Espanhol Jordi Ribera e dinamarquês Morten Soubak ajudam Brasil a evoluir no esporte
Considerado fundamental para o crescimento do esporte, Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol será entregue entre julho e agosto de 2013
Considerado fundamental para o crescimento do esporte, Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol será entregue entre julho e agosto de 2013
Espanhol Jordi Ribera comandou a seleção brasileira na conquista do ouro nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (COB)
O Brasil foi buscar na Europa, berço do handebol, os comandantes das seleções masculina e feminina. Da Dinamarca, o país importou o talento de Morten Soubak e da Espanha o conhecimento de Jordi Ribera. Com as novas metodologias, o handebol brasileiro vem alcançando resultados cada vez mais expressivos. Mas para conquistar um lugar de destaque no cenário mundial, o esporte precisa de um local exclusivo, para que seus atletas pensem exclusivamente em treinar.
Previsto para ser entregue no fim de julho e início de agosto desse ano, o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol, em São Bernardo do Campo, cidade que é referência na prática da modalidade no país, vai suprir essa necessidade.
“Hoje, para alcançar o alto rendimento, qualquer esporte precisa de um centro de treinamento. Um local que reúna todas as condições para aplicar diferentes formas de trabalho, com dormitórios, área médica, academia e sala de vídeo. Em um país continental com diferenças sociais enormes como o Brasil, essa necessidade é ainda maior”, disse o técnico da seleção masculina Jordi Ribera.
Jordi está em Blumenau (SC) comandando o Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica, com 240 atletas e 24 treinadores de todo o Brasil. Até o dia 21, o treinador e sua comissão técnica trabalhou com 120 meninos da categoria cadete (nascidos em 1996 e 1997) e do dia 21 de fevereiro a 2 de março o trabalho está sendo realizado com 120 meninos da categoria juvenil (1994 e 1995). Enquanto o Centro de Treinamento não fica pronto, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) tem que arcar com um custo muito maior.
“Esse é o primeiro camping desse novo ciclo olímpico, um projeto de busca e de formação de atletas. Entre 2006 e 2007 realizamos cinco treinamentos parecidos [Jordi comandou a seleção brasileira até Pequim 2008 e retornou ao posto no ano passado]. A ideia é estabelecer um padrão de jogo. Convocamos jogadores de diferentes competições, além dos atletas indicados pelas federações locais”, explicou.
Jordi e seu staff divide o grupo de jovens atletas em oito times em cada categoria. Os treinamentos são escalonados na parte da manhã e duas horas após o almoço, os oito times se enfrentam em uma espécie de competição interna. Sempre com sua câmera e seu tripé na mão, Jordi filma todos os jogos e à noite ele analisa os vídeos na presença de todos.
“Chamamos sempre 16 goleiros, 16 pontas esquerda, 16 pivôs e por aí vai, para formar os oito times. A partir daí buscamos o perfil que a gente deseja. Jogadores da seleção principal também participam do camping, dando palestras, conselhos, participando efetivamente desse processo. Recebemos o Ricky, o Japa e o Diogo na semana passada e teremos outras visitas interessantes nessa semana”, disse Jordi, sem querer antecipar a surpresa para os jovens atletas brasileiros.
Assim como Jordi, o dinamarquês Morten Soubak, técnico da seleção feminina, também se desdobra para desenvolver o handebol no país. "Quando cheguei aqui, em 2009, o objetivo era poder enfrentar qualquer equipe do mundo em condições de igualdade. Acredito que nossas atuações nos Jogos Olímpicos de 2012 e nos últimos Campeonatos Mundiais são uma prova concreta dessa evolução”, disse Morten.

Maquete do Centro Nacional de Desenvolvimento de Handebol que será inaugurado em São Bernardo do Campo (SP) - Foto: Divulgação
Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol
Um dos locais oficiais de treinamento pré-Jogos listado pelo Comitê Organizador do Rio 2016™, o Centro Nacional de Desenvolvimento do handebol brasileiro contará com duas quadras oficiais (40m x 20m), alojamento próprio para 120 atletas, salas de condicionamento físico e musculação, área destinada à realização de primeiros socorros e tratamento médico, estrutura para atividades de fisioterapia e massagem, e locais para o descanso dos atletas.
O projeto contempla também salas para reuniões e palestras, espaços privativos, restaurante e lanchonete, auditório, lavanderia, área de convivência e uma área destinada ao depósito de materiais esportivos. Com a construção do centro, a sede da CBHb será transferida de Aracaju (SE) para São Bernardo do Campo (SP).