Grã-Bretanha aposta na tradição e domina cenário internacional no remo Olímpico
Após brilhar nos Jogos Londres 2012, britânicos mantêm liderança no Mundial 2013 e contam com adversários de peso, como Nova Zelândia, Noruega e Estados Unidos
Após brilhar nos Jogos Londres 2012, britânicos mantêm liderança no Mundial 2013 e contam com adversários de peso, como Nova Zelândia, Noruega e Estados Unidos
Edição 2013 da tradicional competição entre as universidades de Oxford e Cambridge, na Grã-Bretanha (Getty Images/Clive Rose)
Tudo começou em 1829, quando as primeiras disputas entre regatas deram origem à tradicional rivalidade entre as universidades de Oxford e Cambridge, na Grã-Bretanha. Quase dois séculos depois, a terra natal do remo esportivo continua a desempenhar com maestria o seu papel no ranking mundial do esporte e é considerada a principal adversária para aqueles que quiserem figurar no alto do pódio.
Nos Jogos Londres 2012, a Grã-Bretanha aproveitou a competição em casa para liderar o quadro de medalhas, conquistando quatro ouros, duas pratas e três bronzes. A chuva de medalhas começou com a dupla Glover e Heather Stanning, que garantiram à seleção britânica não somente o primeiro título do remo feminino em Jogos Olímpicos, mas também as primeiras medalhas da Grã-Bretanha nos Jogos.
O sucesso da dupla foi o ponto de partida para que o país-sede montasse o seu espetáculo particular. Outra dupla que ganhou o coração da torcida foi a formada pelas britânicas Katherine Grainger e Anna Watkins, que venceram no skiff duplo. Grainger, aos 36 anos, já colecionava três pratas no currículo (Sidney 2000, Pequim 2008 e Atenas 2004), mas o ouro veio somente quando competia em casa.
Will Satch, que ficou com o bronze na dupla com George Nash, garante que os momentos ficaram marcados na memória.
“Competir em casa foi extremamente emocional. Durante a minha carreira, sempre lembro das mesmas pessoas na minha torcida – minha mãe, meu técnico, meu cachorro. De repente, me vi em um estádio com 80 mil pessoas. Foi uma experiência de outro mundo e eu amei cada segundo”, contou.
Outros países também seguem no encalço da Grã-Bretanha. A Nova Zelândia ficou em segundo no quadro de medalhas em Londres 2012, com três ouros e dois bronzes. A Alemanha foi o único país a entrar com competidores em todas as 14 categorias do esporte e garantiu a terceira posição. Já quando o assunto é a equipe feminina, as norte-americanas garantem uma dose extra de emoção. Elas ganharam todos os campeonatos mundiais e competições Olímpicas desde 2006 e estiveram a um barco de distância de quebrar o recorde mundial em Lucerne.
Após uma grande atuação em casa, os britânicos mostraram que pretendem manter o sucesso em 2016. Invencível, a dupla formada pelas atletas Helen Glover e Polly Swann coroou a sua temporada com o título máximo no Mundial de Remo de Chungiu (Coréia do Sul) e garantem que estão atentas à posição do país no cenário internacional.
“Depois dos Jogos de Londres, temos mais britânicos acompanhando as competições, o que representa muita pressão, mas também uma grande dose de apoio. Não acho que isso seja uma coisa ruim, temos mostrado boa velocidade e nos posicionado como as ‘adversárias a superar’”, disse Glover.
Além de arquibancadas lotadas, o Mundial de Chungiu quebrou o recorde de países participantes – 73 no total, com cinco estreantes. Cuba celebrou ainda sua primeira medalha com o remador Angel Fournier Rodriguez.

Outros recordes foram batidos pelos neozelandeses Eric Murray e Hamish Bond na dupla, que fecharam a sua 16ª vitória consecutiva. O atual campeão Olímpico Mahé Drysdale, da Nova Zelândia, acabou ficando de fora e foi o atual medalhista de prata, Ondrej Synek, quem fechou a temporada imbatível e levou o ouro.
A equipe masculina da Grã Bretanha também conquistou o campeonato mundial em Chungiu, feito inédito para o país. Satch, um dos oito remadores da equipe, contou que também aposta no ótimo desempenho dos britânicos no esporte.