Hangout Rio 2016: Verônica Hipólito e Sandro Laina apostam na dobradinha esporte e educação e inspiram estudantes
Transmitido ao vivo pelo You Tube, bate-papo contou com a participação de alunos do programa de educação Rio 2016
Transmitido ao vivo pelo You Tube, bate-papo contou com a participação de alunos do programa de educação Rio 2016
Verônica Hipólito dá dicas aos alunos sobre como conciliar a rotina de treinos com os estudos (Rio 2016 / Reprodução)
Assim como no esporte, para se dar bem nos estudos é preciso muita disciplina e dedicação. Essa foi a mensagem do último Hangout Rio 2016, realizado nesta quarta-feira (29) com os alunos do Transforma - programa de educação Rio 2016 - e as estrelas do esporte Paralímpico Sandro Laina e Verônica Hipólito. O segredo para conciliar a rotina de treinos e estudos, os planos para o futuro e os valores do esporte foram alguns dos temas levantados pelos estudantes, que representaram suas escolas e sabatinaram os convidados.
“Muitas pessoas me disseram que seria impossível continuar treinando e ainda passar em uma universidade federal. Mas eu me esforcei bastante e consegui. Ainda me esforço, porque não é fácil mesmo conciliar o tempo para fazer as duas coisas. Eu tive a oportunidade de continuar no esporte de alto rendimento e de fazer o curso que queria, na faculdade que queria. Isso só prova que quando você gosta, você dá um jeitinho e faz acontecer”, contou Verônica, campeã mundial nos 200m e 100m da classe T38, que estuda economia.
Seguindo os passos de Verônica, a aluna Maíra Almeida, da Escola Municipal Doutor Sócrates, é outra que aposta na dobradinha esporte mais estudos rumo ao sonho de um dia representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.
“Meu sonho mesmo é continuar na área do esporte, me formar em educação física e, como eu treino diariamente dentro e fora da escola, quero também um dia participar da seleção brasileira”, contou.
Enquanto buscava a primeira medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos Atenas 2004, Sandro Laina, do futebol de 5, também suava a camisa em busca de outro título: a graduação em análise de sistemas.
“Lembro que, quando finalmente conclui o meu curso, fui orador da turma. No meu discurso, eu disse que aquela era a minha segunda medalha. Foi um esforço muito grande, um ciclo muito pesado tanto no esporte quanto na faculdade. O trabalho é grande, mas justifica muito. Primeiro porque a carreira de atleta pode ser curta e segundo porque acredito muito que o ensino agrega na prática esportiva, como estratégia de competição, forma de entender o jogo, ajuda a estudar o adversário e trabalhar o coletivo”, afirmou o ex-atleta, hoje bicampeão Paralímpico, analista de sistemas e dirigente esportivo.
Presente em 168 escolas do Rio de Janeiro, o Transforma tem como missão levar os valores Olímpicos e Paralímpicos para as escolas. A partir de conteúdos teóricos e experimentação esportiva, os alunos já começam a entender mais sobre o movimento Paralímpico e a importância da inclusão das pessoas com deficiência.
“Hoje em dia, muitas pessoas não têm valorizado o esporte Paralímpico e as pessoas com deficiência. Pelo contrário, têm deixado elas de lado não só do esporte, mas da vida, que é de onde nós tiramos nosso aprendizado. Mas ter a determinação, a força e fazer o trabalho em equipe de levar os valores a cada um, isso não tem preço”, contou o estudante Charles Alison, da Escola Municipal Embaixador Araújo Castro.
“Sei que muito do que conquistei foi por causa da educação que tive e da escola que frequentei. No Instituto Benjamin Constant, onde estudei, pude ter conhecimento e vivência de todas as modalidades possíveis para cegos. Fiz natação, tentei correr, tentei lançar dardo, joguei bola, joguei goalball, lutei judô, até pingue-pongue para cegos a gente jogou. Foram experiências riquíssimas, porque o esporte transformas as pessoas e é uma transformação sempre positiva. Essa é a mensagem que gostaria de deixar”, finalizou Sandro.
Assista abaixo à íntegra do hangout: