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Um mundo novo

“Junto e misturado, todo mundo na mesma conexão”

Por Rio 2016

O coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, declara apoio à candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016 e destaca a capacidade de integração e o potencial da cidade

“Junto e misturado, todo mundo na mesma conexão”

Foto: Flavio Gimenes

José Júnior, um dos principais líderes do movimento pela inclusão social no Brasil, é o coordenador executivo do Grupo Cultural AfroReggae. Reconhecido no país e no exterior, ajuda a conduzir a organização desde 1993, ano em que a estrutura do projeto começou a ser montada para hoje contar com quatro núcleos (Vigário Geral, Parada de Lucas, Cantagalo-Pavão-Pavãozinho e Complexo do Alemão), 14 grupos artísticos e 74 projetos no Brasil e no mundo. Às vésperas do evento de comemoração dos 15 anos da instituição (nesta quarta-feira, no Theatro Municipal), Júnior declarou apoio à candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016 com todas as letras. Seu depoimento é mais uma comprovação de que o sonho de sediar a maior competição esportiva do mundo pela primeira vez na América do Sul é compartilhado por diversos setores da sociedade brasileira. Em entrevista, o representante do AfroReggae afirma acreditar na vocação da cidade para realizar grandes eventos, na capacidade de integração do Rio de Janeiro e na força de ações sociais e culturais para contribuir com o sucesso da campanha.

O que dizer da candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016?
Como todo brasileiro, estou muito feliz com essa possibilidade. A gente tem a chance de deixar um legado social e cultural bastante significativo. Digo isso não só pelo sucesso dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e pelo sucesso que será a Copa do Mundo de 2014. Acredito muito no potencial da cidade, do estado e do país.

Como você enxerga a capacidade de integração da cidade?
Tem coisas que não se encontra em outro lugar. O Rio consegue ter espaços, como o Posto 9 (na praia de Ipanema), por exemplo, onde se vê pessoas da favela junto com as de classe média alta e gente famosa. Aqui, costumamos usar uma expressão tipicamente carioca, que é “tamo junto e misturado”. Todo mundo na mesma linha, na mesma conexão. Acho que os Jogos serão exatamente isso.

Isso vem do próprio espírito do carioca, não?

Claro que sim: da criatividade, do jogo de cintura, da capacidade de improvisação. Isso tudo também é levado para a área social e é exportado junto com a nossa metodologia, por exemplo, que vai para outros países através da nossa tecnologia social.

Como funciona a metodologia exportada?
Na verdade, não mexemos muito no que fazemos aqui. Na maior parte das vezes, o formato é o mesmo, mas com respeito aos limites de cada cultura. Entre outras atividades, levamos oficinas de percussão, dança, teatro, circo, fazemos apresentações musicais, formamos multiplicadores.

Como está a caminhada internacional do grupo?
O AfroReggae desenvolve projetos em vários países como Inglaterra, Índia, China, Alemanha e Colômbia, entre outros, e as pessoas costumam ficar impressionadas com o impacto e a velocidade dos resultados. Os melhores frutos vêm da Inglaterra, para onde fomos convidados a levar ações sociais visando aos Jogos Olímpicos de 2012. Montamos espetáculos artísticos, oficinas em bairros sofisticados e bairros populares, formamos agentes que vão levar a metodologia adiante. Desde então, vamos para lá de duas a três vezes por ano, em cada viagem ficamos de duas a três semanas.

De que forma você imagina a participação do AfroReggae no Rio 2016?
Não sabemos exatamente como, mas é claro que podemos ajudar, dar idéias. Não podemos esquecer que existem diversas outras iniciativas – como o Nós do Morro (grupo de teatro do Morro do Vidigal), a CUFA (Central Única das Favelas), o Instituto Sou da Paz e outras - que também podem colaborar. Além disso, acho muito importante o diálogo efetivo dos três níveis de governo e a construção de uma candidatura do Brasil inteiro, em que todos se sintam parte integrante do mesmo sonho. Talvez devamos consultar pensadores e formadores de opinião de todos os cantos do país, ver de que forma eles podem contribuir.

Em Rio 2007, de que forma o grupo participou?
Ativamente. Fomos convidados para receber todas as delegações que disputaram os Jogos dentro da Vila Pan-americana. Formamos nove grupos, cada um com uma apresentação diferente, para dar as boas-vindas a todos os atletas, dirigentes, comissões técnicas.

O que você poderia dizer sobre as nossas chances de sediar os Jogos?
O Rio tem todas as condições de fazer os Jogos mais eficientes, não só pela vista maravilhosa, mas pela vocação que tem de realizar grandes eventos, como o Pan-americano de 2007 e o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, um dos maiores a céu aberto no mundo.

E o que você entende como nossos diferenciais?
Além dessa vista maravilhosa, o que pode fazer diferença na nossa candidatura são as questões sociais e culturais. Turismo, entretenimento, cultura, revitalização da zona portuária. Nesses pontos, temos potencial para sermos os melhores.

Para finalizar, fale um pouco do evento de comemoração dos 15 anos do AfroReggae.
Será dentro da 9ª edição do prêmio Orilaxé, que acontecerá nesta quarta-feira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Uma festa para 2,5 mil pessoas, de todas as cores, classes, credos e opções sexuais. Haverá show com a banda AfroReggae, que dividirá o palco com Zeca Pagodinho, Olodum, Rappin Hood e Leandro Sapucahy. No repertório está a clássica “Imagine”, de John Lennon, que será tocada pelo AfroReggae junto com um grupo de Hare Krishna e a Banda 190, da Polícia Militar.