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Um mundo novo

Comoção na passagem da chama Olímpica em campo de refugiados em Atenas

Por Rio 2016

Nadador sírio representa expatriados do mundo em revezamento da tocha Rio 2016 na Grécia

Comoção na passagem da chama Olímpica em campo de refugiados em Atenas

Texto e fotos: André Naddeo, de Atenas

Visivelmente emocionado e cercado por dezenas de jornalistas do mundo todo, o refugiado sírio Ibrahim Al-Hussein dedica a "todos os refugiados do mundo" sua participação no revezamento da tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016. O nadador Paralímpico causou comoção, na tarde desta terça-feira (26), no campo de refugiados de Eleonas, em Atenas, Grécia.

"Espero que as pessoas sigam meu exemplo e não fiquem apenas dentro dos campos, sem fazer nada", disse o atleta, que ganhou asilo político na Grécia após deixar a guerra na Síria em 2014. Vítima de uma explosivo na guerra em território sírio, Hussein teve parte da perna direita amputada. Atualmente, ele usa uma prótese para caminhar.

"Peço para que as pessoas saiam [dos campos de refugiados], pratiquem esportes e possam ter a mesma oportunidade incrível que eu estou tendo agora"


"Hoje é um dia de paz para os refugiados do Afeganistão e do Irã. Por favor, prestem atenção em nós", diz o cartaz

 

Bem ao lado de uma quadra de futebol improvisada, Hussein conduziu o símbolo de paz dos Jogos Olímpicos ao lado do presidente do Comitê Olímpico Helênico, Spiros Capralus, e foi cercado por centenas de crianças refugiadas. Somente em Eleonas, local visitado há três meses pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, vivem mais de 1.600 pessoas de acordo com o Ministério da Imigração da Grécia.

"Essa oportunidade que eu tive hoje foi única. Eu a dedico a todos os refugiados. Para que acabem as guerras e todos possam voltar em paz para suas casas"

Depois da participação no revezamento, ele se surpreendeu com a possibilidade de visitar o Rio de Janeiro em setembro, durante os Jogos Paralímpicos. Hussein arregalou os olhos e disse que "seria uma oportunidade muito bonita". "Mas o meu país é a Grécia", riu, antes de beijar uma toalha de pulso azul e branca, as cores da bandeira do país que o acolheu.

"Essa chama traz solidariedade e paz às pessoas do mundo todo. Estamos muito felizes por tornar isso realidade juntos. Com a tocha nas mãos, Ibrahim provou que o esporte pode fazer um mundo melhor para todos nós"


Spyros Capralos, presidente do Comitê Olímpico Helênico