Atletismo Paralímpico encerra maratona de eventos-teste para os Jogos Rio 2016
Competição traz astros do Brasil e do exterior, que vão conhecer o local onde irão lutar por medalhas em setembro
Competição traz astros do Brasil e do exterior, que vão conhecer o local onde irão lutar por medalhas em setembro
Terezinha está determinada a aumentar sua coleção de ouros Paralímpicos no Rio 2016 (Foto: Mpix CPB/Daniel Zappe)
É o último evento-teste e um dos mais importantes. O atletismo Paralímpico encerra a maratona de eventos oficiais preparatórios para os Jogos Rio 2016 no Open Internacional Caixa Loterias, que começa nesta quarta-feira (18) no Estádio Olímpico (Engenhão). O Brasil vem com seus principais astros, e a competição, que é aberta ao público (com retirada de ingressos na bilheteria), também terá a presença de vários campeões mundiais e Olímpicos estrangeiros.
O evento-teste é de grande porte. Terá, ao todo, aproximadamente 400 atletas de 30 países. Entre os destaques nacionais estão vários medalhistas Paralímpicos dos Jogos Londres 2012, com Felipe Gomes, medalha de ouro nos 200m e bronze nos 100m classe T11 (deficientes visuais), e Terezinha Guilhermina, ouro nos 100m e 200m também na classe T11.
Para Terezinha, que no domingo (15) participou do revezamento da tocha Olímpica, o evento-teste será um grande desafio. "Será minha primeira competição com meus dois novos guias", explica a atleta, que promoveu mudanças após o Mundial de Doha, no ano passado, quando não saiu satisfeita com os resultados. “A cobrança maior é sempre minha, sou muito exigente".

Terezinha participou do revezamento da tocha Olímpica em Belo Horizonte (Foto: MPIX/CPB/Daniel Zappe)
Duelo e estrangeiros
Um duelo a ser acompanhado de perto é o encontro entre Yohansson Nascimento, ouro nos 200m e prata nos 400 metros classe T45 em Londres, e um novo talento, Petrucio Ferreira, da classe T47. Os dois estão inscritos para a prova dos 100m que vai reunir várias classes para amputados e outros tipos de deficiência, como má formação congênita. É comum no atletismo Paralímpico a realização de provas com atletas de classes diferentes, mas tipos de deficiência semelhante.
Entre os atletas estrangeiros, Cuba vem com duas grandes estrelas: Yunidis Castillo - ouro nos 100m, 200m e 400m da classe T46 (amputados e outros) em Londres e nove vezes campeã mundial, e Omara Durand, campeã Paralímpica nos 100m e 400m classe T13 (deficientes visuais) e cinco ouros mundiais no currículo.

Omara Durant é umas das estrelas velocistas no atletismo Paralímpico (Foto: Getty Images/Francois Nel)
Os Estados Unidos vêm com time forte também. Jeremy Campbell, campeão Paralímpico no lançamento do disco na classe F44 (amputados e outros), duas medalhas de ouro em mundiais, é destaque junto com três campeões mundiais em Doha: Michael Banningan, nos 1.500m classe T20 (deficientes intelectuais), Lex Gillette do salto em distância, classe F11 (deficientes visuais), e Roderick Townsend, salto em altura classe T47 (amputados e outros).

Jeremy Campbell é um dos destaques da delegação dos EUA no Rio (Foto: Getty Images/Julian Finney)
Segundo o gerente de competição do atletismo Paralímpico do Comitê Rio 2016, Martinho Nobre, vários setores serão testados como nos Jogos Olímpicos, como o teste da arena de competição, resultados, acessibilidade, apresentação esportiva, serviços médicos, exame antidoping, operações urbanas, política e operações esportivas, serviços do evento e relações, serviços e protocolo com COI e IPC. Cerca de 400 pessoas vão trabalhar na arena, entre força de trabalho e voluntários.
O encerramento das atividades preparatórias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos será em 26 junho, com um treino no Velódromo. Segundo a Prefeitura do Rio, a instalação será entregue ao Comitê Rio 2016 a partir da segunda semana de junho.
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