Especialistas discutem desafios da mídia e legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Debate levantou questões sociais, esportivas e jornalísticas que cercam o universo do esporte para pessoas com deficiência
Debate levantou questões sociais, esportivas e jornalísticas que cercam o universo do esporte para pessoas com deficiência
A jornalista Lilian Migliorini e o nadador André Brasil foram alguns dos convidados do fórum (Foto: Reprodução)
O fórum online Cobertura Paralímpica, realizado nesta sexta-feira (24), colocou especialistas e jornalistas para debater as tendências e desafios do trabalho jornalístico nos Jogos Paralímpicos. Com a participação de internautas, o debate foi transmitido em tempo real pelo Portal Imprensa.
Dividido em três sessões, cada uma com convidados diferentes, o fórum levantou questões sociais, esportivas e de diversas outras áreas que cercam os Jogos Paralímpicos. Na primeira sessão, às 15h, Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), e Renato Peters, jornalista da TV Globo, compartilharam suas diferentes experiências com os Jogos Paralímpicos - um com visão na frente das câmeras, outro com perpectiva dos bastidores.
Parsons enfatizou que o Brasil é uma das potências mundiais do esporte para pessoas com deficiência, e Peters concordou. “É difícil cobrir o Brasil nos Jogos Paralímpicos. São muitas medalhas, a matéria cai ou muda muitas vezes”, brincou o jornalista.
No segundo bloco, os convidados foram Dudu Braga (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida), Flávia Cintra (jornalista da TV Globo) e Jairo Marques (jornalista da Folha de Sâo Paulo). Os três falaram sobre o legado de inclusão social dos Jogos.
Dudu, que tem deficiência visual, lembrou do legado imaterial que os Jogos são capazes de promover e foi imediatamente seguido pelos jornalistas, ambos usuários de cadeiras de rodas. "A mídia é muito importante para a educação das pessoas, inclusive na terminologia usada", comentou Jairo. "Na dúvida, prefira usar 'pessoa com deficiência', que você não vai errar nunca", explicou Flávia Cintra.
No terceiro e último bloco, o nadador André Brasil, dono de dez medalhas Paralímpicas (sete de ouro e três de prata), e a jornalista Lilian Migliorini (da rede japonesa NHK) comentaram os desafios específicos que a cobertura Paralímpica reserva aos jornalistas.
Enquanto Lilian compartilhou experiências antigas, André ressaltou: "Para vocês, jornalistas, os Jogos Paralímpicos são um prato cheio", disse o nadador. "Os atletas são super acessíveis, explicam e comentam tudo. Estamos ali para provar que não tem diferença nenhuma, que somos todos atletas."
Quem não acompanhou o fórum ao vivo pode conferir todos os blocos na íntegra no site www.portalimprensa.com.br/coberturaparaolimpica, além de pesquisas e entrevistas exclusivas com os convidados. O portal será alimentado até o fim dos Jogos Paralímpicos.