Brasil vence EUA no Maracanãzinho, palco do voleibol nos Jogos Rio 2016™
Seleção de Bernardinho derrota algoz dos Jogos de Pequim 2008 duas vezes e faz a festa da torcida carioca, que lotou o ginásio
Seleção de Bernardinho derrota algoz dos Jogos de Pequim 2008 duas vezes e faz a festa da torcida carioca, que lotou o ginásio
Jogadores se abraçam após conquista de mais um ponto para o Brasil (Alexandre Arruda/CBV)
Com lotação esgotada, o ginásio do Maracanãzinho recebeu nesse fim de semana dois jogos entre Brasil e Estados Unidos, rivais na final dos Jogos de Pequim 2008. E a torcida fez a festa no palco do voleibol nos Jogos Olímpicos Rio 2016™. Com as vitórias por 3 sets a 1 (25/22, 25/18, 20/25 e 28/26) e 3 a 0 (25/21, 26/24 e 25/23), no sábado e no domingo, respectivamente, o Brasil se classificou para a fase final da Liga Mundial masculina e agora encara a Rússia, atual campeã olímpica, quarta-feira, em Mar del Plata.
Os eventos esportivos mundiais hoje em dia são verdadeiros shows que incluem arte, cultura e muita diversão. No Maracanãzinho, a entrada das duas equipes em quadra já dava uma noção da festa que o ginásio receberia. Sob aplausos, os norte-americanos entraram ao som do clássico Born in the U.S.A., de Bruce Springsteen, e a seleção de Bernardinho ao som de “E agora o bicho vai pegar”, abertura da música tema do filme Tropa de elite. O público foi ao delírio.
Em quadra, a seleção brasileira mostrou porque disputou as três últimas finais olímpicas. Já classificada para a fase final da Liga Mundial, a equipe conseguiu importantes vitórias mesmo com três dos seus maiores astros poupados – o levantador Bruninho, o ponta Dante e o oposto Leandro Vissotto assistiram as duas partidas do lado de fora da quadra.
Alçado ao posto de titular da equipe, o levantador William Arjona comentou: “É muito bacana ver a cidade respirando esse ar de Jogos Olímpicos. A gente tem que aproveitar esse momento ao máximo. O povo está começando a se acostumar com essa aproximação aos seus ídolos e o resultado é esse, muita alegria e muita curtição”.
Jogador mais experiente da atual seleção, com participação nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos, Dante jogou a última temporada pelo RJX/Rio de Janeiro e disse que a torcida carioca é das mais atuantes de todo o mundo.
“A torcida sempre apoia o nosso time, mesmo nos momentos de altos e baixos. Sempre aparece nos momentos mais difíceis e consegue dar um gás a mais a todos os jogadores. Em 2016, quem sabe a gente não faz a final dos Jogos Olímpicos nesse palácio do voleibol mundial”, disse Dante, que fez questão de tirar uma foto com a marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e postou no seu Instagram.
O também ponta Thiago Alves lembrou que jogou pela última vez pela seleção brasileira no Maracanãzinho em 2011, contra a Polônia, pela Liga Mundial. Companheiro de equipe de Dante no RJX/Rio de Janeiro, Thiago não vê a hora de voltar a vestir a amarelinha no ginásio dos Jogos Rio 2016™.
“Joguei bastante aqui de dezembro do ano passado a abril desse ano pela Superliga. Sinto-me em casa, conheço todos os atalhos da quadra”, brincou. “O Rio tem muita gente apaixonada pelo vôlei. A torcida sempre lota o ginásio, está sempre super empolgada. E jogar aqui não tem nada melhor. O Maracanãzinho é, sem dúvida, o melhor ginásio do Brasil”, resumiu.
A festa da torcida no templo sagrado do voleibol mundial se estendeu até depois da partida. O mascote Zecaré com seus hilários passos de dança, as LED-criaturas (como eram chamadas os animadores com lâmpadas de LED por todo o corpo), cheerleaders (animadoras de torcida com pompons) e muitos outros detalhes transformaram a manhã de sábado e domingo no ginásio em uma grande diversão. Criador do saque Jornada nas Estrelas, Bernard Rajzman, não perdeu um lance. Nem quando a ex-levantadora Fofão, campeã olímpica no ano passado aos 43 anos, apareceu no telão e não se fez de rogada: tascou um beijo no amado.