Governos assinam Protocolo de Intenções para constituir a Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Rio 2016
Modelos dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e de Londres 2012 serão referências para a entidade, que vai coordenar os serviços públicos do evento
Modelos dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e de Londres 2012 serão referências para a entidade, que vai coordenar os serviços públicos do evento
O Ministro do Esporte, Orlando Silva; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e o prefeito do Rio, Eduardo Paes assinaram, nesta sexta-feira, dia 16, o Protocolo de Intenções para a constituição da Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Rio 2016 (APO). O documento garante que a coordenação de serviços públicos e a entrega da infraestrutura dos Jogos Olímpicos será concentrada em um só órgão. O evento foi realizado no Palácio Laranjeiras, uma das sedes do Governo do Estado, e contou com a presença do presidente do Comitê de Candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, Carlos Arthur Nuzman; e do Secretário Geral do Comitê Rio 2016, Carlos Roberto Osório.
A escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 será no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca. A candidatura do Rio de Janeiro estruturou a APO nos moldes da Olympic Delivery Authority (ODA), adotada pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O modelo tinha sido utilizado com sucesso nos Jogos de Sydney 2000. A estrutura brasileira é adaptada às características nacionais, e orientada para a transparência das atividades e para a agilidade das ações. Assim, fica garantida a coordenação entre os três níveis de governo o padrão de qualidade dos Jogos Olímpicos e o cumprimento dos prazos.
A APO terá divisões dedicadas a temas como tráfego e transporte olímpico, segurança e meio-ambiente. Entre as atribuições da entidade, estão o desenvolvimento dos processos para assegurar a responsabilidade pela entrega da infraestrutura nos prazos previstos, e supervisionar projetos de regeneração urbana. A entidade também é responsável pela coordenação e o gerenciamento de todo o legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, por isso vai permanecer em atividade até 31 de dezembro de 2020, com possibilidade de este prazo ser prorrogado. A Autoridade Pública Olímpica estará sempre em contato com o Comitê Organizador Rio 2016 para viabilizar tudo o que for necessário para a realização do evento. Os Jogos transformarão a cidade com nova infraestrutura e projetos sociais e para o meio-ambiente, trazendo benefícios e oportunidades para os moradores. O apoio dos três níveis de governo garante que o evento será entregue com excelência e segurança, explicou o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.
O Ministro do Esporte, Orlando Silva, explicou que o Brasil está se antecipando para que a Autoridade Pública Olímpica seja constituída imediatamente se o Rio de Janeiro for escolhido pelo COI. Desse modo, além de honrarmos os compromissos assumidos pelos Governos Federal, Estadual e Municipal na candidatura, vamos adotar um padrão único de qualidade para toda a infraestrutura e os serviços a cargo da administração pública. Cuidaremos atentamente dos legados dos Jogos ao país e à cidade do Rio de Janeiro. Essa é uma questão de honra. Estamos certos de que o Comitê Olímpico Internacional demonstrará confiança em nossa capacidade de organizar o maior espetáculo esportivo do mundo, disse Orlando Silva.
Para o Governador Sérgio Cabral, a assinatura do protocolo é a materialização da união dos três níveis de poder no Rio de Janeiro. Com o protocolo de intenções, garantimos à Família Olímpica que o Rio de Janeiro terá todas as condições de fazer os Jogos Olímpicos à altura das expectativas do COI, dos atletas e do mundo. É a chance da América do Sul e do Brasil, e este evento mostra que as autoridades estão cientes desta responsabilidade, disse Sérgio Cabral.
A campanha do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 está na reta decisiva. Até o dia 12 de fevereiro, o Comitê Rio 2016 entregará o Dossiê de Candidatura ao Comitê Olímpico Internacional. O documento, uma das exigências do COI para as cidade candidatas, tem três volumes, cerca de 600 página e é dividido em 17 temas. O Dossiê será a base para a análise técnica de cada projeto pelos integrantes do COI que definirão, no dia 2 de outubro, a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A assinatura deste protocolo mostra o comprometimento de todos com este projeto fantástico que é o Rio 2016. É a certeza de que faremos ótimos Jogos Olímpicos, completou o prefeito Eduardo Paes.