Disputada a céu aberto, rodada bônus da esgrima é a grande novidade do pentatlo moderno
Novidade é aprovada no primeiro dia das finais do evento-teste, que teve vitória de Claudia Cesarini, da Itália; Yane Marques é nona
Novidade é aprovada no primeiro dia das finais do evento-teste, que teve vitória de Claudia Cesarini, da Itália; Yane Marques é nona
Rodada bônus é mais uma oportunidade para atletas acumularem pontos (Rio 2016)
O terceiro dia de competições da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno trouxe uma novidade a Deodoro. Disputada a céu aberto, a rodada bônus da esgrima fará parte do roteiro do esporte pela primeira vez nos Jogos Olímpicos no Rio 2016 - e fez sua estreia em uma competição de alto nível no Brasil neste sábado (12), reunindo atletas da elite do esporte na final feminina do evento.
Rob Stull, pentatleta Olímpico em Seul 1988 e Barcelona 1992 e atual conselheiro da UIPM
A frase de Rob Stull resume o sentimento do atleta ao se apresentar para o duelo. Hoje apresentador das competições, o americano defendeu seu país nos Jogos de Seul 1988 e Barcelona 1992, e sabe como a sensação nos momentos que precedem os duelos pode ser decisiva. "Na rodada ranking, são muitos embates acontecendo ao mesmo aqui", diz, e continua:"Na rodada bônus, os atletas são apresentados um a um, e todas as atenções estão voltadas para um único duelo".
Na rodada bônus, o último atleta na rodada ranking duela com o competidor classificado uma posição acima. O vencedor segue para enfrentar o próximo colocado e assim sucessivamente até o primeiro colocado, somando um ponto a cada vitória.
Cada ponto significa um segundo de vantagem na largada em relação ao adversário no evento combinado. Considerando que apenas cinco segundos separaram ouro e prata em Londres 2012 tanto no masculino quanto no feminino, a rodada bônus pode fazer a diferença no final da prova.
David Svoboda, da República Tcheca, campeão Olímpico em Londres 2012

As disputas do pentatlo moderno acontecem em dois dias no Rio 2016. O primeiro dia conta apenas com provas da rodada ranking de esgrima, em que cada atleta duela 35 vezes, contra todos os adversários. O segundo e derradeiro dia tem provas de todos os esportes, nesta ordem: natação, esgrima (rodada bônus), hipismo e evento combinado (tiro e corrida, intercalados).
Além de reduzir as disputas da esgrima no dia da decisão e, assim, tornar a competição mais emocionante ao público, a novidade permite que atletas, público e emissoras de televisão tenham um grande espetáculo com os cinco esportes acontecendo em apenas um dia e de maneira mais compacta.
Tanto no evento-teste como nos Jogos Olímpicos, a nova fase será disputada no Estádio de Deodoro, mesmo palco das provas de hipismo e do evento combinado (tiro e corrida). A rodada tradicional da esgrima, chamada rodada ranking, acontece na Arena da Juventude (instalação indoor).
Rob Stull
Disputada às 14h30, quando o tempo estava era apenas nublado, a rodada bônus seguiu sem maiores problemas. Mas e se chover? Rob Stull garante: "Pode cair um dilúvio de Noé que a competição continua. A pista onde os atletas duelam é de altíssima tecnologia e não escorrega", assegura.

O dilúvio de Noé a que se referiu Rob Stull pode não ter aparecido na rodada bônus, mas veio com tudo para o evento combinado. A grande decisão feminina foi disputada sob forte tempestade - um teste e tanto para atletas e organizadores. O gramado do Estádio de Deodoro suportou bem o volume de água, sem empoçar.
Quem não reagiu muito bem à chuva foi a brasileira Yane Marques. Com o melhor resultado acumulado durante as outras três provas da competição (natação, esgrima e hipismo), a brasileira largou em primeiro lugar, mas acabou em nono. Claudia Cesarini, da Itália, levou o ouro, seguida por Lena Schoneborn, da Alemanha (prata) e Donata Rimsaite, da Rússia (bronze). A campeã Olímpica Laura Sadauskaite, da Lituânia, ficou em 13o. A cerimônia de premiação foi adiada devido à forte chuva e será realizada em outra data.
