Faltam 40 dias: confira 40 eventos imperdíveis dos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Ainda há ingressos para competições que prometem quebrar recordes, criar novas lendas do esporte e deixar lembranças para a vida inteira
Ainda há ingressos para competições que prometem quebrar recordes, criar novas lendas do esporte e deixar lembranças para a vida inteira
A velocista brasileira Terezinha Guilhermina, aqui com o guia Guilherme Soares de Santana, ganhou um ouro memorável em Londres 2012 (Photo: Getty Images/Buda Mendes)
O evento esportivo mais inspirador do mundo começa em apenas 40 dias: atletas de mais de 170 países vão competir na maior edição dos Jogos Paralímpicos já realizada até hoje. A disputa por medalhas ocorre em 23 modalidades, do tiro com arco ao goalball, do voleibol sentado ao rugby em cadeira de rodas.
Ainda há ingressos à venda para alguns dos eventos mais empolgantes e prestigiados do Rio 2016 – e o público pode esperar por disputas acirradas, recordes mundiais quebrados, um desempenho inspirador do país-sede e uma celebração do espírito humano que permanecerá para sempre na memória.
*Clique nos números para comprar os ingressos de cada evento.
1. É capaz de haver um momento histórico no Estádio Olímpico, em setembro: Markus Rehm, o “blade jumper” alemão, pode pular mais, no salto em distância, do que o vencedor Olímpico. O campeão mundial tem o recorde da categoria T44: impressionantes 8,40m. Rehm também é um velocista vitorioso.
2. Felipe Gomes, velocista cego vindo de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro, deve ser uma das estrelas dos Jogos. O campeão Paralímpico dos 200m na classe T11 quer alçar maiores voos no Rio 2016.
3. Alan Fonteles, que calou a platéia do Estádio Olímpio de Londres ao vencer Oscar Pistorius em 2012, vai defender o título dos 100m na classe T43.
4. Terezinha Guilhermina, que já teve Usain Bolt como seu guia em uma prova, é sem dúvida uma das atletas mais vibrantes do mundo. Mas a chinesa Cuiqing Lu deve dificultar a vida da brasileira na prova.
5. Sempre sorridente, a velocista Verônica Hipólito, de 19 anos, promete ser um dos rostos dos Jogos – e o estádio deve vir abaixo se ela subir ao pódio da categoria T38.
6. Os brasileiros podem não dominar tanto as pistas no Rio 2016. Treinado pelo lendário corredor de meia-distância Joaquim Cruz, também brasileiro, o americano David Brown tem batido novos recordes mundiais nos 100m e 200m da classe T11. Sua disputa com os anfitriões, no Rio, promete ser emocionante.
7. Johnnie Peacock, da Grã-Bretanha, ouviu seu nome ser gritado por 80.000 pessoas no Estádio Olímpico de Londres. No Rio 2016, ele defende o título da classe T44 nos 100m. Outro competidor forte é o americano Jarryd Wallace.
8. Outro americano, o campeão mundial de salto em distância Lex Gillette, parece bem cotado para quebrar um novo recorde na classe T11. Se levar o ouro, é bem capaz de sair cantando uma das músicas que compõe.
9. A lenda Paralímpica Tatyana McFadden lidera o time americano. No mês de setembro, a ganhadora de 11 medalhas tenta se tornar a primeira atleta a completar cinco provas de atletismo que vão dos 100m à maratona.
10. Com 14,61 segundos, Martina Caironi detém o recorde mundial nos 100m classe T42 – e pode melhorar ainda mais no Rio 2016. A atleta vai conduzir a bandeira italiana na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos.
11. Uma das partidas mais aguardadas do campeonato Paralímpico opõe Austrália e Canadá no dia 10 de setembro, pela fase de grupos. Em Londres 2012 e Atenas 2004, o Canadá levou a medalha de ouro vencendo a Austrália; o rival foi campeão sobre os canadenses em Pequim 2008.
12. A competição da classe BC1 na Arena Carioca 1 opõe o holandês Daniel Perez e o britânico David Smith.
13. O australiano Curtis McGrath, campeão mundial, é um dos favoritos no Rio 2016, quando a classe VL2 fará sua estreia nos Jogos Paralímpicos. McGrath perdeu a perna com a explosão de uma bomba, em 2012, enquanto servia o exército de seu país no Afeganistão. Sua trajetória, desde então, tem sido das mais inspiradoras.
