Graças em parte ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros (de 71,5 anos em 2004 para 71,7 em 2005), o IDH do Brasil subiu de 0,798 para 0,800. A pesquisa divulgada na terça-feira, dia 27, se refere a dados estatísticos de 2005.
De 2004 para 2005, o país também registrou um crescimento da renda per capita (divisão do Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas geradas pelo país, pelo total de habitantes). O valor subiu de US$ 8.325 para US$ 8.402.
Na lista do IDH, o Brasil ocupa a 70ª posição entre 177 países. A relação é liderada pela Islândia (0,968), seguida por Noruega, Austrália, Canadá e Irlanda.
Representante do Pnud, Kevin Watkins, elogiou o Brasil.
"Nos últimos anos, o Brasil demonstrou que não devemos tolerar as obscenas iniqüidades que marcam tantos países e rebaixam o padrão da globalização", disse Watkins, durante o lançamento do estudo, realizado pela primeira vez no Brasil (Palácio do Planalto, em Brasília). Um reconhecimento ao bom desempenho do país.
Na opinião do economista Sergei Soares, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, a tendência é que o Brasil melhore seu desempenho nos próximos anos.
"Há três anos, a renda das famílias está crescendo. Há indícios de que estamos entrando num crescimento sustentável e é a primeira vez que isso acontece em quase 30 anos", afirmou Soares em entrevista ao jornal "O Globo".