Crise internacional não afetará economia brasileira
Economista inglês acredita que parceria comercial com países emergentes ajudará a fortalecida economia brasileira a atravessar períodos conturbados
Economista inglês acredita que parceria comercial com países emergentes ajudará a fortalecida economia brasileira a atravessar períodos conturbados
As especulações de analistas e as constantes oscilações do Mercado Financeiro Internacional apontam para números ainda mais preocupantes na já deflagrada crise da economia americana. Para um dos mais renomados economistas do mundo, o inglês Martin Wolf, colunista do jornal Financial Times, a crise, no entanto, não terá reflexos diretos na economia brasileira. Essa afirmação do estudioso europeu tranqüiliza antigos e futuros investidores no Brasil, quanto às expectativas para a nossa economia. Segundo Martin Wolf, além dos próprios Estados Unidos, países como Canadá e México, que estão intimamente ligados à economia americana, serão os mais afetados. Para ele, nossas relações comerciais com a China nos ajudarão a atravessar possíveis problemas com mais facilidade.
As previsões de Wolf coincidem com um momento feliz para a economia do Brasil. O país passou a ser credor externo, tendo suas reservas internacionais e ativos maiores que a dívida externa, de governos ou de empresas. Isso reforça as opiniões do economista inglês, e promove o fortalecimento inquestionável da posição externa do país, na opinião do Banco Central do Brasil. Com o Brasil passando a ser credor externo, aumenta nossa autonomia e diminui a relação de dependência com os Estados Unidos e sua economia, acredita o economista Marcelo Quintanilha.
Esta será uma crise mais longa e séria para os Estados Unidos e outros países desenvolvidos do que as que tivemos nos últimos 20 anos. A crise americana trará conseqüências para a economia européia, mas é pouco provável que afete muito os países asiáticos, alerta o economista britânico, considerado pela revista The Economist como um dos melhores analistas do atual momento da economia mundial. Os brasileiros podem relaxar, avisou Martin Wolf, em recente entrevista à revista Exame. Para Wolf, os vínculos comerciais que unem brasileiros e chineses devem afastar indícios de crise no Brasil.
Perguntado sobre os efeitos da crise para os Estados Unidos, o autor do elogiado livro Why Globalization Works? mostra-se profético e pessimista quanto ao futuro da maior economia do mundo. Acho que o atual momento pode ser descrito como uma crise americana. Será muito debilitante para os americanos. Estamos caminhando para um mundo no qual a importância dos Estados Unidos como poder comercial e fonte de demanda no sistema de comércio mundial será fortemente reduzida, sentencia o inglês.