Estreante no Rio 2016, Paracanoagem conquista seu espaço no movimento paralímpico
Esporte tem um modelo brasileiro bicampeão mundial como garoto-propaganda
Esporte tem um modelo brasileiro bicampeão mundial como garoto-propaganda
Fernando Fernandes comemora o primeiro título mundial da curta e já vitoriosa carreira
Junto com o Paratriatlo, a Paracanoagem é uma das novas atrações dos Jogos Paralímpicos a partir de 2016, e os frutos desta conquista histórica já começam a ser colhidos pelo jovem esporte. Quem curte a Canoagem nos Jogos Olímpicos terá mais uma competição de primeiro nível no Rio 2016™, cujas regras e dinamismo das disputas são basicamente as mesmas.
A boa notícia veio em dezembro de 2010. Em reunião na China, o Comitê Paralímpico Internacional escolheu dois entre sete candidatos e aumentou para 22 o número de esportes no programa dos Jogos.
“Quando algum esporte passa a ser Paralímpico, ele é visto com mais respeito e faz com que tenha mais investidores e pessoas interessadas em praticar. Vejo essa conquista de uma forma bem positiva”, comemora Fernando Fernandes, brasileiro bicampeão mundial (2010 e 2011) no K1 masculino 200m A.
Para a competição paralímpica, as classes funcionais são três: LTA, onde o atleta utiliza braços, tronco e pernas para auxiliar na remada; TA, onde o atleta utiliza apenas o tronco e os braços; e A, onde o atleta só tem a possibilidade de utilizar o movimento dos braços. Hoje, o esporte costuma ser realizado dentro dos eventos de Canoagem Velocidade, onde participa das classes V1 e K1 200m, podendo ser realizada também no V2 e K2.
Garoto-propaganda modelo
Modelo internacional e famoso no Brasil por ter participado do programa de televisão Big Brother, o paracanoísta Fernando Fernandes é um dos maiores garotos-propaganda do esporte. Apenas um ano após um acidente de trânsito que o deixou sem os movimentos da cintura para baixo, o título mundial trouxe grande repercussão no país. O bicampeonato veio este ano, já com a confirmação da disputa paralímpica em 2016.
“Acho importante as pessoas terem uma referência no esporte e isso é um trabalho que venho tentando fazer aos poucos. A Paracanoagem ainda tem um longo caminho a percorrer. O trabalho de base está começando a ser feito e devemos começar pelo volume de praticantes, para depois poder tirar os talentos”, afirma.
Ter o Brasil como a casa da estreia nos Jogos Paralímpicos, na opinião de Fernando, é um ingrediente a mais para o crescimento do esporte ao redor do mundo.
“O povo brasileiro é muito bem visto e respeitado por seu carisma, alegria e perseverança. Tentamos sempre transferir isso para o esporte de uma maneira positiva. É fundamental aumentar a visibilidade do esporte adaptado. Praticantes e os que ainda não praticam verão o esporte como uma oportunidade”, conclui.