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Um mundo novo

Desafio Aquece Rio inaugura Campo Olímpico de Golfe ligado no 'feedback' dos atletas

Por Rio 2016

Jogadoras Miriam Nagl e Victoria Lovelady, cotadas para disputar os Jogos Rio 2016, esperam encontrar terreno "desafiador"

Desafio Aquece Rio inaugura Campo Olímpico de Golfe ligado no 'feedback' dos atletas

De olho na vaga Olímpica, brasileira Miriam Nagl vem ao Rio conhecer o novo campo (Getty Images/Morne de Klerk)

Com duas brasileiras em boa situação para obter vagas nos Jogos Olímpicos Rio 2016 - Miriam Nagl e Victoria Lovelady – e um brasileiro que já disputou o principal circuito do golfe profissional, o PGA -  Alexandre Rocha - será realizado nesta terça-feira (8), o Desafio Aquece Rio de Golfe. O torneio terá outros seis atletas do país (Rafael Barcellos, Rafael Becker, Luciane Lee, Rodrigo Lee, Daniel Stapff e Candy Hannemann) e vai servir para testar de fato o Campo Olímpico de Golfe. A instalação foi apresentada pelo prefeito Eduardo Paes em novembro, mas ainda não sediou nenhuma competição. Para este evento inaugural, o formato de disputa escolhido foi o "stroke play", em que o jogador que completar o circuito com o menor número de tacadas vence.

“O campo está pronto faz algum tempo, mas ninguém atuou nele ainda. Será importante termos uma avaliação feita pelos atletas” 

Eduardo Vasconcellos, especialista em operações técnicas do Rio 2016

Cláudia Guedes, líder de competição de golfe do Rio 2016, informa que dois itens vão ser testados no formato exato que será adotado nos Jogos Olímpicos, em agosto: área de jogo e resultados. Nesta quarta-feira (8), a força de trabalho do Comitê contará com 111 voluntários e 55 funcionários.

Presença rara

O evento-teste também será uma boa oportunidade para observar alguns dos melhores atletas brasileiros do golfe em ação, pois a maioria mora ou passa boa parte do ano no exterior disputando torneios. Filha de alemães, Miriam Nagl, que atualmente figura na zona de classificação para os Jogos Olímpicos, veio de Berlim, onde vive, para conferir detalhes do campo, criado pelo arquiteto americano Gil Hanse com traçado estreito e vegetação rasteira para desafiar os melhores do esporte.

“Não sei bem o que esperar. Mas imagino que já esteja em boas condições de jogo e que seja difícil, com muitas bancas de areia”

Miriam Nagl, golfista brasileira

 

A jogadora teve uma filha, Laura, em janeiro, e organizou uma operação complexa para continuar marcando pontos até a data final do ranking, 11 de julho. “É muito difícil e só funciona com a minha família ajudando”, conta. “Nos primeiros meses, meu namorado esteve comigo no tour da Austrália ajudando a cuidar dela durante o dia, enquanto eu jogava. Agora, durante o evento no Rio, minha filha vai ficar com a minha mãe em Berlim." Para ser competitiva, Miriam diz que precisa cumprir uma rotina diária de seis horas, entre treinos técnicos e físicos. “A partir de abril teremos uma amiga da família para cuidar da Laura até os Jogos Olímpicos.”  

 

Visiting the Botanical Garden in Singapur on our way home

Publicado por Miriam Nagl em Segunda, 29 de fevereiro de 2016

 


Golfe e bossa nova
 


Para Victoria, disputar os Jogos Rio 2016 também é questão de tradição familiar  (Foto: Getty Images/David Cannon)

 

Além de representar o Brasil no circuito de golfe profissional, a paulistana - criada no Rio - Victoria Lovelady (sobrenome que adotou ao casar com um americano) também defende a música brasileira em suas andanças internacionais. Criada em uma família de musicistas, neta do pianista Heitor Alimonda (1922-2002), ela cresceu em contato com piano e violão e adora cantar bossa nova. “Tive a oportunidade de tocar na etapa da China do Tour. Quem sabe depois da carreira golfística eu passe a me dedicar à música", diz.

 

Dei uma palhinha com "Garota de Ipanema" em Xiame, China:) Temos que representar bem o país da sede olímpica, não?...

Publicado por Victoria Alimonda Lovelady em Sexta, 9 de outubro de 2015


O objetivo de Victoria no momento é se classificar para os Jogos. No golfe, cada país poderá inscrever até duas atletas, que precisam figurar entre as 60 primeiras do ranking Olímpico. Victoria hoje está fora do grupo, mas muito perto da zona de classificação. Vir ao Rio foi uma questão não só esportiva como emocional. “É algo muito próximo porque meu primeiro contato com o golfe na vida foi no Rio de Janeiro. Meu avô foi um dos sócios fundadores do clube Itanhangá (tradicional clube de golfe do Rio)”, relembra. "Só de pensar me dá vontade de chorar. Não tem preço poder jogar Olimpíadas na sua cidade, no seu país."

A golfista, que esteve na inauguração do campo, em novembro, está ansiosa para experimentá-lo. “Vi toda a parte do design e da estratégia - tem vários buracos que exigem mais estratégia do que distância”, avalia. “A grama é da melhor qualidade e tudo está no nível mais alto do golfe mundial."
 

“É um campaço! Não vejo a hora de provar. Por estar perto da praia, vamos ter bastante vento. Vai ser superdesafiador. Gosto disso”

Victoria Lovelady, golfista brasileira


Experimentar o campo, segundo ela, trará vantagens. “Quando você joga só uma ou duas vezes não repara em todos os aspectos estratégicos do campo".

 

Quem falou que golfista não é atleta?! Who said golfers are not athletes?!

 


Alexandre Rocha é outro destaque do evento-teste de golfe (Foto: Getty Images/Gregory Shamus)

 

Saiba mais sobre o golfe com nosso infográfico interativo 

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