Efraín Sotacuro correu sua primeira maratona em fevereiro e agora sonha com uma medalha Paralímpica
Habituado com as provas de 3.000m e 5.000m, peruano garantiu índice Paralímpico na Maratona de Sevilla e chega ao Rio de Janeiro confiante
Habituado com as provas de 3.000m e 5.000m, peruano garantiu índice Paralímpico na Maratona de Sevilla e chega ao Rio de Janeiro confiante
Efrain Sotacuro comemora, em Sevilla, a classificação para disputar a maratona nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Foto: Facebook/Reprodução)
O maratonista peruano Efraín Sotacuro jamais participou de campeonatos mundiais ou panamericanos de paratletismo. Na verdade, até o começo deste ano a especialidade eram as provas de 3.000m e 5.000m. Bastou uma maratona para conquistar o índice Paralímpico, e agora ele sonha alto nos Jogos Rio 2016. "Vou me preparar para chegar entre os três primeiros", disse o atleta ao Rio2016.com.
Em fevereiro deste ano, Efraín completou a Maratona de Sevilla, na Espanha, com o bom tempo de 2h30min17s. Ficou muito abaixo da marca mínima exigida para ir aos Jogos, que era 2h45min. "Isso porque foi minha primeira maratona", diz ele.
A vida de Efraín sempre esteve atrelada aos Jogos. Aos 18 anos, perdeu os dois braços ao sofrer uma descarga elétrica de alta tensão, e a recuperação aconteceu em paralelo com os Jogos Paralímpicos Pequim 2008. Quatro anos depois, no ano em que Londres recebeu o grande evento, Efraín correu sua primeira prova. Agora, atinge o ápice como atleta às vésperas do Rio 2016.
"Sempre quis participar dos Jogos Paralímpicos. Consegui a marca (classificatória) e estou me preparando para representar meu país", afirma.
Efraín busca a quarta medalha de ouro do Peru nos Jogos Paralímpicos (Foto: Facebook/Reprodução)
Se subir no pódio no Brasil, o maratonista fará história. Afinal, nenhuma das oito medalhas Paralímpicas que o Peru conquistou até hoje veio no atletismo. Entre as oito, três são de ouro: duas na natação e uma no tênis de mesa.
Para atingir o objetivo, Efraín treinará no México até o dia 15 de agosto, ao lado do técnico Rodolfo Gómez. A maratona no Rio de Janeiro está marcada para o último dia dos Jogos Paralímpicos, 18 de setembro.
Antes do acidente, o esporte de Efraín era o futebol, que jogava sempre com os amigos. Atualmente ainda dá seus chutes, mas precisa se concentrar no atletismo. "É como minha profissão", diz ele sobre a modalidade em que competirá no Rio 2016. "Gosto bastante de futebol, mas preciso tomar cuidado para não me machucar."
No campo, o ídolo é Lionel Messi, e seu time do coração não é do Peru. "Sou torcedor do Barcelona, que joga um futebol extraordinário", conta.