Brasil leva ouro dentro de quadra e na arquibancada no vôlei de praia
Apesar da chuva, público lotou a arena do evento-teste na Praia de Copacabana, montada no mesmo local dos Jogos Rio 2016. Três duplas da casa subiram ao pódio
Apesar da chuva, público lotou a arena do evento-teste na Praia de Copacabana, montada no mesmo local dos Jogos Rio 2016. Três duplas da casa subiram ao pódio
Larissa saca a bola durante a final do Rio Open, onde ficou com a medalha de ouro, ao lado de Talita (foto: Inovafoto/Divulgação)
Até o início da tarde deste domingo (7), a única coisa ainda indefinida na Praia de Copacabana era o clima. Chuva e sol disputaram espaço durante todo o dia sobre arena temporária da Avenida Atlântica, montada na mesma posição em que estará nos Jogos Rio 2016, para receber o Rio Open, etapa carioca do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.
A competição serviu de evento-teste do esporte e teve como grandes destaques a dupla feminina brasileira Larissa/Talita, que levou o ouro, e a torcida, que ocupou os 2.800 assentos da arquibancada – sem, necessariamente, ficar sentada.
“O público não para, eles não apenas assistem à partida, mas batem palma, dança, cantam. É uma troca de energia entre nós (os atletas) e eles. Mas nem posso dizer que estou surpreso, porque Copacabana é um lugar legendário, essa atmosfera é famosa no mundo todo”, disse Samoilovs, da Letônia, que, junto com Smedins, levou o ouro no torneio masculino.
Smedins levanta a bola para Samoilovs. A dupla da Letônia ficou com a medalha de ouro (foto: Inovafoto / divulgação)“O público de Copacabana já conhece vôlei de praia, entende o que acontece na quadra e cobra nosso melhor”, comentou Larissa.
A dupla de ouro do Brasil já entrou para o evento-teste como dona de uma das duas vagas do país no torneio feminino dos Jogos Rio 2016.
“Tira a nossa pressão e transforma isso em felicidade”, comentou Talita. “Nosso primeiro objetivo era conseguir a vaga; o segundo era vencer o evento-teste. Agora falta o terceiro...”, disse a jogadora, referindo-se, naturalmente, à eventual conquista de um novo ouro em 2016.
“Tivemos um torneio ótimo, com muita integração entre a Confederação Brasileira de Voleibol e o Comitê Rio 2016 para poder testar vários aspectos de nossa preparação para os Jogos Rio 2016. Estou muito orgulhoso em poder realizar essa competição em um lugar como Copacabana”, disse o diretor de vôlei de praia da Federação Internacional de Voleibol, Angelo Squeo.
O dirigente destacou uma inovação testada no Rio Open e que deve fazer parte da competição no Rio 2016, o chamado “Desafio”: diante de um questionamento por algum ponto marcado, as equipes podem solicitar à arbitragem que reprise o lance no telão. O recurso já é utilizado no voleibol, mas foi aplicado no vôlei de praia pela primeira vez. Cada dupla pode solicitar o “Desafio” até duas vezes por set.
“Teremos um torneio mais transparente e mais justo”, comemorou Squeo.
Gerente de competição do voleibol do Comitê Rio 2016, Giovane Gavio também comemorou o resultado do evento, destacando o trabalho dos voluntários:
“Apesar de ser um evento organizado pela Confederação Brasileira e apoiado pela Federação Internacional, ele foi adaptado para atender ao nosso formato dos Jogos Olímpicos, com 24 equipes (em cada gênero). E também foi fundamental a participação dos cerca de 250 voluntários do Comitê Rio 2016, que receberam treinamento com protocolos Olímpicos”, comentou Giovane.
“Foi uma experiência única. Dinheiro nenhum paga”, resumiu a voluntária Jemima Sampaio, que atuou como boleira, um dos postos mais visados, pela proximidade com os atletas.
Dentro da quadra, também houve “luta”, mas pelas medalhas. Na final feminina, Larissa/Talita venceram as também brasileiras Agatha/Barbara por 2 sets 1. O primeiro set da partida foi o mais longo do torneio: 32 a 30 para as futuras campeãs. Na disputa pelo terceiro lugar feminino, as brasileiras Juliana/Antonelli sentiram o cansaço da competição e perderam para as holandesas Meppelink/Van Iersel por 2 sets a 0.
Entre os homens, Samoilovs/Smedins, da Letônia, ficaram com o ouro sobre os alemães Flüggen/Böckermann, na única partida deste domingo sem Brasil em quadra. Na disputa do terceiro lugar, os brasileiros Saymon/Guto Carvalhaes erraram menos e superaram Alison/Bruno Schmidt, que, no entanto, poderão dormir tranquilos, como a segunda dupla nominalmente confirmada para defender o Brasil nos Jogos Rio 2016. Mais informações no site da Federação Internacional de Voleibol.