14. Apenas um mês antes de completar 50 anos, o italiano Alex Zanardi vai defender a medalha conquistada em Londres 2012 na categoria H4. O ex-piloto de Fórmula 1 perdeu as duas pernas em um acidente, em 2001, e voltou-se de forma admirável para o ciclismo.
15. Na classe C2, outro veterano – o peruano-israelense Israel Hilario Rimas, 41 anos – espera ganhar a primeira a medalha Paralímpica para o Peru em 12 anos, inédita no ciclismo.
16. Sarah Storey, maior vencedora Paralímpica da Grã-Bretanha, compete nos Jogos pela sétima vez. Na Natação, a atleta ganhou cinco ouros, oito pratas e três bronzes Paralímpicos entre 1992 e 2004. Depois de mudar para o ciclismo, levou seis medalhas de ouro. É uma das grandes expectativas da classe C5.
17. É de se esperar muita vibração da torcida na Arena da Juventude quando o brasileiro Jovane Silva Guissone sacar sua espada. Medalha de ouro em Londres 2012, ele está pronto para repetir o triunfo no país natal. “A pressão será inevitável, mas precisamos saber controlar e não deixar que prejudique”, disse ele, em maio.
18. Ninguém duvida qual seja o time favorito no Rio 2016: o Brasil ganhou todas as medalhas de ouro do esporte e nunca perdeu uma partida em campo Paralímpico. No estádio, a torcida promete vibrar quando estrelas como Jefinho comandarem o time em busca da vitória. No Rio, Brasil, Marrocos, Irã e Turquia competem no Grupo A; no grupo B, Argentina pega México, China e Rússia.
19. O esporte promete se despedir dos Jogos Paralímpicos em grande estilo. Um dos pontos altos do torneio será a disputa entre Brasil e Ucrânia, atual campeão do mundo e medalha de prata em Londres 2012.
20. O goalball é um dos mais fascinantes esportes Paralímpicos. No Rio 2016, o favorito Brasil pode acertar as contas com a Finlândia, de quem perdeu por 8 a 1 na disputa pela medalha de ouro em Londres 2012 – para depois vencer por 9 a 1 no campeonato mundial de 2014.
21. O Rio 2016 pode testemunhar um momento histórico: atleta Paralímpico mais forte do mundo, o iraniano Siamand Rahman espera alcançar a marca dos 300kg e levar a medalha da categoria acima dos 100kg. O atleta quebrou o próprio recorde este ano, na Copa do Mundo de Dubai, com 296kg – e espera manter o título de campeão conquistado em Londres 2012.
22. O cavaleiro austríaco Pepo Puch ganhou uma medalha de ouro memorável na classe 1b em Londres 2012, quatro anos depois de um acidente que o deixou paraplégico e apenas alguns dias após a morte de sua mãe. No Rio 2016, ele enfrenta o lendário atleta britânico Lee Pearson, que compete pela quinta vez nos Jogos Paralímpicos.
23. O Brasil tem tradição no esporte – tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. E Antonio Tenorio, o primeiro judoca a ganhar quatro ouros Paralímpicos consecutivos, espera conquistar outra medalha, dessa vez em casa, para juntar à estimada coleção.
24. Prata em Londres 2012, Lucia Araújo é uma das maiores esperanças brasileiras na competição feminina da categoria 57 kg. No ano passado, a atleta levou o ouro nos Jogos Parapanamericanos de Toronto.
25. A maior estrela Paralímpica brasileira é provavelmente o medalhista Daniel Dias, dez vezes campeão. Em 2015, o atleta ganhou sete ouros e uma prata no campeonato mundial em Glasgow. Dias compete em uma série de eventos na classe S5, incluindo os 100m peito, 50m borboleta e 50m livre.
26. André Brasil, nadador da classe S10, também promete trazer a arena abaixo se conquistar mais medalhas para sua coleção. Em Pequim 2008 e Loondres 2012, ele trouxe três ouros e duas pratas para casa.
