Campeão de tudo, ciclista Bradley Wiggins busca 'coroa Olímpica britânica' no Rio
Dono de quatro ouros em Jogos e títulos históricos, atleta quer se tornar o maior medalhista da Grã-Bretanha em todos os tempos
Dono de quatro ouros em Jogos e títulos históricos, atleta quer se tornar o maior medalhista da Grã-Bretanha em todos os tempos
Bradley Wiggins, 35 anos, quer conquistar mais um ouro nos Jogos Rio 2016 (Getty Images/Bryn Lennon)
"Se o ciclismo fosse um videogame, eu teria zerado." Sir Bradley Wiggins, 35 anos, tem um currículo que não o deixa mentir: são quatro ouros, uma prata e dois bronzes nos Jogos Olímpicos (além de oito títulos mundiais), conquistados em competições de pista e de estrada. Isso somado ao histórico título do Tour de France em 2012, quando se tornou o primeiro britânico a vencer a tradicionalíssima competição. O que poderia manter um atleta deste nível ainda motivado? Em entrevista à Press Association, Wiggins mostrou que a resposta está na ponta da língua:
Sir Bradley Wiggins, dono de quatro ouros, uma prata e dois bronzes nos Jogos Olímpicos
Caso conquiste mais uma medalha, Wiggins se tornará o maior medalhista Olímpico da Grã-Bretanha em todos os tempos. Atualmente, ele está empatado com o também ciclista Chris Hoy, com sete medalhas. No entanto, o já aposentado Hoy (seis ouros e uma prata) tem dois títulos Olímpicos a mais que Wiggins (quatro ouros, uma prata e dois bronzes).

O histórico recente de competições de Wiggins indica que a fera vem para disputar uma só prova nos Jogos do Rio, a perseguição por equipes do ciclismo de pista. No entanto, com mais dois ouros Olímpicos, sua soberania Olímpica sobre Hoy seria incontestável. Como a Grã-Bretanha tem vaga para todas as provas masculinas do ciclismo (cinco na pista e duas na estrada), quem sabe a ideia de alcançar esta "coroa britânica" não o motive a disputar mais provas nos Jogos Rio 2016?
Hoje próximo do fim da carreira, Wiggins lembra que, no auge, começou a ser assediado com propostas midiáticas.
"Depois de 2012, quando conquistei o ouro Olímpico e o Tour de France, mergulhei em um mundo novo. Com a fama, começaram a aparecer convites para ir à selva, dançar no gelo, participar de talk shows, esse tipo de coisa", disse.
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O campeão contou que, ao receber esse tipo de proposta, começou a pensar em como seria a vida pós-ciclismo. Decidiu, então, trabalhar para deixar um legado maior após se despedir dos pedais, promovendo eventos de caridade com jovens ciclistas, como aconteceu nesta quarta-feira (22), em Londres .
"Espero que minha ideia se desenvolva e, daqui a uns dez anos, se transforme em algo que ofereça às pessoas coisas que talvez não conseguissem alcançar normalmente", concluiu.
Reta final das classificações Rio 2016: a disputa no ciclismo de pista
Reta final das classificações Rio 2016: a disputa no ciclismo de estrada
