As disputas de levantamento de peso acontecem no mundo desde a Antiguidade, quando eram populares no Egito e na Grécia, mas só se consolidaram como prática esportiva a partir do século XIX, especialmente na Europa. A modalidade estreou nos Jogos Olímpicos apenas com disputas masculinas, nos primeiros Jogos da Era Moderna, em 1896, na Grécia, como parte do programa da ginástica, e se tornou permanente a partir de Antuérpia 1920. Já as primeiras disputas envolvendo mulheres aconteceram 80 anos depois, em Sydney 2000.
A prova de levantamento de peso é dividida em duas ações: arranco (ou arranque) e arremesso. Na primeira, os competidores devem erguer, em um único movimento, uma barra de aço com peso do solo até acima da cabeça e sustentá-la por até dois segundos. No arremesso, o movimento é dividido: primeiro, o atleta leva a barra do solo até a altura dos ombros e, depois, posiciona a mesma acima da cabeça, mantendo braços e pernas estendidos. Após três tentativas, as cargas máximas de peso levantadas pelos atletas em seu melhor desempenho em cada uma das ações são somadas, determinando o vencedor.
Extinta em 1991, a União Soviética ainda detém a hegemonia das medalhas no quadro Olímpico do levantamento de peso, com 38 ouros, 21 pratas e dois bronzes. A China é a principal ameaça à soberania soviética, com 29 ouros, 17 pratas e oito bronzes. Os Estados Unidos acumulam 17 ouros, 16 pratas e 11 bronzes.
O recordista individual de medalhas é o grego Pyrros Dimas, que ganhou o ouro em Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000, além do bronze em Atenas 2004.
Halterofilismo, a disputa Paralímpica
O esporte Paralímpico das disputas de força é o halterofilismo. Disputada por atletas com diferentes tipos de deficiência - desde a amputação dos membros inferiores até paralisia cerebral -, a prova é realizada com o atleta deitado em um banco, sobre o qual o competidor deve retirar a barra com pesos do suporte, flexionar os braços até que ela chegue à altura do peito e retorná-la à posição original. Três tentativas são permitidas e o melhor resultado é contabilizado. O atleta pode ter direito a um quarto movimento, em caso de tentativa de quebra de recorde mundial.

Dono de quatro medalhas nos Jogos Paralímpicos, Jian Wang contribui para o domínio da China no halterofilismo (Foto: Getty Images/Jamie McDonald)
Presente nos Jogos Paralímpicos desde Tóquio, em 1964, quando ainda era chamado de levantamento de peso paralímpico, o halterofilismo vê a China disputar a hegemonia do quadro de medalhas com os países africanos. Os asiáticos lideram com 24 ouros, 15 pratas e 18 bronzes, seguidos pelo Egito, com 19 ouros, 23 pratas e 16 bronzes, e pela Nigéria, que soma 15 ouros, 13 pratas e 10 bronzes.
A chinesa Taoying Fu, com ouros nas quatro últimas edições dos Jogos Paralímpicos, é a atleta que mais vezes subiu ao pódio no esporte, ao lado do egípcio Gomma Ahmed, que soma três ouros e uma prata, e do chinês Jian Wang, que contabiliza um ouro, uma prata e dois bronzes.