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Um mundo novo

Badminton transforma a vida de centenas de jovens no Piauí

Por Rio 2016

Iniciativa, premiada pelo COI, beneficia 800 crianças e adolescentes em escolas públicas de Teresina

Badminton transforma a vida de centenas de jovens no Piauí

Alunos do projeto “Jovens Talentos de Badminton”, que beneficia 800 crianças e adolescentes no Piauí (Arquivo pessoal)

badminton vem mudando a vida de centenas de crianças no Piauí. Inaugurado em 2006, o projeto “Jovens Talentos de Badminton” beneficia mais de 800 crianças e adolescentes, de sete a 18 anos, em escolas públicas de Teresina. A iniciativa promove a inserção social e resgata a cidadania por meio da prática regular do esporte – que já se tornou uma verdadeira febre entre a garotada no estado – e revela ainda novos atletas para o Brasil.
 
O projeto, que recebeu, em 2011, o prêmio “Esporte e Responsabilidade Social”, do Comitê Olímpico Internacional (COI), mostra seu resultado nas quadras. À frente das seleções brasileiras de base, a técnica Norma Teotônio Rodrigues comemora a trajetória destes jovens, que estão rompendo as barreiras sociais e territoriais brasileiras.
 
“Desde 2009, atletas do projeto se destacam em campeonatos sul e pan-americanos. No ano passado, no Pan do Canadá, trouxemos um ouro, uma prata e dois bronzes. Neste ano, no Pan do México, quase dobramos o número de medalhas, com sete no total. E no sul-americano do Peru, conquistamos nove medalhas de ouro. Aqui no Brasil, conseguimos o título de melhor equipe, três vezes seguidas e, no último campeonato nacional, em Campinas (SP), foram 13 medalhas de ouro em 25 possíveis”, conta Norma.
 
O sucesso foi tanto que, em 2011, Norma e dois jovens talentosos – Andreza Miranda, de 18 anos, e Lucas Alves, de 19 – passaram três meses treinando na Malásia, onde o esporte é o número 1 em popularidade.
 
“Ficamos na cidade de Setia Alan, no estado de Selangor, treinamos em uma academia com 26 quadras e excelentes técnicos. Um deles era Han Jian, um chinês campeão mundial duas vezes. Foi uma experiência fantástica”, contou Norma.
 
Walesson Vinícius dos Santos, de 14 anos, é uma das “estrelas internacionais” do badminton do Piauí. Ele começou a jogar na Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, em Teresina, em 2007 e, em seguida, passou a defender a seleção piauiense. Dois anos depois, estreou em competições internacionais, conquistando a medalha de ouro no Campeonato Sul-americano da Colômbia. Apesar do tempo dedicado aos treinos, Vinícius garante que o esporte nunca atrapalhou seus estudos.
 
 “Pelo contrário, só melhorei no colégio. O esporte ajuda muito na concentração e na força de vontade”, explicou.
 
Melhor atleta brasileiro da atualidade, Daniel Paiola está sempre atento ao surgimento de novas promessas do badminton. E ensina:
 
“Já perdi muitas partidas, tomei muita petecada. O recado que deixo pra vocês é que não importa o tamanho do sonho, corram atrás. Não desistam. Eu comecei a jogar com 14 anos e disputei minha primeira competição nacional com 18. Essa oportunidade que vocês têm de disputar competições nacionais e internacionais desde cedo é única”, diz Paiola, número 142 do ranking mundial.
 
Diante de tamanho sucesso, o projeto não para de crescer e comemora hoje a implantação de novos núcleos no estado.
 
 “O projeto começou há sete anos com uma iniciativa pessoal. Hoje, temos 16 núcleos de badminton em escolas públicas de Teresina, mais três privados e núcleos em outras quatro cidades: Castelo do Piauí, Madeiro, Luzilândia e Parnaíba. Nosso projeto continua firme e forte, mas temos muito a crescer ainda”, conta Norma
 
Rio de Janeiro e Campinas também apostam no badminton
 
Outros dois programas sociais de badminton se destacam no país do futebol. Em Campinas, mais de 120 jovens são beneficiados pelo projeto “Os Seareiros”, realizado desde 2007, na Vila Brandina .
 
No Rio de Janeiro, o projeto “Miratus” conta com cerca de 230 alunos - inclusive adultos de até 27 anos - na favela da Chacrinha, na Zona Oeste. E, desde 1998, desenvolve atividades físicas e educativas com o objetivo de promover a inserção social e de descobrir novos talentos do esporte. Os principais frutos são Lohaynny Caroline, de 17 anos, que treina com a seleção brasileira permanente em Campinas, e Ygor Coelho, de 16 anos. Em outubro, Ygor vai disputar o Mundial Júnior na Tailândia.