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Um mundo novo

Emma Snowsill e um pequeno planeta unificado pelo esporte

Por Rio 2016

Ouro em Pequim 2008, triatleta mantém tradição australiana de pódios olímpicos

Emma Snowsill e um pequeno planeta unificado pelo esporte

Emma Snowsill celebra sua vitória em Pequim 2008 (©Getty Images/Adam Pretty)

Visto de cima, o planeta parece um só destino. Sem fronteiras, sem divisões. Aos olhos de quem vê do topo, lugar familiar para Emma Snowsill, atual campeã olímpica do Triatlo, parece possível que o mundo seja apenas um.

“A beleza dos Jogos Olímpicos é que eles podem fazer o mundo parecer pequeno e unificado pelo esporte”, afirma a australiana, tricampeã mundial e uma das atletas mais laureadas do esporte, ao Site Oficial Rio 2016.

Ainda em busca da vaga para Londres 2012, Snowsill tenta ser a primeira triatleta a defender seu título. Em Pequim 2008, conquistou o ouro após duas pratas de seu país em duas participações do Triatlo no programa olímpico: com Michellie Jones, na estreia do esporte em Sydney 2000, e com Loretta Harrop, em Atenas 2004.

Em 2016, aos 35 anos, não sabe se competirá no Rio, mas sua presença é certa nos primeiros Jogos disputados na América do Sul. Confira a entrevista concedida por e-mail:

A Austrália sediou uma edição de Jogos Olímpicos em 2000. Na sua opinião, quais foram os melhores legados deixados pelos Jogos? Por que vale a pena ser sede dos Jogos e o que o esporte australiano ganhou com Sydney 2000?

A infraestrutura disponibilizada para os Jogos tem utilidade muito além das duas semanas de competições. Isso significa que todo o país pode se beneficiar e ter o privilégio de usar instalações esportivas de nível mundial, podendo ser aproveitadas tanto para o alto rendimento quanto para o nível da recreação. A Vila Olímpica foi transformada em moradia e o sistema de transporte público teve a oportunidade de melhorar sua eficiência depois de receber um grande fluxo de pessoas na cidade. Isso tudo certamente dá oportunidade para futuras novas estrelas no país, mas também mostra para o mundo que destino turístico maravilhoso podemos ser depois do fim dos Jogos.

Em três edições de Jogos Olímpicos do Triatlo, Austrália e Nova Zelândia estiveram em praticamente todos os pódios no feminino e masculino, respectivamente. De onde vem esta paixão dos países da Oceania pelo esporte?

Definitivamente, nosso clima nos dá a oportunidade de estar ao ar livre muito mais do que em outras áreas do mundo. Consequentemente, o esporte passa a fazer parte da sua vida desde muito cedo. Somos sempre encorajados a isso. Somos privilegiados também por ter instalações em abundância e redes de pessoas e contatos que permitem que qualquer um que queira possa fazer do esporte sua vida. Isso cria uma atmosfera competitiva desde os primeiros anos de vida da criança e guia nossa paixão por ser os melhores.

Você pratica o Triatlo desde os 16 anos de idade, mas antes praticou diversos esportes. O que diferencia um bom triatleta de um bom futebolista, boxeador, remador ou qualquer atleta de ponta em outros esportes?

Tudo se resume ao que você ama. Todos têm talento em algum grau e muitas pessoas podem superar seus limites em esportes que não são especialistas. Muitos esportes necessitam de mais habilidade que o Triatlo, mas acho que muitos futebolistas não iriam gostar da quantidade de treino aeróbico que precisamos para fazer nossas três disciplinas.

Em Pequim 2008, você ganhou um título histórico. O que pode dizer da preparação, da expectativa e dos dias que antecederam a prova?

A maior expectativa que qualquer atleta tem é a que ele coloca em si mesmo. Minhas expectativas iniciais eram ir além de tudo que já tinha feito antes com o objetivo de me preparar para a maior corrida da minha vida. Algumas semanas depois, fui forçada a mudar minha preparação “ideal” porque eu treinei demais. Isso me fez descobrir que eu tinha que encarar a corrida como eu encaro qualquer outra, e lembrar a mim mesma de que eu continuaria apenas praticando as mesmas atividades que pratico dia após dia. Isso realmente me fez relaxar e aproveitar a experiência olímpica por inteiro. A medalha de ouro foi puramente o resultado de anos de trabalho duro.

Você se manteve no primeiro pelotão na natação e no ciclismo, e disparou na corrida, sem dar chances às adversárias em Pequim 2008. O que pode contar daquelas duas horas que a levaram ao ouro olímpico?

Eu realmente vivi cada momento daquela prova, minuto a minuto, e nunca pensei no resultado. Eu sempre estive preparada para tudo que pudesse acontecer. Tinha em mente que eu só podia ter controle da minha prova e não deveria me preocupar com a de mais ninguém. Na hora que chegou a corrida, simplesmente disse a mim mesma que não tinha nada a perder e tudo que queria era terminar os Jogos Olímpicos dando tudo que tinha.

As expectativas para Londres já são enormes e você tem a chance de ser a primeira campeã olímpica a defender seu título. Quais as diferenças que já enxerga entre Pequim 2008 e Londres 2012, incluindo momento na carreira, percurso e expectativas?

Acredito que você só é considerado o melhor até a próxima prova e, para mim, estar na equipe da Austrália para competir em Londres é o próximo passo. Se eu tiver a chance de competir lá, seria muito especial ser a defensora do título. Mas não é algo que penso agora. Eu teria que me preparar para condições de prova muito distintas de Pequim. Existe a possibilidade de estar muito mais frio do que na China e o percurso é também muito diferente. De qualquer forma, de novo, as maiores expectativas serão as que coloco em mim mesmo.

Em 2016, os Jogos Olímpicos chegam a um novo continente. Serão disputados pela primeira vez na América do Sul. De que forma a vitória do Brasil contribui para o mundo do esporte e o movimento olímpico?

A beleza dos Jogos Olímpicos é que eles podem fazer o mundo parecer pequeno e unificado pelo esporte. Acho que, para o Brasil, é o que os Jogos deixam. Tomara que inspire, eduque e deixe as instalações para que muitos sul-americanos vivam sua vida com o esporte.

No Rio 2016, você estará com 35 anos, ainda em plena forma. Estará competindo no Brasil?

Eu, certamente, vou estar aproveitando as festividades dos Jogos no Rio de um jeito ou de outro. Se meus pés estarão na linha de largada, já é outra coisa...