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Um mundo novo

Jogos Rio 2016 podem ser divisor de águas na história do hóquei sobre grama no Brasil

Por Rio 2016

Atletas brasileiros trabalham para garantir participação inédita no evento, que deixará legado para o esporte em Deodoro

Jogos Rio 2016 podem ser divisor de águas na história do hóquei sobre grama no Brasil

Seleção feminina precisa ganhar mais uma posição no ranking mundial para garantir vaga nos Jogos Rio 2016 (Rio 2016/Alex Ferro)

Os Jogos Rio 2016 podem representar um marco na história do hóquei sobre grama  brasileiro. Com a seleção em atividade desde 1998, o país trabalha para fazer, no Rio de Janeiro, sua estreia no campo Olímpico. E é em Deodoro, casa do esporte nos Jogos de 2016, onde os atletas brasileiros travam batalhas diárias -  debaixo de muito sol - rumo à classificação. (Veja fotos dos treinos da seleção em Deodoro)

Apesar de ser o país sede dos Jogos de 2016, o Brasil não tem vaga garantida nas competições de hóquei sobre grama. A Federação Internacional da modalidade (FIH) estabeleceu metas para as equipes nacionais do Brasil, que, se alcançadas, serão recompensadas com a vaga Olímpica. No masculino, a seleção treinada por Claudio Rocha precisa estar entre as 30 primeiras do ranking. Atualmente, é a 33ª.

“Temos uma boa chance de conseguir a classificação. Desde que o índice foi anunciado pela Federação Internacional, já subimos várias posições no ranking, e a equipe continua evoluindo. Alguns atletas disputam as ligas nacionais de países de primeira linha do hóquei, como Inglaterra, Holanda e Alemanha, e isso eleva o nível da seleção”, afirma o meio-campista Matheus Borges, de 20 anos, considerado em 2013 o melhor atleta brasileiro da modalidade.

Matheus, que atua na Alemanha, revela que o fato de a seleção treinar em Deodoro, onde será construído o Centro Olímpico de Hóquei, que receberá as disputas da disciplina nos Jogos Rio 2016, já os faz se sentir mais perto da competição.

“Passamos a treinar em Deodoro em 2007, quando o campo foi construído para os Jogos Pan-Americanos. Sempre que chego para treinar, os Jogos Olímpicos me vêm à cabeça. Não há um dia de treino sequer em que eu não pense no Rio 2016”, comenta.

Na seleção feminina, o índice estabelecido pela FIH é ficar abaixo da 40ª posição no ranking internacional. O time treinado por Eduardo Martins é o 41º na classificação no momento. Para a catarinense Patricia Boos, a temporada de 2014 será decisiva na conquista da classificação.

“O ano de 2014 é muito importante para nossa classificação para os Jogos do Rio. Em setembro, temos uma etapa da Liga Mundial, que conta pontos no ranking, e poderemos subir ainda mais. No ano passado, recebemos uma etapa da competição em Deodoro e fizemos bons jogos contra Estados Unidos e Uruguai. Nos Jogos Sul-Americanos, no Chile, em março, vamos tentar nos consolidar como a terceira força do continente, atrás de Argentina e Chile. São duas competições importantes para mostrarmos a nossa evolução”, explica a meio-campista.

Independente da participação brasileira, o legado para o esporte já está garantido com os Jogos Rio 2016, uma vez que o Centro Olímpico de Hóquei será utilizado como centro de treinamento para a disciplina após o evento. As obras estão previstas para começar neste ano, e a previsão de conclusão é no final de 2015.

“Além do legado da Arena Olímpica, que representará mais dois campos de treinamento para as seleções, também serão construídos mais dois campos oficiais na Universidade Federal do Rio de Janeiro em função dos Jogos. Essas iniciativas ajudarão a popularizar o hóquei no Brasil e seria ótimo se outros estados também investissem em novos campos”, destaca a capitã da seleção brasileira.

Argentino Pablo Lombi orienta atletas brasileiros durante sessão de treinamento em Deodoro (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Para traçar uma rota segura até os Jogos Rio 2016, a Confederação Brasileira de Hóquei Sobre Grama aposta em um argentino com experiência Olímpica. Pablo Lombi, de 44 anos, atleta da seleção argentina nos Jogos Barcelona 1992 e Atlanta 1996, e técnico da equipe nos Jogos de Londres 2012, trabalha junto à comissão técnica brasileira desde dezembro de 2013, na função de coordenador de treinos das seleções masculina e feminina.

“O hóquei brasileiro pode se desenvolver bastante nas partes técnica e tática, e é para isso que estamos trabalhando. Os homens estão um estágio à frente das mulheres, que ainda precisam de um trabalho mais intenso de desenvolvimento. Participar dos Jogos do Rio será fundamental para aumentar a experiência dos atletas e também para popularizar o esporte, incentivar novos praticantes e aumentar as opções da seleção brasileira”, enumera o argentino.

Entre os dias seis e 16 de março, as seleções masculina e feminina disputam a décima edição dos Jogos Sul-Americanos, no Chile. Na última edição da competição, a seleção masculina foi ao pódio em terceiro lugar e a equipe feminina terminou em quarto.