No dia de 4 fevereiro de 2022, os olhos do mundo estarão mais uma vez voltados para o Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim: esta é a data marcada para a cerimônia de abertura da 23ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que será disputada na capital chinesa. Em evento realizado em Kuala Lampur, na Malásia, Pequim conquistou nesta sexta-feira (31) o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2022 e se tornará a primeira cidade da história a sediar tanto os Jogos de Verão como de Inverno. Na mesma cerimônia, a cidade de Lausanne, na Suíça, foi eleita como sede da 3ª edição dos Jogos de Inverno da Juventude, em 2020.
A votação para a cidade-sede dos Jogos de 2022 foi apertada, decidida por uma margem de apenas quatro votos - Pequim superou Almaty, cidade do Cazaquistão, por 44 a 40. Com um orçamento de 1,5 bilhão de dólares - valor significativamente menor que o dos Jogos de 2008 -, a candidatura da capital chinesa estruturou sua proposta em acelerar o desenvolvimento de uma nova área de esporte, cultura e turismo no norte do país.
O Comitê de candidatura dos Jogos Pequim 2022 tomou vantagem das orientações da Agenda 2020 do Comitê Olímpico Internacional, que autorizou que cidades ou mesmo países apresentem candidaturas conjuntas para sediar os Jogos. O planejamento traz 12 instalações esportivas, das quais metade são já existentes, espalhadas por três regiões de competição: Pequim, Zhangjiakou e Yanqing, cidades vizinhas à capital chinesa. O plano para o período pós-Jogos já prevê uso para que todas as instalações permanentes sejam aproveitadas como legado.
A eleição de Lausanne, por sua vez, já não foi tão apertada. A candidatura da cidade suíça, que foi elogiada pelo planejamento em instalações existentes ou temporárias e desmontáveis, levou a uma vitória por 71 a 10 sobre Brașov, da Romênia. Será o retorno dos Jogos à Suíça, sede do Comitê Olímpico Internacional (COI), 72 anos após os Jogos de Inverno St. Moritz 1948.