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Um mundo novo

Estados Unidos buscam reação no goalball para voltar a brilhar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Por Rio 2016

País com o maior número de medalhas no esporte ficou fora do pódio nos Jogos Londres 2012

Estados Unidos buscam reação no goalball para voltar a brilhar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Veterana Jen Armbruster sonha com despedida dos Jogos Paralímpicos com a medalha de ouro em 2016 (Getty Images/China Photos)

Os grandes campeões são aqueles que encontram forças para se reerguer após um fracasso. Apostando nessa máxima, as seleções feminina e masculina de goalball dos Estados Unidos se preparam com força total para os Jogos Rio 2016. País com maior número de medalhas conquistadas no esporte nos Jogos Paralímpicos – três ouros, quatro pratas e dois bronzes -, os Estados Unidos ficaram fora do pódio nos Jogos Londres 2012, mas parecem já ter reencontrado o caminho para voltar a brilhar na primeira edição dos Jogos na América do Sul.

“Conquistar uma medalha é questão de honra para nós. Vamos ao Rio em busca de uma medalha e eu, pessoalmente, não penso em nada menos que o ouro. Demos a nós mesmos uma nova chance de provarmos que podemos ser os melhores do mundo”, diz Tyler Merren, que defende a seleção dos Estados Unidos desde 2001.

"A seleção dos Estados Unidos tem uma grande história no goalball, então tenho certeza que se jogarmos no nível que podemos temos tudo para conquistar uma medalha", complementa a veterana Jen Armbruster, que tem seis participações e três medalhas nos Jogos Paralímpicos.

A seleção feminina, dona de cinco medalhas - duas de ouro, duas de prata e uma de bronze -, decepcionou nos Jogos Londres 2012 ao cair diante da China, medalhista de prata, perdendo por 5 x 0 nas quartas-de-final.

“Foi decepcionante termos ficado fora do pódio em Londres”, afirma Jen Armbruster,. “Vínhamos tendo muito sucesso nas competições internacionais desde os Jogos de Pequim. Nossa campanha na primeira fase não foi boa, passamos em quarto lugar no grupo e acabamos enfrentando a China nas quartas-de-final. Acho que ficamos muito concentradas nas nossas falhas na primeira fase e não conseguimos nos focar no jogo seguinte”, acredita a atleta de 40 anos.

Para o masculino, que coleciona quatro medalhas - um ouro, duas pratas e um bronze -, o tropeço foi ainda maior: a equipe não conseguiu sequer uma vaga nos Jogos Londres 2012.

“Achamos que seria inevitável conquistarmos a vaga. Nos três torneios classificatórios que disputamos, ficamos a uma posição da classificação. Tivemos diversas oportunidades de conquistar a nossa vaga e não conseguimos. Simplesmente não vencemos as partidas que precisávamos. Para mim, foi devastador. No período dos Jogos, não consegui nem acompanhar a competição, tamanha era a minha decepção por não estar lá defendendo meu país”, revela Tyler Merren.

Tyler Merren em ação na última participação da seleção masculina, nos Jogos Pequim 2008 (Foto: Getty Images/Guang Niu)

 

Os maus resultados fizeram as equipes repensarem o planejamento para o próximo ciclo Paralímpico. O resultado veio em pouco tempo: no Campeonato Mundial de 2014, o time feminino conquistou o ouro e a masculina ficou com o bronze, com ambas as equipes garantindo vaga para os Jogos Rio 2016.

“Foi um momento doloroso e algumas de nós tivemos que reavaliar nossas carreiras. Quatro jogadoras tinham feito parte da equipe que tinha disputado as duas últimas finais Paralímpicas e duas deixaram o time após 2012. Usamos esta experiência como um aprendizado de como lidar com nossos sentimentos e emoções. Após Londres, sabíamos que nosso foco seria o Campeonato Mundial e a classificação para o Rio”, diz Armbruster, satisfeita com o desempenho da equipe no torneio, que foi disputado na Finlândia.

“Tivemos que superar algumas dificuldades durante a competição, mas alcançamos nosso objetivo, que era levar os Estados Unidos ao topo. Passamos de fase em quarto lugar no nosso grupo, mas sabíamos que uma nova competição iria começar na etapa eliminatória e que precisaríamos vencer mais dois jogos para garantir a vaga”, acrescenta.

Com as vagas garantidas, as duas equipes já começam a planejar suas participações nos primeiros Jogos Paralímpicos da América do Sul. Para a equipe masculina, a expectativa é que o retorno seja em grande estilo.

“Estamos todos famintos e, tendo agora a vaga garantida, acredito que a disputa por um lugar na equipe será fortíssima. Temos dois anos para nos preparar e estes deverão ser os anos mais intensos das nossas carreiras”, afirma Merren.

As seleções dos Estados Unidos garantiram a vaga nos Jogos Rio 2016 por meio do Campeonato Mundial, disputado na Finlândia (Foto: Goalball.fi)

 

Para Jen Armbruster, a motivação é ainda maior, já que depois de mais de 25 anos, ela se prepara para deixar o esporte. E, claro, espera por uma despedida com chave de ouro.

“O que espero dos Jogos Rio 2016 é deixar o esporte sabendo que dei tudo o que eu tinha. Seria ótimo me despedir ouvindo o hino nacional mais uma vez. Mas o que sempre vou lembrar é de ter dividido bons e maus momentos com um grupo de mulheres maravilhosas na seleção”, finaliza a lenda do goalball, que foi a porta-bandeira da delegação dos Estados Unidos nos Jogos Pequim 2008.

Além dos Estados Unidos, também já estão classificados para os Jogos Rio 2016 a seleção masculina da Finlândia e as equipes femininas da Rússia e da Turquia, todas garantidas pelo Campeonato Mundial, além do Brasil, nos dois gêneros, por ser o país-sede. As outras sete seleções masculinas e seis equipes femininas que lutarão pelas medalhas no Rio 2016 serão conhecidas até agosto de 2015.