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Um mundo novo

Colaboradores do Rio 2016™ provam que pessoas com deficiência podem produzir grandes resultados

Por Rio 2016

Comitê Organizador tem o objetivo de ampliar a porcentagem de pessoas com deficiência no recrutamento

Colaboradores do Rio 2016™ provam que pessoas com deficiência podem produzir grandes resultados

Erick Brito, Ana Rosa e Carlos Leitão fazem do bom-humor o principal ingrediente para o sucesso (Lucas Freitas / Rio 2016™)

Carlos Alberto Leitão é carioca e tem 35 anos. Formado em arquitetura, tem deficiência auditiva profunda, a mais próxima da surdez. Ana Rosa é goiana, tem 39 anos, é casada, mãe de dois filhos, formada em Gestão de Recursos Humanos e teve poliomelite, hoje conhecida com paralisia infantil, aos seis meses de idade, o que provocou sequelas nos dois membros inferiores.

Já o paulista Erick Brito, de 43 anos, formado em Ciências Contábeis,  teve paralisia cerebral ao nascer, que causou sequelas na parte do cerébro que controla a coordenação motora e a fala. O carioca Marcelo Cardozo tem 33 anos é engenheiro eletricista com MBA em Gestão de Projetos e poliglota. Há um ano ele foi diagnosticado com neuromielite, que lhe causou uma inflamação na medula e restringiu os movimentos de seus membros inferiores. Atualemente, ele utiliza muletas ou a cadeira de rodas, esta última para casos em que precisa se locomover com mais agilidade.

Carlos é Desenhista da área de Instalações, Ana Rosa é Analista de Recrutamento, Erick é Analista da Controladoria e Marcelo é Analista de Infra-Estrutura. Todos trabalham no Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.  A deficiência de Carlos lhe permite apenas ouvir sons graves, o que não o impede de se comunicar com enorme capacidade. Faz leitura labial dos locutores a quem tem que ouvir e explica perfeitamente o que tem a dizer. A Analista de Recrutamento do Rio 2016™ tem um ânimo de causar inveja. Atualmente, ela utiliza aparelho ortopédico para auxiliar na sua locomoção e vive para lá e para cá na sede do Rio 2016™.

O brincalhão Erick não perde a piada. Ciente da importância de sua área no controle de gastos do Comitê Organizador, ele fala sobre a impressão equivocada que causa em algumas pessoas."As pessoas confundem deficiência física com deficiência intelectual e a paralisia cerebral é emblemática nestes casos. Alguns se assustam, mas cabe a nós que temos essa deficiência modificar esta impressão errada. Eu costumo dizer que de bobo eu só tenho a 'cara'", diverte-se. 

Marcelo conta que teve dificuldades para se adaptar a sua nova condição mas que com uma boa dose de otimismo e confiança, seguiu adiante. "Se eu ficar incomodado com alguma coisa, isto logo afeta a inflamação (na medula). Aprendi a encarar a vida de outra forma. Eu trabalhava em uma empresa de petróleo, em plataforma, e fui dispensado por causa da minha deficiência. Mas logo vi que a inclusão teria de partir de mim e não de fora. Um dia meu filho me viu saindo para o shopping de muletas, sem a cadeira, e disse que eu não conseguiria andar. Eu disse que andaria devagarzinho e fomos. Acho que com isso, ele aprende a lidar com a diferença", explica.

Marcelo passou a utilizar muletas e a cadeira de rodas para se locomover há um ano e conta que aprendeu a encarar a vida de outra forma. Foto: Rio 2016™

Vibração trazida pelo esporte e ídolos paralímpicos

Carlos conta que sua maior emoção foi assistir a um jogo de vôlei do Brasil no Maracanãzinho. E se engana quem pensa que com uma deficiência auditiva ele não iria registrar o barulho: "Sou apaixonado por vôlei. Já joguei, mas não era muito bom", revela ele, rindo. "Foi sensacional ver o Brasil jogando ao vivo. Nem me lembro quem era o adversário, mas era tanta gritaria e alegria. Foi inesquecível", disse.

O bem-humorado e agradável Erick não titubeou para responder que seu grande ídolo do esporte paralímpico é ninguém menos que o "Tubarão Paralímpico" Clodoaldo Silva, detentor de 13 medalhas em Jogos Paralímpicos. "Ele também teve paralisia cerebral. Já fiz natação por bastante tempo e melhorou muito minha respiração e disposição. E também fiz capoeira por um ano", conta ele, que se enrola apenas para explicar porque não está mais praticando esporte. "Mas vou voltar", promete.

