Ciclismo BMX é responsável por 25% das medalhas colombianas em Londres 2012
Mariana Pajón sagrou-se a segunda campeã olímpica do país e deverá ser a mulher a ser vencida no Rio 2016™
Mariana Pajón sagrou-se a segunda campeã olímpica do país e deverá ser a mulher a ser vencida no Rio 2016™
Pajón faz história com o ouro em Londres, segunda conquista olímpica da Colômbia. A neozelandesa Sarah Walker e a holandesa Laura Smulders, de apenas 18 anos, completaram o pódio (Clive Brunskill/Getty Images)
Porta-bandeira do seu país na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres com apenas 20 anos, a ciclista colombiana Mariana Pajón estreou no maior evento esportivo do mundo de forma arrasadora. Ela venceu todas as três baterias semifinais do BMX, deixou suas adversárias comendo poeira na final e conquistou a segunda medalha de ouro da Colômbia em todas as participações do país sul-americano em Jogos Olímpicos.
Com o bronze de Carlos Mario Oquendo na prova masculina, o BMX foi responsável por 25% das medalhas colombianas nos Jogos de Londres 2012. O país ficou em 38º lugar no quadro geral com uma de ouro, três de prata e quatro de bronze. Vale lembrar que nas outras 18 edições das quais participou, a Colômbia somou um ouro, três pratas e sete bronzes, ou seja, praticamente dobrou o número de medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos.
Não é por menos que Pajón é, desde 2011, quando se sagrou campeã mundial, referência na mais nova disciplina do ciclismo olímpico e personalidade no seu país. A sua página no Facebook ultrapassou a marca de 1 milhão de seguidores no início de julho, mês em que defende, entre os dias 24 e 28, o seu título no Campeonato Mundial de BMX de Auckland, na Nova Zelândia.
“Esse ano pós-Jogos Olímpicos é de transição para mim. Só estou querendo me divertir”, afirmou a atleta paisa (termo referente aos nascidos na região de Medellín), que iniciou a sua carreira esportiva na ginástica artística e passou a competir no BMX aos 9 anos, graças ao incentivo dos pais, ex-atletas da disciplina.
No Rio 2016™, Mariana deverá ser a mulher a ser batida no circuito que será montado no Parque Radical, na região Deodoro, e que ficará como legado para atletas e público em geral da primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul.

Maris Strombergs voa para conquistar o segundo título olímpico da sua carreira (Foto: Alex Livesey/Getty Images)
Letão Strombergs é bicampeão
Se a Colômbia totalizou oito medalhas em Londres 2012, a Letônia alcançou a honra olímpica apenas duas vezes: ouro com Maris Strombergs no ciclismo BMX e bronze no vôlei de praia com a dupla Martins Plavins/Janis Smedins. As coincidências entre a participação da Letônia e da Colômbia em Jogos Olímpicos por sinal são muitas.
Além de terem conquistado medalha de ouro em Londres 2012 somente no ciclismo BMX, os dois países subiram no alto do pódio pela primeira vez em Sydney 2000, feito alcançado pelo ginasta letão Igors Vihrovs na prova de solo e pela colombiana Maria Isabel Urrutia, do levantamento de peso. Resumindo: apenas duas pessoas de cada país tiveram a honra de ouvir o hino nacional na competição.
A maior diferença é que Strombergs ouviu o hino duas vezes, em Pequim 2008 e em Londres. Logo após o seu segundo título olímpico, o letão apelidado de “Máquina”, deixou o BMX de lado e passou a treinar o ski cross-country para se manter em forma. “Nunca havia imaginado que seria capaz de conquistar dois títulos olímpicos quando era criança. Mas depois que consegui foi difícil me manter motivado e encerrei a temporada cedo”, disse o atleta de 26 anos, em entrevista recente ao site da União Internacional de Ciclismo (UCI).
Em 2013 Strombergs voltou a sentir a gana necessária para competir em alto nível. Para delírio da torcida letã, entre abril e junho, ele venceu sete das dez etapas que disputou no Campeonato Europeu de BMX, em rodadas duplas realizadas na França, República Tcheca, Alemanha, Suécia e Letônia.
“Só voltei a montar na minha bike depois de sentir muita saudade dela. Esse período de férias foi ótimo. Estou feliz por voltar a competir novamente e muito ansioso para buscar o terceiro título mundial na Nova Zelândia”, disse a Máquina.