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Um mundo novo

Com calendário cheio, seleção brasileira feminina de polo aquático se prepara para estreia Olímpica

Por Rio 2016

No último ano de preparação para sua primeira participação nos Jogos, equipe disputará diversas competições

Com calendário cheio, seleção brasileira feminina de polo aquático se prepara para estreia Olímpica

Goleira Tess Oliveira dfende a seleção brasileira de polo aquático desde 2003 (SS Press/Satiro Sodré)

O momento mais aguardado pela seleção brasileira feminina de polo aquático está cada vez mais perto de acontecer. Lutando para representar o país nos Jogos Olímpicos desde a inclusão do torneio feminino no programa, em Sydney 2000, a equipe estreará no maior evento esportivo do mundo diante da torcida brasileira nos Jogos Rio 2016. A menos de 500 dias de fazer história, a seleção se prepara para aproveitar a oportunidade, fazer um bom papel e contribuir para o fortalecimento do esporte no país.

“É a realização de um sonho. Treinamos há mais de dez anos dando o nosso melhor por esse objetivo. Vamos disputar os Jogos no nosso país e em condições de fazer um bom papel, não apenas de participar, o que é ainda mais especial. Ainda é difícil entender a grandeza desse momento. Acho que só depois de chegarmos à Vila Olímpica, e quando entrarmos na piscina para o primeiro jogo e virmos as arquibancadas cheias, é que a ficha vai cair”, diz a capitã Marina Zablith, de 28 anos.

A preparação para a estreia Olímpica trouxe um treinador estrangeiro para o comando da equipe. O canadense Patrick Oaten, que dirigiu a seleção de seu país nos Jogos de Atenas 2004, assumiu a seleção brasileira no ano passado e a guiou a resultados importantes, como a inédita classificação à Superfinal da Liga Mundial e a primeira vitória na história sobre a forte seleção do Canadá. Satisfeito com a evolução da equipe em seus primeiros meses de trabalho, Patrick acredita que, se mantiver o nível de crescimento, o Brasil poderá obter um grande resultado já em sua estreia Olímpica.

“Lutar por uma medalha nos Jogos é o nosso objetivo. Tendo em vista o quanto as jogadoras evoluíram nos últimos meses, é absolutamente possível. O time ganhou muita qualidade na parte física e no estilo de jogo e teve resultados importantes nos últimos meses. No cenário mundial, os Estados Unidos estão um pouco acima dos adversários, mas, tirando elas, há um equilíbrio muito grande e as partidas são sempre muito indefinidas. As atletas brasileiras têm uma grande criatividade natural, que é o diferencial do nosso time. Temos que usar isso a nosso favor”, aponta o treinador, que conquistou duas medalhas em campeonatos mundiais pela seleção canadense.

Canadense Patrick Oaten assumiu o comando da equipe na temporada passada e já obteve bons resultados (Foto: SS Press/Satiro Sodré)

 

No último ano de preparação para sua estreia Olímpica, a seleção tem calendário cheio. No começo do ano, disputou amistosos com seleções universitárias dos Estados Unidos, no Havaí, e conquistou o vice-campeonato da Copa Uana, no Canadá. Até o fim do ano, terão ainda no calendário a Liga Mundial, de abril a junho, os Jogos Pan-Americanos, em julho, e o Mundial de Esportes Aquáticos, entre julho e agosto.

“Acredito que poucos países treinem e se dediquem tanto quanto nós. Temos um grupo de ótimas jogadoras, mas sempre nos faltou participar com maior frequência das principais competições internacionais. Apesar de treinarmos muito, na hora de jogar sentíamos a falta de ritmo e não conseguíamos atuar da maneira que poderíamos. Por isso, 2015 está sendo muito importante. No fim do ano, vamos saber melhor o que esperar de nós mesmas e das nossas principais adversárias”, diz Marina, que está na seleção brasileira desde 2005.

A equipe busca pelo melhor dentro e fora das piscinas. Desfrutando de boas condições na preparação para os Jogos Rio 2016, as jogadoras da seleção esperam que o padrão se mantenha após os Jogos. Além disso, apostam que a estreia Olímpica irá incentivar mais jovens a praticar esportes no país.

“Os Jogos abriram novas oportunidades para nós. Se hoje temos um treinador internacional, se podemos realizar um período de treinamento fora do país e se vamos participar das principais competições, é porque recebemos mais investimentos por causas dos Jogos Olímpicos. Nosso desejo é que essa realidade se mantenha após os Jogos e que mais jovens se interessem em praticar esportes. Esse é o legado que se espera dos Jogos Olímpicos”, comenta a goleira Tess Oliveira, que está na seleção desde 2003 e já competiu em casa nos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Apenas oito seleções femininas disputarão as medalhas do polo aquático nos Jogos Rio 2016. Até o momento, só o Brasil está classificado, como país-sede. Os outros sete países serão definidos em 2016 – quatro através de classificatórios continentais e três em um pré-Olímpico mundial.

Marina Zablith e Tess Oliveira estiveram  no Rio de Janeiro no último final de semana, defendendo o Pinheiros na disputa do Troféu Brasil (Foto: Rio 2016)