Instalação de pentatlo moderno posta à prova
Sete medalhistas olímpicos em um total de 135 atletas de 25 países participaram da competição disputada no local que receberá o Parque Olímpico de Deodoro
Sete medalhistas olímpicos em um total de 135 atletas de 25 países participaram da competição disputada no local que receberá o Parque Olímpico de Deodoro
Margaux Isaksen, dos Estados Unidos, no alto do pódio. A campeã olímpica Laura Asadauskaite ficou com a medalha de prata (Bruno Carvalho/Ministério do Esporte)
O fim de semana foi recheado de emoções no Complexo Esportivo de Deodoro, Zona Oeste do Rio de Janeiro, local que receberá um dos dois Parques Olímpicos dos Jogos Rio 2016™. Sete medalhistas olímpicos, incluindo a brasileira Yane Marques, e um total de 135 atletas de 25 países disputaram a segunda etapa da Copa do Mundo de pentatlo moderno, um dos eventos esportivos mais dinâmicos da atualidade, que reúne esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida.
O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Carlos Arthur Nuzman, e o presidente da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM), Klaus Schormann, acompanharam toda a competição atentamente. “Estamos muito satisfeitos em estar na próxima cidade olímpica para a segunda qualificação da Copa do Mundo deste ano. Os atletas estão muito animados para competir nas imediações dos Jogos de 2016”, disse Schormann, antes de começar a competição.
Quarta colocada nos Jogos Olímpicos Londres 2012, a norte-americana Margaux Isaksen totalizou 5.268 pontos e superou a atual campeã olímpica, a lituana Laura Asadauskaite (5.224) e a húngara Zsofia Foldhazi (5.176). Bronze em Londres e na primeira etapa da Copa do Mundo, Yane Marques ficou com a 13ª posição, atrás de outra brasileira, Priscila Oliveira, que completou a prova em 11º lugar. Amanda Turute, Andressa Lima, Bianca Cavalcanti, Brenna Lima,Larissa Lellys e Stephany Saraiva também disputaram a competição.
No masculino, o medalhista de bronze nos Jogos de Londres e bicampeão mundial (2009 e 2011) Adam Marosi somou 5.768 pontos e conquistou o título. O letão Denis Cerkovskis (5.716) e o francês Valentin Prades (5.660) completaram o pódio. Atual campeão olímpico, o tcheco David Svoboda ficou de fora do pódio. Nenhum dos 11 brasileiros inscritos na competição conseguiu vaga para a final, que envolveu os 36 melhores pentatletas entre os 72 inscritos, e aconteceu sábado. O carioca Danilo Fagundes ficou em 40º e o pernambucano Daniel Velasques foi o 50º.
Em 2016, a Região Deodoro receberá competições de hipismo, tiro, pentatlo moderno, ciclismo BMX e mountain bike, basquetebol, hóquei sobre grama e rugby. As instalações do Centro Nacional de Pentatlo Moderno Coronel Eric Tinoco Marques, que fica no Complexo Esportivo de Deodoro, foram construídas para a realização dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e serão ampliadas para receber as provas olímpicas.

Samantha Harvey e Yane Marques posam com as placas que receberam de presente por suas conquistas (Foto: Bruno Carvalho/Ministério do Esporte)
Homenagem para Samantha Harvey e Yane Marques
As duas maiores pentatletas brasileiras de todos os tempos foram homenageadas na última sexta-feira. Samantha Harvey recebeu uma placa pelos dez anos da conquista da medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, em 2003, e Yane Marques, pela medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres.“Os Jogos de 2016™ no Rio de Janeiro serão bons não só para o pentatlo, mas para todos os esportes”, disse Yane, que recebeu a placa condecorativa do presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM), Hélio Meirelles.
Foi justamente em 2003 que Yane trocou a natação pelo pentatlo moderno, modalidade muito nova no país, tanto que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) foi criada apenas em 2001. “A Samantha é uma inspiração para nós atletas. A história do pentatlo no Brasil começou com ela. Eu sou apenas uma seguidora”, disse a pernambucana da pequena cidade de Afogados da Ingazeira.
Precursora do pentatlo moderno no Brasil, Samantha é hoje professora de literatura nos Estados Unidos e já tem passagem marcada para voltar à Cidade Maravilhosa em agosto de 2016. “O programa do esporte aqui no Brasil é muito bem feito. Vejo que há mais investimento e estratégia do que no meu tempo. Há mais oportunidade para crescer. É um grande sinal para o futuro. Acho que o Brasil vai crescer mais ainda e os Jogos de 2016 serão maravilhosos”, comentou.