Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Daniele Hypólito quer se despedir da ginástica artística nos Jogos Rio 2016 e deixar legado para novas gerações

Por Rio 2016

Rumo à 5ª participação Olímpica, atleta assume papel de veterana e vibra com a chance de encerrar carreira diante do público brasileiro

Daniele Hypólito quer se despedir da ginástica artística nos Jogos Rio 2016 e deixar legado para novas gerações

Daniele Hypólito conquistou a primeira medalha brasileira no Campeonato Mundial, em 2001 (Getty Images/Buda Mendes)

A trajetória de Daniele Hypólito se confunde com a história da ginástica ritmica no Brasil. Aos 15 anos, a jovem atleta entrava em cena nos Jogos Sydney 2000 para alcançar o melhor resultado brasileiro na disciplina até então e mudar o rumo do esporte no país. Quatorze anos depois, Daniele assume o papel de veterana e o Brasil se consolida como uma das forças do continente americano na ginástica. 

“Desde que comecei no esporte, a ginástica brasileira evoluiu muito”, comenta Daniele, que abriu portas para uma talentosa geração de atletas, que conta com nomes como Daiane dos Santos, Arthur Zanetti e Jade Barbosa, e teve papel fundamental na consolidação da ginástica brasileira no cenário mundial.

Daniele se prepara agora para os Jogos Rio 2016, sua quinta - e provavelmente última - participação Olímpica. Aos 29 anos, a atleta, que pretende se aposentar logo após o evento, vibra com a possibilidade de encerrar a carreira diante do público brasileiro.

“Os Jogos Olímpicos são sempre especiais porque sabemos que estamos competindo pelo nosso país, e isso é um estímulo muito forte. Nós, atletas, sentimos muito a energia do público, e isso faz a diferença na hora da competição. No Pan do Rio, em 2007, o apoio vindo das arquibancadas foi incrível, e sabemos que no Rio 2016 será ainda mais forte”, afirmou.

Com a nova geração da seleção brasileira, Daniele conquistou o ouro na prova por equipes dos Jogos Sul-Americanos, no começo de março (Foto: COB/Gaspar Nobrega)

 

Com mais de dois anos de atuação pela frente, Daniele ainda tem muito a contribuir para o desenvolvimento da ginástica brasileira. A atleta sabe da sua influência e, por isso, se preocupa em deixar um legado para as companheiras mais novas. O foco e a persistência que marcam sua trajetória são, para ela, a principal lição que ficará para a nova geração.

“A determinação faz parte do dia a dia da ginástica. Tento sempre explicar que existem muitos obstáculos na vida de um atleta, mas com muito esforço sempre conseguimos passar sobre eles”, diz a ginasta. “O importante é nunca desistir”, completa.

Atualmente, Daniele mora e treina em Curitiba, cidade onde fica a sede da Confederação Brasileira de Ginástica e o centro de treinamento da seleção brasileira do esporte. Na capital do Paraná, Daniele e outras 11 atletas são treinadas pelo russo Alexander Alexandrov, que tem como auxiliar técnico o ucraniano Oleg Ostapenko.

“Vejo com muito bons olhos esse intercâmbio com países mais tradicionais na ginástica. Isso não significa que o Brasil vai perder sua essência, vamos apenas aprender com quem tem muito a nos ensinar”, opina Daniele.

Depois de deixar as competições, Daniele afirma que deve continuar trabalhando com algo relacionado ao esporte, mas evita falar – e até pensar – sobre o assunto: o foco continua sendo treinar e se apresentar em alto nível. “Até 2016 ainda tem muita coisa pra acontecer, muitas competições para participar”.