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Um mundo novo

Especialista em acessibilidade faz de sua experiência de vida inspiração para exercer a função

Por Rio 2016

Augusto Fernandes foi atleta do judô até sofrer um acidente que o deixou paraplégico, mas superou os desafios impostos pela nova condição sem deixar o esporte

Especialista em acessibilidade faz de sua experiência de vida inspiração para exercer a função

Lucas Freitas / Rio 2016™

O engenheiro civil Augusto Fernandes teve a chance de conhecer na prática e antes de se formar inúmeras questões referentes à acessibilidade nas cidades, área em que se tornou especialista. Seguindo os passos do pai engenheiro, formou-se no ofício pela Universidade Federal de Goiás em 1999, após seis anos na cadeira de rodas, o que lhe proporcionou “a especialidade na prática”.

Desde sua formatura, há 13 anos, Augusto trabalha com projetos de acessibilidade dentro da engenharia civil. “Tenho a vantagem de conhecer a fundo os desafios de uma pessoa com deficiência e mobilidade reduzida e com isso pensar em como as dificuldades podem ser superadas”, explica.

Augusto chega ao Comitê Organizador Rio 2016™ como o Especialista em Acessibilidade da Área de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado e tem a missão de elaborar e acompanhar o planejamento para proporcionar acessibilidade plena às pessoas com ou sem deficiência dentro das instalações esportivas dos Jogos Rio 2016™. Na semana que vem ele começa sua participação no Programa de Observadores durante os Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Acidente que aumentou a ligação com o esporte

Augusto foi atleta de Judô de 79 a 92, ano em que sofreu um grave acidente durante um treino e ficou paraplégico. “Nunca tinha pensado em ficar nesta condição e tive que cursar engenharia me adequando à condição de inacessibilidade da Universidade. Logo que me formei, percebi que a minha missão era contribuir com a acessibilidade nas cidades”, conta.

A lesão fez com que deixasse o Judô, mas não o esporte. Passou a praticar Basquete em cadeira de rodas e Natação um ano após o acidente, até ser apresentado ao Tênis em cadeira de rodas, que praticou de 1996 a 2006.

“Passei a organizar torneios nacionais da modalidade em Goiânia e em 2008 participei da fundação de uma escola de iniciação esportiva para crianças com deficiência no Clube de Engenharia de Goiás, além de fazer parte da diretoria de acessibilidade e segurança da entidade”, relembra Augusto.

Caminhos que o trouxeram para o Rio 2016™

Trabalhando em sua própria empresa de engenharia civil, Augusto passou a desenvolver projetos que pudessem resolver não só os problemas relativos à acessibilidade dentro dos edifícios, mas também nas calçadas.

Desenvolveu projetos em 2009 e 2011 junto a uma construtora em que, além da edificação, fez também todo o quarteirão de calçadas nos entornos dos mesmos, levando em conta a acessibilidade, a permeabilidade do solo e arborização.

Como conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-GO) assumiu a coordenação do grupo de acessibilidade da entidade, desenvolvendo o Guia de Acessibilidade de Goiânia, o Manual da Calçada Sustentável e cursos de capacitação para alunos e professores da área de engenharia e arquitetura, até participar do processo seletivo para o cargo de Especialista em Acessibilidade do Rio 2016™.

“A sensação é de conquistar uma oportunidade com a qual sempre sonhei”, diz Augusto sobre a nova função.

 

LEIA SOBRE O PROGRAMA DE RECRUTAMENTO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DO RIO 2016™