O projeto vai desafogar o trânsito em vias de acesso à região metropolitana do Rio, retirando grande parte dos veículos pesados que circulam pela Avenida Brasil, Ponte Rio-Niterói e trechos metropolitanos das rodovias Rio-São Paulo (BR-116) e Rio-Petrópolis (BR-040). E, dessa forma, melhorar o fluxo viário na cidade, facilitando, em caso da realização dos Jogos Olímpicos na cidade, o acesso às instalações esportivas em 2016 por parte de atletas, delegados, turistas e moradores da cidade.
A verba inicial repassada pela União será usada pelo Governo do Estado do Rio, responsável pela execução do projeto, para os processos de licitação e início das obras, que começarão em janeiro de 2008, segundo o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. A previsão de conclusão é de 24 meses, com investimento total de R$ 802 milhões.
Durante a cerimônia de repasse da verba em Brasília, Lula e o Governador do Rio, Sérgio Cabral, demonstram grande entusiasmo com a obra, ressaltando sua importância para o Estado do Rio de Janeiro. O Presidente da República afirmou que "o projeto muda a cara do Rio". Na opinião de Cabral, o Arco Rodoviário vai permitir ganhos econômicos e sociais ao Estado.
"O Arco Metropolitano será fundamental para o desenvolvimento da economia fluminense. O Rio de Janeiro está avançando muito. Ele vai revolucionar a qualidade de vida dos moradores em todo o Grande Rio e na cidade. Vai gerar novos fluxos para o escoamento da produção, mais alternativas de investimentos e aumentar as taxas de emprego", disse.
O Secretário Estadual de Esportes do Rio, Eduardo Paes, destacou os benefícios da obra para a área esportiva.
"Esta foi uma ação concreta dos níveis de governo e que, além de gerar um legado permanente para a cidade, atende ao compromisso do Rio como cidade candidata à sede dos Jogos Olímpicos de 2016".
O Arco será uma rodovia de pista dupla, de 70,9 quilômetros de extensão, passando por cidades como Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí. A obra poderá viabilizar investimentos de grande porte no estado, como o Complexo Petroquímico de Itaboraí e Companhia Siderúrgica do Atlântico, em Itaguaí. Além de beneficiar outros centros geradores de emprego, como o Pólo Gás-Químico de Duque de Caxias e Reduc (Refinaria de Duque de Caxias).
Fontes: Jornal do Brasil, O Globo on Line e assessoria de comunicação do Governo do Estado do Rio