Ana Rosa é fã de sua conterrânea, a halterofilista Josilene Ferreira, que conheceu na Associação de Deficientes Físicos do Estado de Goiás, onde praticou dança em cadeira de rodas por três anos. "A dança é prazerosa para qualquer pessoa e na cadeira de rodas eu conseguia dançar todos os ritmos, pois era possível realizar movimentos que fora da cadeira eu não conseguia", destaca.

Já Marcelo tem o nadador Daniel Dias como referência no esporte paralímpico: "Não tem muita explicação. Ele transmite o poder de superação. É bonito ver uma pessoa com uma deficiência nos braços ganhar tantas medalhas na natação", ressalta.

Marcelo praticou taekwondo durante a adolescência e competiu em torneios estaduais até os 17 anos, quando passou a sentir dores nos joelhos. Eram sinais da neuromielite, ignorados até receber a indicação para procurar um médico neurologista. "Eu tratava com gelo, aí melhorava e eu deixava para lá. Parei de praticar esporte e fui a vários médicos antes de me indicarem um neurocirurgião. Quando descobriram a lesão, explicaram que eu poderia ter tido uma atrofia muscular total nas pernas, que seria muito mais grave, se eu nunca tivesse praticado esporte", conta.

A vontade de vencer desafios e o Rio 2016™

Para Carlos, duas coisas foram fundamentais para alcançar o sucesso no mercado de trabalho: o apoio dos pais e não dar atenção ao estranhamento causado pelo despreparo das pessoas para lidar com a diferença. "É importante os pais acreditarem no potencial de seus filhos com deficiência e serem firmes para que sigamos adiante. Na minha casa não tinha moleza. No mercado de trabalho é como uma corrida com barreiras. Você não pode olhar para o lado nem para ninguém, senão você cai. Você apenas vai superando os obstáculos para vencer", compara.

Chegar ao Rio 2016™ representa uma grande conquista, mas ele sabe que terá ainda tem muito trabalho pela frente. "É de uma responsabilidade enorme, pois vamos mostrar o Rio de Janeiro para o mundo inteiro", diz o morador da Ilha do Governador.

"Eu estou fazendo a história do nosso país. Vou ajudar a realizar uma competição de uma grandiosidade como nunca houve em toda a América Latina e me sinto orgulhoso por isso" comenta Erick.

Para Ana, o trabalho no Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ foi mais uma chance de mostrar sua capacidade. "Vir para cá foi a sensação de conquistar um retorno de um esforço de uma vida inteira. Mas toda pessoa com deficiência quando chega num novo trabalho, precisa mostrar que é capaz", diz ela, dotada de grande espírito de praticidade.

Apesar de satisfeito com seu trabalho no Rio 2016™, Marcelo alerta para o preconceito que ainda existe em algumas empresas, que ainda vêm as pessoas com deficiência com desconfiança. "Me sinto muito bem aqui, mas já passei por entrevistas de trabalho em outras empresas e senti que me olharam torto quando cheguei na cadeira de rodas. Sei que um dia o comitê irá acabar e espero encontrar outro lugar com esse clima positivo para trabalhar quando isso acontecer", enfatiza ele.

Rio 2016™ quer ampliar o recrutamento de pessoas com deficiência

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ possui atualmente cerca de 50 oportunidades de emprego divulgadas no site oficial para as mais diversas funções nas áreas de Finanças, Recursos Humanos, Arquitetura, Engenharia, Gestão de Projetos, Tecnologia, Comercial e Comunicação. Diariamente novos profissionais se candidatam para estas vagas, contudo o Rio 2016™ tem buscado também a participação dos profissionais com deficiência.

Atualmente uma Lei Federal orienta que as empresas tenham em seu staff funcionários com deficiência, meta já alcançada pelo Comitê dos Jogos Rio 2016™. Entretanto, o objetivo é ampliar a porcentagem no recrutamento, indo ao encontro da estratégia dos Jogos, que é pensar e entregar os melhores Jogos Olímpicos e Paralímpicos, onde acessibilidade e inclusão social possuem destaque constante.

Todas as oportunidades de trabalho para os Jogos Rio 2016 estão disponibilizadas no site oficial.

O Comitê ressalta que qualquer pessoa que se considere capacitada para a vaga pode se candidatar e que o processo de seleção busca por profissionais alinhados com os valores do Rio 2016™, que reconheçam o valor pessoal e profissional em participar dessa história única, além de possuírem um perfil proativo, energia contagiante, flexibilidade e adaptabilidade.