27. O canadense Benoit Huot, vencedor de 19 medalhas Paralímpicas na classe S10, volta para sua quinta participação nos Jogos. “O tubarão”, como é conhecido pelos colegas, estreou nas competições Paralímpicas em Sydney 2000.
28. Nas competições femininas, a espanhola Maria Teresa Perales quer garantir a medalha nos 100m livres pela quarta vez seguida antes de abandonar as competições Paralímpicas.
29. A brasileira Verônica Almeida ganhou o bronze em Pequim 2008 e em Londres 2012 – e pode fazer a arena aquática vir abaixo se finalmente levar o ouro no Rio 2016. Verônica detém o recorde mundial na natação em alto mar.
30. Depois de ganhar a medalha de prata em Londres 2012 – e não perder nenhuma prova desde então –, o australiano Erik Horrie tem dominado a classe AS masculina. Nos campeonatos de 2015, ele garantiu o terceiro título mundial.
31. Os quatro maiores times do esporte são os Estados Unidos, número 1 do ranking, a Austrália, campeã em Londres 2012, a Nova Zelândia, ouro em Athenas 2004, e o Canadá, três vezes segundo colocado. Todos vêm para o Rio 2016 e garantem uma boa dose de ação e expectativa.
32. Natalia Partyka é uma das raras atletas que competem tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. A estrela polonesa nasceu sem a mão e o antebraço direitos – para sacar, apoia a bolinha no braço e usa a raquete com a mão esquerda. Três vezes campeã Paralímpica nas individuais femininas da classe 10, ela não perde uma partida desde 2008.
33. No masculino, algumas das maiores estrelas do esporte vêm para o Rio 2016 em sua melhor forma. Em julho, o britânico Gordon Reid ganhou a competição inaugural individual em Wimbledon depois de vencer o Australian Open. Ele também competirá em duplas ao lado de Alfie Hewett, de 18 anos. Outros candidatos ao ouro são o argentino Gustavo Fernandez, o francês Stephane Houdet, prata em Londres 2012, e o japonês Shingo Kunieda.
34. Na competição feminina, ninguém parece bater as holandesas. Em Wimbledon, Jiske Griffioen ganhou seu quarto título do Grand Slam, batendo a compatriota Aniek van Koot por 4-6, 6-0, 6-4. Ambas competem nas duplas no Rio 2016. A brasileira Natalia Mayara, porém, espera repetir o pódio – nos Jogos Parapanamericanos de 2015, ela trouxe duas medalhas de ouro para casa.
35. Primeira mulher iraniana a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Zahra Nemati tornou-se uma das atletas mais populares de seu país. Quatro anos após o feito, ela vai defender o título no Rio nas provas do arco recurvo individual W1/W2 – e inspirar outras mulheres pelo mundo. Será uma das poucas esportistas a competir tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos e carregará a bandeira iraniana na cerimônia de abertura do Rio 2016.
36. Matt Stutzman, o “arqueiro sem braços” americano, compete no evento individual. É dele o recorde mundial para a maior distância já atingida por uma flecha.
37. Estes provavelmente serão os últimos Jogos do sueco Jonas Jacobsson, sem dúvida o maior esportista Paralímpico da modalidade. Desde 1980, quando tinha 15 anos e começou a participar do evento, , ele ganhou 17 medalhas de ouro.
38. Quem será o vencedor da primeira competição Paralímpica de triatlo? Dentre os 60 participantes, fique de olho na americana Melissa Stockwell, primeira mulher a perder uma perna em combate – ela servia o exército no Iraque quando foi atingida pela explosão de uma bomba.
39. O alemão Heiko Kroeger tentará recuperar o título Paralímpico que conquistou 16 anos atrás – se conseguir, será um dos maiores intervalos em campeonatos individuais na história do esporte. Aos 50 anos, ele participou de todas as edições dos Jogos desde que a vela foi incluída no programa, em Sydney 2000.
40. Quando o Irã encontra a Bósnia-Herzegovina no voleibol sentado, o mundo para e assiste. No Rio 2016, os dois times – que se enfrentam nas finais Paralímpicas desde Sydney 2000, com vitória para os europeus em Londres 2012 – estão no grupo B da competição masculina. O Brasil, no grupo A, é dono das medalhas de ouro dos Jogos Parapanamericanos de 2011 e 2015.