Faltam dois meses: Andrew Parsons vê Jogos Paralímpicos como "agente de mudança"
Atualizado em 07/07/2016 — 18H31“Tenho certeza de que não entregaremos nada inferior às edições anteriores", afirma o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro
“Tenho certeza de que não entregaremos nada inferior às edições anteriores", afirma o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro
Andrew Parsons: expectativa de sucesso da organização e da delegação brasileira (Foto: CPB/Divulgação)
Faltam dois meses para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, cuja cerimônia de abertura acontece no dia 7 de setembro. Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), pensa mais adiante. Para ele, tão importante quanto o que ocorre durante o evento é o que vem depois. "Sei que alguns desafios não são resolvidos apenas com a realização dos Jogos. As competições precisam funcionar como um catalisador, um agente de mudança", disse Parsons ao Rio2016.com.
Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 têm 23 esportes em seu programa, com 528 provas em 21 arenas. Serão 4.500 atletas de 176 países. A organização, segundo Parsons, não decepcionará. “Tenho certeza de que não entregaremos nada inferior às edições anteriores", afirma.
E a primeira mensagem de sucesso dos Jogos vem logo na cerimônia de abertura. Quem promete é Marcelo Rubens Paiva, que divide a direção criativa da festa com o artista plástico Vik Muniz e o designer Fred Gelli. "Você vai chorar de emoção, em alguns momentos. Vai ser quase como um truque de mágica", contou o escritor.
Uma das heranças físicas dos Jogos é o Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, que no dia 19 deste mês recebe a delegação do Brasil para a reta final de preparação. O espaço abriga locais de treinamento para 15 modalidades, além de alojamentos. “O CT é considerado um dos maiores legados dos Jogos e será nele que iremos divulgar os nomes de todos que farão parte da história equipe brasileira para o Rio 2016."
Bem preparado e apoiado pela torcida, o Brasil tem a meta de ficar entre os cinco primeiros do quadro geral de medalhas, duas posições acima do que fez em Londres 2012. Parsons vê essa missão bem encaminhada. "Estabelecemos metas, seguimos um cronograma e estamos prontos para a reta final de preparação."