Eventos-teste: Liga Mundial de Voleibol dá início à série de 44 competições até os Jogos Rio 2016
Comitê Rio 2016 irá atuar na área de competição do evento no Maracanãzinho, organizado pela Federação Internacional
Comitê Rio 2016 irá atuar na área de competição do evento no Maracanãzinho, organizado pela Federação Internacional
Wallace de Souza, do Brasil, tenta ultrapassar o bloqueio da Itália, que jogou em casa em fase classificatória da Liga Mundial (Paolo Bruno/Getty Images)
“Agora começa a melhor fase: a fase operacional”. A frase é de Luiz Augusto, Gerente-Geral de Instalação (VGM, na sigla em inglês) do Complexo do Maracanã, a uma semana do evento-teste do voleibol. Após o primeiro evento-teste do Rio 2016 – a Regata Internacional de Vela, realizada em agosto de 2014 na Baía de Guanabara –, o voleibol dará início a uma intensa jornada de 44 eventos até maio de 2016, quando faltarão apenas três meses para os Jogos Olímpicos. E esse longo período de testes começa com o Maracanãzinho recebendo, entre os dias 15 e 19 de julho, a etapa final da Liga Mundial de Voleibol.
“É um megaevento, o evento mais importante do calendário anual do esporte, com as seis melhores seleções do mundo. Vamos começar testando grande”, diz Luiz Augusto, firme e animado.
O VGM se refere às equipes masculinas do Brasil, Estados Unidos, Itália, Polônia, Sérvia e mais uma ainda a definir – as finalistas da Liga. O evento é organizado pela Federação Internacional do esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (responsável pela venda de ingressos, já aberta). Caberá ao Comitê Rio 2016 estritamente a operação da área de competição, o que inclui os exames de doping, os eventos de entretenimento do público e a tecnologia de resultados (de maneira ainda não oficial, porque os números finais permanecerão sob responsabilidade da Federação), além da montagem da quadra propriamente dita.
“O evento é deles (da Federação) e ocorre como consequência de todas as etapas anteriores da Liga. Portanto, a ingerência do Comitê é limitada; nossa preocupação é aproveitar bem a oportunidade para treinar 23 funcionários de seis áreas diferentes da empresa, 41 parceiros e 35 voluntários, os quais inclusive passarão por uma visita detalhada pela instalação antes do torneio”, explica Luiz Augusto.
Como competição sob responsabilidade das entidades dirigentes do esporte, a final da Liga Mundial de Voleibol está inserida numa lista de 15 eventos-teste para os Jogos Rio 2016 onde o foco estará concentrado na área de competição. Eles se somam a 24 eventos organizados integralmente pelo Comitê Rio 2016, onde diversos outros aspectos também serão testados, de maneira alternada, como transporte, segurança etc. Finalmente, mais cinco eventos esportivos sob comando compartilhado entre as federações internacionais e o Comitê Rio 2016 pretendem simular situações reais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Ao todo, os 44 eventos-teste compõem o programa de eventos-teste do Rio 2016, sinfonia orquestrada por Delphine Moulin, gerente-geral do Aquece Rio.
“Nós pensamos a área funcional (de evento-teste) como um órgão de coordenação, não de operação, porque isso precisa ficar dentro de cada área participante que entregará os Jogos – ou seja, todo o Comitê! Se o objetivo é testar, quem precisa testar é quem irá efetivamente operar durante os Jogos. Por isso, eu vejo os eventos-teste como uma entrega de todo o Comitê. Essa é uma abordagem diferente dos comitês organizadores de Jogos anteriores; tentamos integrar ao máximo a preparação dos eventos-teste para que as áreas tenham uma visão dos desafios operacionais”, explica Delphine.
Francesa, egressa do Comitê Olímpico Internacional, Delphine demonstra absoluta tranquilidade às vésperas do início da “maratona”:
“Aqui somos os guardiões do programa de eventos-teste, zelando pela manutenção de seu conceito, nível de integração e orçamento, mas também precisamos equilibrar isso com o respeito às características específicas de cada área. Não estou muito nervosa, ao contrário, estou feliz por acelerar e partir para o enfrentamento dos problemas”, diz ela.
Ao todo, os eventos-teste reunirão cerca de 7 mil atletas – muitos dos quais virão pela primeira vez à cidade – e 12 mil voluntários. Delphine se preocupa em alinhar as expectativas:
“O nome do programa diz tudo: é um aquecimento. Os atletas e o público precisam saber que estamos ensaiando para fazer bonito nos Jogos, e colaborar conosco nesse sentido. O evento de vela ano passado cumpriu perfeitamente o seu objetivo de testar a integração entre os parceiros governamentais e a operação interna do Comitê. Aprendemos muito, faremos melhor agora e melhor ainda nas próximas vezes. Será uma evolução natural”, promete Delphine.