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Um mundo novo

Katie Taylor, a maior estrela do boxe mundial

Por Rio 2016

É assim que a irlandesa, ouro em Londres 2012 e cinco vezes campeã mundial, quer entrar para história após Rio 2016

Katie Taylor, a maior estrela do boxe mundial

Campeã em Londres 2012, foi ovacionada por nove mil pessoas no ginásio (Getty Images/Scott Heavey)

Ela ainda precisa conquistar uma vaga para disputar o ouro no Rio de Janeiro no ano que vem. Katie Taylor - ou apenas Katie, como os irlandeses tratam carinhosamente sua campeã Olímpica de boxe - tem tudo para ser uma das estrelas dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Além do título da categoria até 60kg em Londres 2012, tem outros cinco mundiais e seis europeus. E em junho deste ano a pugilista de 29 anos conseguiu mais um, inédito: foi campeã nos Jogos Europeus de Baku, no Azerbaijão, de onde ainda saiu eleita como a melhor atleta de todos os esportes.

Termina neste domingo o evento-teste do boxe, no Riocentro

Com 18 medalhas – só ouros – dos maiores eventos de boxe do mundo, a irlandesa encontra nova motivação para disputar o Mundial de Astana, no Cazaquistão, de 19 a 27 de maio. Se for campeã pela sexta vez consecutiva empata com Félix Savón, tricampeão Olímpico e uma lenda cubana do boxe.

'Quero entrar nos livros de história como uma das grandes pugilistas de todos os tempos'

Katie Taylor, supercampeã de boxe


A boxeadora irlandesa, que já conseguiu "todos os grandes títulos possíveis fora da Irlanda”, ainda precisa se classificar para os Jogos Rio 2016. O Mundial de Astana garante vagas para as campeãs das três categorias femininas Olímpicas do boxe (até 51 kg, até 60 kg e até 75 kg). Mas há possibilidades de Katie assegurar a classificação até antes, pelos campeonatos continentais (o Mundial era para ser em janeiro e foi adiado). A irlandesa pode assegurar sua vaga no Rio 2016 pelo Campeonato Europeu de Boxe, em Istambul, na Turquia, de 20 de abril a 1º de maio.

Apesar de ser uma supercampeã internacional, curiosamente somente no fim de novembro Katie Taylor conseguiu um título nacional conquistado “no ringue”. O jornalista Michael O’ Neill, que escreve sobre boxe feminino no Womenboxing.com e, desde 2010, acompanha todas as lutas de sua compatriota - ao vivo ou pelos canais possíveis - explica: “Por vezes, foi campeã porque não teve adversárias que a enfrentassem. Em outras ocasiões, foi ela que não lutou por estar lesionada”.

O’Neill conta que hoje não existe uma casa na Irlanda em que as pessoas não saibam quem é Katie Taylor. “É reconhecida como nossa maior atleta de todos os tempos, entre homens e mulheres".

"Katie é a atleta mais amada da Irlanda”

Michael O'Neill, jornalista


Katie está nos programas de TV, nos jornais, revistas e em anúncios de carro e de seguro. É convidada para encontros com o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, e a Rainha Elizabeth, da Grã Bretanha. O jornal Irish Independent publicou, em março deste ano que em 2014, que os ganhos dela chegaram perto de um milhão de euros (em torno de R$ 3,8 milhões ou mais de R$ 300 mil por mês).

 

Katie taylor combinado
A Irlanda parou para ver a conquista do ouro em Londres 2012 sobre a russa Sofya Ochigava (Fotos: Getty Images)
 


“K” para os meninos

Nascida em 2 de julho de 1986 na cidade de Bray, perto do mar, a filha de Peter e Bridget já era promessa no esporte aos 9 anos. Praticou atletismo e jogou futebol gaélico (uma espécie de futebol no qual se usa mãos e pés para conduzir a bola) e camogie (outra variação do futebol onde se usam tacos e é exclusivamente feminino). No futebol tradicional, defendeu a Irlanda nas seleções sub-17, sub-19 e principal.

Em seu país, o boxe é o esporte que alcançou mais sucesso internacional, a partir dos anos 1920. Treinada pelo pai desde criança, Katie não podia lutar porque o boxe era proibido para mulheres na Irlanda (nos anos 1950, a precursora Deirdre Gogarty teve de se mudar para a Grã-Bretanha e Estados Unidos). Assim, era inscrita como “K. Taylor” nos torneios de meninos – que só viam que “K.” era uma garota depois dos combates, quando tirava o capacete protetor.

Katie teve reconhecido seu direito de lutar pela Associação Irlandesa de Boxe Amador somente com 15 anos. Aos 20, em 2006, já acumulava admiradores por suas vitórias na Europa. Sua luta-exibição com a canadense Katie Dunn, no Mundial Masculino de Chicago 2007, foi chave para a inclusão das mulheres no boxe dos Jogos Olímpicos, o que foi confirmado em 2009.

Fãs histéricos em Londres

A pequena Katie Taylor (1,65m) se consagrou com o ouro Olímpico da categoria até 60 kg em Londres 2012. Foi campeã diante de uma impressionante torcida “pessoal” que superlotou os 10 mil lugares da Excel Arena, cantando e gritando.

O repórter Dan Wetzel, do Yahoo! Sports, acompanhou a "invasão irlandesa" em Londres. E, na matéria em inglês, veja um vídeo com imagens dos fãs que se juntaram na cidade da atleta, para assistir à final Olímpica por um telão. Tiveram de sair de um lugar reservado para seis mil pessoas para outro, que comportasse dez mil.

'Naquele dia foi quebrado o recorde de decibéis em Jogos Olímpicos'

É o que conta Katie em seu site oficial


Na Irlanda, tudo parou: o país se postou diante de TVs, em casa ou em bares, para torcer contra a russa Sofya Ochigava.

Só depois de Londres 2012 foi que a Rede Nacional de TV e Rádio da Irlanda (Radio Telefis Eireann ou RTE) passou a dar mais espaço a Katie Taylor. O jornalista Michael O’Neill diz que o interesse pelo boxe feminino aumentou. “Há outras grandes pugilistas no país, como Michaela Walsh, Ceire Smith, Christine Desmond, Clare Grace, Dervla Duffy, Joanne Lambe, Kelly Harrington, Laoise Traynor e outras que estão surgindo, como Ciara Ginty e Amy Broadhurst”, lista O'Neill.

Mas as dificuldades continuam, com clubes que não comportam o maior número de interessadas – e, sendo redutos masculinos, há falta de banheiros e vestiários femininos.
 

Katie Taylor combo parado
Katie Taylor, porta-bandeira em Londres 2012, é hoje "a atleta mais amada da Irlanda" (Fotos: Getty Images)
 


100 mil seguidores

Katie Taylor tem carisma e fala bem. Virou fenômeno nas redes sociais, em páginas que mostram o quanto é querida. "San", torcedora que criou a mais antiga página sobre a pugilista no Facebook (“The Katie Taylor Fans”), administra também a  “Katie Taylor – Comunidade” (que tem 95 mil fãs) e o Twitter @KatieTaylorFans.

“Sempre vou ao aeroporto quando ela volta para casa das competições internacionais. Estive na maior parte das lutas aqui na Irlanda e me encontrei com ela e seus pais várias vezes. Na primeira luta dela depois do ouro Olímpico de Londres 2012, em Dublin, ganhamos convites e sentamos bem ao lado do ringue. Foi uma forma dela e do pai agradecerem pela manutenção das páginas e pelo apoio”, conta San.