Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Com dois bronzes na bagagem, Brasil quer subir mais alto no pódio do hipismo Paralímpico

Por Rio 2016

Amazonas e cavaleiros brasileiros apostam na torcida em Deodoro para alcançar resultados inéditos nos Jogos Rio 2016

Com dois bronzes na bagagem, Brasil quer subir mais alto no pódio do hipismo Paralímpico

Marcos Alves, medalhista de bronze em 2008, lidera a seleção brasileira de hipismo Paralímpico rumo ao Rio 2016

Um show de disciplina, técnica e entrosamento em busca de medalhas inéditas. Essa será a atmosfera que o torcedor encontrará no Centro Nacional de Hipismo, em Deodoro, durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016, quando os atletas brasileiros vão dar tudo de si para subir mais alguns degraus no pódio. Dono das duas únicas medalhas conquistadas até hoje pelo Brasil, ambas de bronze, Marcos Alves está otimista:

“Mesmo que a próxima medalha não seja minha, o importante é que o Brasil sempre melhore seu desempenho nos Jogos. A equipe brasileira está muito focada e treinando muito forte em busca de medalhas nos Jogos do Rio – e que desta vez sejam de prata e, principalmente, de ouro”, afirmou Marcos, mais conhecido como Joca no hipismo.

E, na corrida pelo pódium, ele não estará sozinho.

“Se depender de mim, o Joca terá um colega medalhista em breve. É meu sonho como atleta conquistar uma medalha Paralímpica, ainda mais se for a de ouro. Tenho trabalhado muito forte para isso desde Londres, com o objetivo de chegar entre os primeiros em 2016” disse Sérgio Oliva, que chegou perto do pódio com o sétimo lugar nos Jogos Londres 2012.

O atleta aposta agora na força da torcida brasileira para ir além:

“O público faz a diferença com aquele estímulo que vem das arquibancadas e nos incentiva a dar o nosso melhor naquele momento. Que todos venham assistir e prestigiar os atletas brasileiros, porque o Brasil vai fazer bonito”, afirmou Sérgio Oliva.

Na arena, o torcedor prestigiará um esporte em que a igualdade de condições reafirma os ideais Paralímpicos de igualdade e superação. Além de os critérios de avaliação para o atleta Paralímpico serem idênticos aos que dão nota para os Olímpicos, cavaleiros e amazonas competem juntos no esporte, sem distinção por sexo. E, como em toda competição de hipismo, o bom entrosamento entre os homens e os cavalos é fundamental:

“A gente pratica um esporte que depende muito do desempenho do animal também. Eles também são atletas e influenciam muito no resultado”, garante Marcos Alves.


Sergio Oliva chegou perto do pódio com um sétimo lugar no freestyle em Londres 2012 (Foto: Divulgação/CBH)

Apesar de o esporte fazer parte do programa Olímpico desde 1900, o hipismo Paralímpico apareceu pela primeira vez nos Jogos somente em 1984. A pouca popularidade o levou a ficar afastado durante algumas edições e retornar apenas em Atlanta 1996, mostrando que veio para ficar.

Se o hipismo faz parte do programa Paralímpico há pouco tempo, a participação brasileira é ainda mais recente. Desde 2004 no páreo, a seleção brasileira de hipismo é uma das caçulas da competição Paralímpica. A pouca experiência, no entanto, foi um obstáculo rapidamente superado pelos cavaleiros nacionais. O início promissor, marcado por um nono lugar em Atenas, logo se refletiu em aparições no pódio, alcançadas logo na segunda participação Paralímpica da equipe brasileira, em Pequim 2008.


Marcos Alves, o Joca, retornou de Pequim em 2008 com duas medalhas de bronze na bagagem (Foto: MN Chan/Getty Images)

Equoterapia é ponto de partida para hipismo Paralímpico

À exceção de Joca, todos os demais integrantes da atual seleção brasileira de hipismo Paralímpico – os cavaleiros Sérgio Oliva e Davi Salazar e as amazonas Vera Lucia Mazilli e Elisa Melaranci – iniciaram sua trajetória no esporte pela equoterapia, tratamento fisioterapêutico em que a equitação é o instrumento utilizado para a coordenação motora dos pacientes.

“A equoterapia é um ótimo tratamento para reabilitação porque promove estímulos em diversas áreas que necessitam de tratamento. Mexe com o equilíbrio, com o sensorial, com a coordenação motora e até com o emocional”, diz Sérgio Oliva.

“Isso mostra a importância e a força deste tipo de tratamento na reabilitação de muitos pacientes, que acabam virando atletas”, completa Marcos Alves.