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Um mundo novo

Competição inédita de tiro paralímpico é aberta no Rio com ouro brasileiro

Por Rio 2016

Evento começa com disputa emocionante, que levou ao topo do pódio o paranaense Geremias Soares

Competição inédita de tiro paralímpico é aberta no Rio com ouro brasileiro

De boné amarelo, Geremias abre um largo sorriso após efetuar o último e decisivo tiro (Rio 2016/Alex Ferro)

O Rio de Janeiro é palco do Campeonato Aberto Internacional de Tiro Esportivo Paralímpico, competição inédita nas Américas, que acontece até este domingo, no Centro Nacional de Tiro Esportivo (CNTE), em Deodoro. A competição, que reúne 77 atletas de sete países – Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Uruguai, Estados Unidos e Venezuela - foi aberta com o Brasil no topo do pódio. O paranaense Geremias Soares, de 42 anos, conquistou nesta quinta-feira, dia 3, a primeira medalha de ouro do campeonato.

E nada melhor do que começar com uma disputa emocionante, definida com a vantagem mínima de um décimo. Na carabina de ar em pé (10 metros), Geremias Soares marcou 192,9 pontos, contra 192,8 do sul-mato-grossense Benedito Silva, medalhista de prata. O goiano Helcio Perilo, que havia quebrado o recorde das Américas ao marcar 596 pontos na fase classificatória, levou o bronze.

“Estou aliviado. Quase me lasquei na competição ao conseguir um 8,6, mas logo depois acertei um tiro quase perfeito e com um 10,7 conquistei esse título tão importante”, disse Geremias, que aprendeu a atirar somente há três anos, mas compete há apenas um.

“As pessoas dizem que sou talentoso, que eu seria um atirador completo hoje se tivesse começado mais cedo, mas a verdade é que eu tenho muita sorte. Estou me sentindo em casa aqui. A organização do evento está excelente, o povo aqui é muito hospitaleiro, e o CNTE é um lugar fantástico. Esse dia não poderia ser melhor”, comemorou.

Apesar dos brasileiros terem monopolizado o pódio, atiradores colombianos deram mais emoção à competição. Disputando a sua primeira competição internacional da carreira, Juan Camilo Soto ficou em quarto lugar e elogiou a iniciativa do CPB em organizar essa primeira competição das Américas no tiro paralímpico.

“Essa competição é muito importante. Estamos conhecendo atletas de toda a América, trocando informações e aprendendo uns com os outros. É muito difícil para a gente participar de eventos internacionais na Europa. Competir em um evento de alto nível aqui é economicamente mais viável e juntando forças conseguiremos nos aproximar do nível técnico dos maiores atletas do mundo”, disse o atleta de 33 anos, campeão colombiano em 2011.

Na arquibancada, estavam o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, os presidentes dos Comitês Olímpico e Paralímpico Brasileiros, Carlos Arthur Nuzman e Andrew Parsons, respectivamente, o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, além da medalhista Olímpica em Londres 2012 no pentatlo moderno, a pernambucana Yane Marques.

O tiro esportivo paralímpico ainda tem muito a evoluir nas Américas. Em Londres 2012, foram distribuídos 12 ouros no esporte, mas nenhum atleta das Américas subiu ao pódio, e apenas cinco representantes do continente participaram da competição.

Das modalidades que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o tiro esportivo paralímpico (assim como a esgrima em cadeira de rodas) não faz parte do programa dos Jogos Parapan-americanos, cuja próxima edição será em Toronto 2015. No entanto, com essa primeira competição no continente americano, a oportunidade do esporte ingressar no programa do Parapan de 2019 aumenta consideravelmente.

“A ideia é que mais pessoas tomem conhecimento da modalidade no país. Fizemos algo semelhante em 2011 com a esgrima em cadeira de rodas e o resultado foi o melhor possível, com uma inédita medalha de ouro (do gaúcho Jovane Guissone), além da adesão de mais atletas ao esporte. Se tivermos o mesmo êxito com o tiro paradesportivo, nosso objetivo terá sido alcançado novamente”, afirmou Andrew Parsons.