas as noites por Roger Federer e Rafa Nadal terem nascido, porque eles carregam o esporte".

Nas redes sociais, a reação de figuras como a ex-atleta americana Billie Jean King, 73 anos (e 12 títulos de Grand Slam conquistados), foi veemente: "Decepcionada com os comentários de Raymond Moore. Ele está errado em tantos níveis. Todo jogador, especialmente os top, contribui para o sucesso".

 

Serena Williams após a final de Indian Wells, neste domingo, aplaudida pelo polêmico Raymond Moore (Foto: Getty/Julian Finney)

 

Na segunda-feira (21), pressionado, Mooore se demitiu do cargo, diante de notas de repúdio da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e da WTA, críticas de meios de comunicação e de diversas personalidades do mundo do tênis..

"Não há mais lugar no esporte para comportamento antiquado, sexismo e ideologias desinformadas"

Katrina Adams, presidente da Associação de Tênis dos Estados Unidos

Djokovic esquenta a polêmica

A americana Serena Williams, líder do ranking entre as mulheres, comentou ainda no domingo (21), na entrevista coletiva após a final do torneio de simples feminina (em que perdeu para a bielorussa Victoria Azarenka): "Obviamente, eu não acho que mulher alguma deva agradecer de joelhos a ninguém".

A reação, moderada, ficou mais séria depois que o sérvio Novak Djokovic, número um do mundo entre os homens e campeão de Indian Wells pela quinta vez, repercutiu as frases de Moore. Após dizer que "é uma situação muito delicada" e fazer várias ressalvas, Djokovic defendeu que os homens deveriam, sim, ganhar premiações maiores. "As estatísticas mostram que há muitos espectadores nos jogos entre homens. Esta é uma das razões pelas quais deveríamos ganhar mais", argumentou.

"As mulheres devem lutar pelo que pensam que merecem e nós devemos lutar pelo que pensamos que merecemos"

Novak Djokovic, líder do ranking masculino

A americana Martina Navratilova, 59 anos (18 títulos de simples em torneios Grand Slam), uma das maiores vencedoras da história do tênis, voltou sua indignação para Moore e também para o campeão sérvio.

Os argumentos de Djokovic foram depois contestados por artigos em veículos importantes, como a BBC, e provocaram mais uma estocada de Serena Williams nesta terça-feira (22). "Acho que ele pode ter a opinião dele. Ele tem um filho. Mas se tivesse uma filha... Queria que ele falasse para essa filha: 'Meu filho merece mais dinheiro que você, porque ele é um menino'. Eu nunca colocaria meus filhos em (situação de) um sexo contra outro sexo. Não é justo comparar", disse Serena.

O jornal americano "The New York Times" publicou nesta terça (22) artigo da tenista sobre o Miami Open, exaltando a importância da competição que desde 1985 é pioneira na igualdade de tratamento entre disputas feminina e masculina  (atualmente, a equiparação de premiações só existe nos quatro torneios de Grand Slam - aspecto que só foi adotado em Wimbledon, por exemplo, nos últimos dez anos). A discussão segue acesa.

 

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