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Um mundo novo

Hora do show: a hegemonia dos Estados Unidos no basquetebol

Por Rio 2016

Atenas 2004 provou que derrotá-los não é impossível. Mas é raro

Hora do show: a hegemonia dos Estados Unidos no basquetebol

Lebron James está entre as maiores estrelas do basquetebol (Foto: ©Getty Images/Nick Laham)

Em seu livro O fim da história e o último homem, de 1992, o cientista político nipo-americano Francis Fukuyama traduziu em palavras a sensação de milhões de pessoas em um mundo em transformação. O recente desmantelamento da União Soviética e a queda do muro de Berlim prenunciavam novos tempos, e o fim da Guerra Fria parecia, para muitos, significar a vitória definitiva de uma ideologia política, um sistema econômico e, acima de tudo, um país: os Estados Unidos da América.

A virada dos anos 1980 para a década de 1990 foi de mudanças também no Movimento Olímpico. Após três edições marcadas por boicotes e debates alheios ao mundo esportivo, Barcelona 1992 novamente unia o planeta sob o signo da paz, do respeito às diferenças e da amizade entre todos os povos. Para um esporte, em especial, a edição espanhola dos Jogos foi além. O basquetebol olímpico experimentava, pela primeira vez, a inclusão de atletas que atuavam na NBA, a liga profissional dos Estados Unidos. Com um time dito “dos sonhos” por público e crítica, o fim da história teria chegado também no jogo da bola à cesta. A partir dali, seria impossível desafiar o poderio dos norte-americanos.

Com profissionais ou amadores (especialmente universitários e militares), fato é que o domínio dos criadores do esporte – inventado, na verdade, por um canadense em solo estadunidense – antecede em muito 1992. Desde a estreia em Berlim 1936 até Seul 1988, houve 12 disputas olímpicas entre os homens. Os EUA participaram de 11. Ganharam nove medalhas de ouro. Em Barcelona 1992, com um time formado por lendas como Michael Jordan, Earvin “Magic” Johnson, Larry Bird, John Stockton e Karl Malone, a vitória mais apertada nos oito jogos foi na final, contra a Croácia: 32 pontos de diferença. Em Atlanta 1996 e Sydney 2000, a disparidade diminuiu, mas a cor da medalha continuou a mesma.

“É uma grande honra poder representar seu país. Não importa se é os Estados Unidos, o Brasil ou a Espanha. É especial a oportunidade de representar sua nação e tentar ganhar uma medalha de ouro. As seleções se preparam e melhoram mais e mais a cada quatro anos, mas essa é a graça da competição. Espero que os Estados Unidos encontrem uma forma de vencer novamente nos próximos Jogos”, comenta Jason Kidd, armador bicampeão olímpico em Sydney 2000 e Pequim 2008, que, como profissional, jamais perdeu um jogo com a camisa dos EUA em 56 partidas disputadas.

Lesionado, Kidd não participou dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, onde, logo na estreia, a seleção de Porto Rico chocou o mundo ao marcar 92 a 73 nos EUA em uma partida histórica. Ainda na primeira fase, os norte-americanos seriam batidos também pela Lituânia, por quatro pontos de diferença. A derrota definitiva veio na semifinal, contra a Argentina - que viria a sagrar-se campeã - por 89 a 81, mostrando que a história, ao menos no basquetebol, estava longe do fim.

A retomada em Pequim 2008

O revés em três partidas e a medalha de bronze em Atenas 2004 mostraram ao mundo que vencer os profissionais dos EUA em Jogos Olímpicos era possível. Dois anos antes, no Campeonato Mundial disputado em casa, na cidade de Indianápolis, o quinto lugar da seleção mais poderosa do mundo era um prenúncio. Em 2006, novamente, os norte-americanos não passariam do bronze no Mundial disputado no Japão.

Para Pequim 2008, apenas quatro dos 12 jogadores que estiveram em Atenas 2004 foram convocados. LeBron James, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Carlos Boozer teriam a companhia de outras das maiores estrelas do esporte, como o pivô Dwight Howard e o armador Kobe Bryant, além de Jason Kidd, único do elenco a possuir um título olímpico no currículo. Até a semifinal, foram seis vitórias, nenhuma por menos de 21 pontos de vantagem. Era hora, então, de encarar novamente a Argentina.

A vitória sem sustos contou com 21 pontos do ala Carmelo Anthony, cestinha e destaque da partida, vingando a derrota da qual participara quatro anos antes. O resultado levou os Estados Unidos à decisão contra a Espanha, que havia sido batida na fase preliminar por uma diferença de 37 pontos. O ouro foi conquistado com 27 pontos do armador Dwyane Wade, outro que deu a resposta à decepção de Atenas 2004. O placar terminou 118 a 107.

“Pequim fez um excelente trabalho em relação aos Jogos e acredito que todos aproveitaram e ficaram muito satisfeitos de ter vivido aquela experiência. Nós, jogadores, um pouco mais, por sairmos de lá campeões”, lembra Kidd.

A retomada em Pequim foi consolidada com o título do Mundial de 2010, na Turquia. Em Londres 2012 e no Rio 2016™, uma nova era de domínio da maior potência do basquetebol estará em jogo, mas agora em um novo mundo.

Para Kidd, aos 39 anos, com o dever cumprido dentro de quadra, resta observar a transformação do esporte e torcer: “Acho que é excelente para o Brasil poder receber os Jogos em 2016. O esporte, em geral, e o jogo de basquete, especificamente, crescem com isso. Receber os melhores atletas do mundo por duas ou três semanas vai ser uma grande honra. Eu vou estar lá assistindo”.

Domínio absoluto no feminino

No basquetebol feminino, que estreou nos Jogos Olímpicos em Montreal 1976, os Estados Unidos saíram vencedores em seis das oito edições em que disputaram. A União Soviética foi campeã na primeira e segunda edições, esta em Moscou 1980, a única em que as norte-americanas não jogaram. As soviéticas levaram ainda os Jogos de Barcelona 1992 sob a bandeira da Equipe Unificada. Na oportunidade, bateram os EUA, na semifinal, por 79 a 73.

Esta foi a última derrota das norte-americanas em uma partida de Jogos Olímpicos. Desde então, foram 33 duelos, incluindo a disputa do bronze em 1992. Já são quatro ouros consecutivos de uma seleção que não reconhece adversárias há quase 20 anos. A Austrália foi finalista nas três últimas disputas olímpicas. Seu melhor resultado foi uma derrota por 11 pontos em Atenas 2004.

No ano de 2006, porém, as australianas alcançaram um feito que só União Soviética e Brasil haviam conquistado. Tiraram os EUA do lugar mais alto do pódio no Campeonato Mundial, realizado em São Paulo naquela oportunidade. A Rússia bateu as norte-americanas na semifinal, mas não resistiram na grande decisão. Dois anos depois, com o Estádio Indoor Wukesong lotado, a Austrália parou para acompanhar o que poderia ser a mudança de trono no basquetebol feminino. Vitória norte-americana com uma diferença de 27 pontos.