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Um mundo novo

Em evento-teste do Rio 2016, brasileiras do rugby confirmam favoritismo em Deodoro

Por Rio 2016

Campeonato reuniu melhores equipes da América do Sul para testar novo campo e operações dos Jogos

Em evento-teste do Rio 2016, brasileiras do rugby confirmam favoritismo em Deodoro

Brasileiras levaram invictas o título do Campeonato Internacional de Rugby Sevens (Rio 2016/Paulo Mumia)

O futebol que se cuide, porque tem um esporte novo na briga pelo coração da torcida brasileira. No novíssimo Estádio de Deodoro, o Campeonato Internacional de Rugby Sevens - evento-teste da modalidade para o Rio 2016 - provou neste domigo (6) mais do que a habilidade das atletas em campo: testou a torcida e confirmou que a novidade dos Jogos Olímpicos tem tudo para conquistar uma legião de fãs em terras cariocas. A competição reuniu as oito melhores equipes de rugby da América do Sul, apresentando o esporte, típico de países europeias, com um tempero latino-americano. Dribles impressionantes, arrancadas velozes e chutes potentes, a modalidade em muito se assemelha ao futebol. Até a briga por medalhas fez bater mais forte o coração de quem já tem uma queda pela ação nos gramados: deu clássico na final, com Brasil e Argentina na briga pelo ouro.

“Nosso objetivo no Rio 2016 é claro: mostrar ao mundo que o Brasil é bom no rugby e mostrar o rugby para o Brasil”

Julia Sarda, atleta da seleção brasileira de rugby sevens


E a camisa 12 do Brasil tem razão. Apesar de o esporte não ser popular no país, a seleção feminina é líder absoluta na América do Sul. Nem mesmo toda a força e velocidade de Sofia Gonzales, considerada a “Messi” da equipe argentina, deixou a Argentina chegar perto do placar das anfitriãs – a briga pelo ouro terminou com vitória esmagadora das brasileiras por 27 a 5. Foi a 11ª vitória no currículo das jogadoras.

Equipe brasileira comemora a vitória no Estádio de Deodoro (Foto: Rio 2016/Paulo Mumia)
 

Nas semifinais, não foi diferente. Com placar final de 31 a 0, as brasileiras tiraram as colombianas da rota das colombianas, que terminaram o torneio em terceiro lugar.

“Viemos aqui para diminuir a diferença em relação ao Brasil. Queríamos ter disputado a final, mas não deu. Elas são as adversárias a bater no Rio 2016”

Estefania Ramirez, jogadora da seleção feminina de rugby sevens da Colômbia

 


Acompanhe aqui a corrida pela classificação

Rugby pode virar uma paixão nacional?

No Rio 2016, o esporte retorna após 92 anos fora do programa Olímpico – e com novo formato. Com sete jogadoras de cada lado, leva aos gramados jogadas emocionantes que visam um objetivo claro: levar a bola oval para trás da linha de fundo do campo adversário. Para isso, é preciso uma combinação de agilidade, força e tática, uma vez que, a qualquer momento, a equipe adversária pode chegar voando na direção de quem tem a posse de bola, jogada conhecida como tackle. Arrancadas em velocidade também fazem parte do jogo e é a principal estratégia para se realizar o try (o gol do rugby).

Tackle é o nome da jogada na qual uma jogadora tenta impedir o avanço da oponente derrubando-a no chão (Foto: Rio 2016/Paulo Mumia)


A arquibancada montada no Estádio de Deodoro para convidados tremia cada vez que uma dessas jogadas acontecia. Até quem não conhecia se surpreendeu com a dinâmica das partidas, que começam e terminam em um intervalo de 15 minutos: “Na hora da defesa, quando uma vai pra cima da outra, é muito emocionante. Não conhecia nada e, no início do jogo estava um pouco perdida, mas rapidinho deu para entender”, comentou a torcedora carioca Luciana Dantas.


Quem já conhece recomenda. Hélio Barros, ex-jogador de rugby, acredita que o esporte tem tudo para seduzir o brasileiro:

“Quem assistir aos Jogos Olímpicos vai ter a maior emoção da vida. Parece muito com o futebol: é emocionante e tem regras fáceis de entender. Lembra um pouco o pique bandeira, que todo mundo brincou na infância”

Seleções do Brasil, Argentina e Colômbia posam juntas após o torneio (Foto: Rio 2016/Paulo Mumia)


Para a World Rugby, entidade máxima do esporte no mundo, a entrada no programa Olímpico no Rio 2016 tem feito a modalidade ganhar força no país. 

“Vemos muito progresso nas equipes e achamos que o esporte se encaixa bem com o estilo do brasileiro. Toda vez que trazemos o rugby para cá fãs e atletas se divertem e gostam do que estão vendo”, disse Mark Egan, chefe de Competições e Performance da World Rugby.

Para o Comitê Organizador, evento-teste significa oportunidade para observar a gestão de uma competição. Para os atletas, é a chance de colocar as táticas de jogo em prática e sentir as condições do campo, que, segundo Egan, foi o ponto alto do evento.

“A instalação está excelente e o campo é muito bom. Estamos felizes. Nosso principal objetivo era testar a área de competição e concluímos que valeu a pena”, concluiu.

Confira as melhores imagens do evento:

( Rio 2016 / Paulo Múmia )

Publicado por Aquece Rio em Segunda, 7 de março de 2016