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Um mundo novo

Jillion Potter supera câncer e lidera seleção americana de rugby rumo ao Rio 2016

Por Rio 2016

Capitã conta que lições do esporte foram fundamentais para enfrentar a doença e seu difícil tratamento

Jillion Potter supera câncer e lidera seleção americana de rugby rumo ao Rio 2016

Jillion Potter, capitã da seleção de rugby dos Estados Unidos (Getty Images/Harry How)

Nem mesmo um tumor raro foi capaz de parar Jillion Potter, capitã da seleção de rugby sevens dos Estados Unidos. De volta aos campos após quase um ano de quimioterapia e radioterapia, a jogadora de 29 anos conta, em vídeo divulgado pela World Rugby nesta terça-feira (16), detalhes da batalha contra o câncer e da emocionante volta aos campos para a estreia Olímpica do esporte no Rio 2016 (assista aqui, em inglês).

“O rugby ensina valores que preparam para os desafios da vida. Aprendi sobre força mental, disciplina, trabalho duro e integridade. Tudo isso teve um papel importante em como eu venci o câncer”

Jillion Potter


A capitã está no Brasil junto com sua equipe para disputar a etapa brasileira do circuito mundial de 7’s, o Super Desafio BRA de Rugby Sevens, na Arena Barueri (SP), nos dias 20 e 21 de fevereiro.

Em agosto, a atleta retorna ao país para representar a seleção dos Estados Unidos nos Jogos Rio 2016, que marcam o retorno do rugby ao programa Olímpico após 92 anos. Seu caminho até os gramados do Estádio de Deodoro, palco da modalidade no Rio, foi longo e árduo.

Em 2014, três meses após acordar com um inchaço abaixo da mandíbula, Jillion foi diagnosticada com sarcoma sinovial, um tumor maligno e raro que acomete os tecidos moles. Ela precisou se afastar do esporte por quase oito meses para tratamento.

A garra que sempre mostrou no esporte foi fundamental para vencer a batalha fora do campo. Mesmo durante as sessões de quimioterapia, Jillion insistia em continuar a fazer exercícios e era vista com frequência caminhando em volta do hospital. “Eu tomava uma injeção e ia caminhar três milhas (aproximadamente 5 km). Fazia isso porque sou muito dedicada aos exercícios. E também porque odiava ficar no hospital”, disse.

O drama rodou o mundo. Jogadoras da Alemanha, Canadá, Singapura, México, Itália, França, Espanha, Suíça, Austrália, Japão, Brasil e Nova Zelândia publicaram um vídeo em apoio à Jillion, e torcedores dos Estados Unidos arrecadaram, via crowdfounding, quase 30 mil dólares para o tratamento.

Jillion superou o câncer em 2015. E, aos poucos, voltou a ser a líder de sua seleção.

Mas essa não foi a primeira vez em que viu ameaçado seu futuro no esporte. Em 2010, quando ainda jogava a versão tradicional do rugby (com 15 jogadoras de cada lado), quebrou o pescoço, lesão que a tirou da Copa do Mundo daquele ano.

Jillion Potter em ação na Women's Sevens Series 2015, em Dubai (Foto: World Rugby)


Um vez recuperada, Jillion soube da inclusão da versão sevens do esporte no programa Olímpicos dos Jogos Rio 2016 e resolveu tentar a nova modalidade.

“O Sevens nunca esteve no meu radar até ouvir o anúncio para os Jogos Olímpicos. Fui a um centro de treinamento e pensei: ‘Nossa, isso é muito divertido’”

Saiba tudo sobre o rugby sevens, novidade dos Jogos Rio 2016

Em junho do ano passado, carimbou o passaporte para o Rio 2016 ao liderar a equipe campeã do NACRA Sevens 2015.

“Foi muito difícil voltar. Mas é preciso ter paciência, não dá para se martirizar. É só andar pra frente e pensar positivo”, contou.

Assista aos melhores lances da partida que classificou os Estados Unidos para o torneio Olímpico de rugby feminino do Rio 2016: