Campeãs olímpicas vestem a camisa da campanha Rio 2016
Para Fabi e Fabiana, ouro com a seleção feminina de vôlei em Pequim, Jogos Pan-americanos de 2007 mostraram o potencial do Rio de Janeiro
Para Fabi e Fabiana, ouro com a seleção feminina de vôlei em Pequim, Jogos Pan-americanos de 2007 mostraram o potencial do Rio de Janeiro
Depois de ajudarem a seleção brasileira feminina de vôlei a conquistar uma inédita medalha de ouro nos Jogos de Pequim, a líbero Fabi e a meio-de-rede Fabiana vestiram outra camisa: a da campanha do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A dupla defenderá o único time do Rio no Campeonato Nacional de Voleibol, que começa em dezembro, e acredita que o Brasil merece e tem condições de trazer os Jogos pela primeira vez para a América do Sul.
Fabi nasceu no Rio de Janeiro e começou a jogar vôlei aos 14 anos, em uma escolinha de esportes de seu bairro. A baixa estatura (1,69m) ela compensou com muita garra e disposição, qualidades que reconhece nos moradores da cidade. Os cariocas, assim como todos os brasileiros, são apaixonados por esporte e correm atrás de seus objetivos. Uma das maiores emoções da minha carreira foi a estréia nos Jogos Pan-americanos de 2007. Estava na minha cidade, em um ginásio lotado por uma torcida que não parava de cantar e vibrar. Já disputei várias competições internacionais e a estrutura do Maracanãzinho é das melhores do mundo, diz Fabi, que além do ouro olímpico tem no currículo três títulos do Grand Prix e as medalhas de prata do Campeonato Mundial de 2006 e dos Jogos Pan-americanos de 2007.
A meio-de-rede Fabiana começou a jogar vôlei aos 14 anos e aos 16 já era vice-campeã mundial infanto-juvenil. Ela espera que outros jovens possam trilhar seu caminho vitorioso e acredita que os Jogos de 2016 impulsionarão a descoberta e o desenvolvimento de novos talentos. Os Jogos Olímpicos seriam uma oportunidade para transformar o Rio de Janeiro e aproximar os jovens do esporte. Tenho certeza de que seria um evento único. Quero que os Jogos de 2016 sejam no Brasil para que tenhamos a oportunidade de mostrar nosso amor pelo esporte e nossa capacidade de realizar grandes competições, explica Fabiana, que nasceu no estado de Minas Gerais, mas há cinco anos adotou o Rio como casa.