Chance da primeira medalha olímpica brasileira no ciclismo é maior nas provas de estrada
Brasil contou com nove atletas no ciclismo em Londres, seis deles na disciplina. Legado do Rio 2016™ inclui a educação no trânsito
Brasil contou com nove atletas no ciclismo em Londres, seis deles na disciplina. Legado do Rio 2016™ inclui a educação no trânsito
Sir Bradley Wiggins conquistou a medalha de ouro no contrarrelógio em Londres 2012, pouco tempo depois de ter vencido a Volta da França. As conquistas lhe renderam o título nobiliárquico de Sir (Bryn Lennon/Getty Images)
O Brasil tem pouca tradição no ciclismo, mas ao longo dos anos vem ganhando espaço em uma das disciplinas do esporte: o ciclismo de estrada. Em Jogos Olímpicos, a prova de estrada é um dos eventos presentes no programa desde a sua primeira edição. O primeiro registro de participação do ciclismo brasileiro foi em Berlim 1936. Ferrer Dertonio, Hermógenes Netto e Ricardo Magnani representaram o país no ciclismo estrada, na prova de 100Km.
Mas desde então, nenhum ciclista brasileiro alcançou o pódio. O melhor resultado é de Anésio Argenton, no ciclismo de pista. Uma das grandes lendas do esporte nacional, Anésio é o único brasileiro medalha de ouro em Jogos Pan-americanos (Chicago 1959) e, nos Jogos Olímpicos Roma 1960, ele ficou em 6º lugar no Km contrarrelógio.
No ano passado, o Brasil levou nove ciclistas aos Jogos Londres 2012. Seis deles no ciclismo de estrada. Os melhores resultados no masculino foram do catarinense Murilo Fischer, 32º lugar na prova de estrada, entre 144 participantes e à frente de ciclistas renomados como o norte-americano Tyler Farrar e o eslovaco Peter Sagan, e do sul-mato-grossense Magno Nazaret, 26º colocado no contrarrelógio individual.
No feminino, a goiana Clemilda Fernandes ficou em 23º lugar na estrada, melhorando e muito a 51ª posição alcançada em Pequim 2008. No contrarrelógio, ela foi a 18ª colocada, em prova que terminou com o bicampeonato olímpico da norte-americana Kristin Armstrong.

Kristin Armstrong lidera a prova que acabou vencendo com 15 segundos de vantagem sobre a alemã Judith Arndt. A russa Olga Zabelinskaya levou o bronze (Foto: Stefano Rellandini - IOPP Pool/Getty Images)
Para o Rio 2016™, um dos candidatos para colocar a bandeira verde e amarela no pódio olímpico pela primeira vez é o paulista Rafael Andriato, que fez bonito na Volta da Itália 2013 ao vencer duas categorias na competição. Ele foi o melhor ciclista nas fugas e nos sprints intermediários. Em 2007, Andriato disputou os Jogos Pan-americanos do Rio, mas ainda não estreou em Jogos Olímpicos.
Legado do ciclismo vai além da infraestrutura
Os Jogos Rio 2016™ vão trazer ao país os maiores nomes do esporte mundial, muitos deles competirão pela primeira vez na carreira no Brasil. Para sediar um evento desse nível é necessário treinar um grande número de pessoas para que elas estejam aptas para participar da organização.
Para a líder de Competição do Ciclismo do Rio 2016™, Beatriz Akemi, o legado dos Jogos Rio 2016™ no ciclismo vai além da infraestrutura que será construída para receber as provas do esporte.
“Teremos um legado importante na arbitragem, de pessoas que serão treinadas para participar da organização dos eventos, mas acho que o principal legado será em relação à educação no trânsito. Alcançar o respeito mútuo entre ciclistas e condutores de veículo no Rio de Janeiro é uma necessidade primordial”, comentou Akemi.