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Um mundo novo

As estruturas - que não se abalam - de um arquiteto Olímpico

Por Rio 2016

John Baker, consultor dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e da candidatura Rio 2016, conta um pouco de sua experiência em grandes eventos esportivos internacionais

As estruturas - que não se abalam - de um arquiteto Olímpico

O australiano John Baker chegou ao Brasil em outubro de 2003 para liderar a equipe de arquitetos na concepção dos locais de competição dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. De lá para cá, muito trabalho, planejamento e execução de dezenas de instalações que receberam os mais variados esportes e elogios. Uma delas, o Centro Nacional de Tiro (criação do escritório BCMF Arquitetos), que faz parte do Complexo de Deodoro, está na lista de indicados a um prêmio da VI Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2008 (BIAU 08). Enquanto isso, a rotina de desenvolvimento de projetos e análises técnicas não pára. Ainda mais agora, com a dedicação do consultor à candidatura Rio 2016. O objetivo é que os palcos de disputa da cidade, novos, ampliados ou remodelados, estejam prontos para sediar provas do mais alto nível. Nada que assuste John Baker, diretamente envolvido nos principais eventos esportivos do mundo, como os Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004 e Beijing 2008. Confira a entrevista a seguir:

Qual a sua experiência em grandes eventos esportivos internacionais?
Participei dos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, Atenas 2004, Beijing 2008, onde estive diretamente envolvido no desenvolvimento dos locais de competição permanentes. Como consultor, trabalhei em projetos como Jogos da Ásia Doha 2006 (Qatar) e Jogos da Comunidade Britânica Nova Délhi 2010 (Índia). Sem falar, é claro, no Rio 2007.

Quando você chegou ao Brasil?
Vim para cá há quatro anos e meio para ajudar na elaboração dos locais de competição dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Agora estou trabalhando com a equipe EKS e assessorando o Comitê Rio 2016 nas questões de infra-estrutura apresentadas na candidatura.

Conte um pouco do seu cotidiano por aqui.
Trabalhamos bastante todos os dias, do desenvolvimento do Masterplan (planta mestre) dos locais de competição permanentes e temporários, até as informações de consultoria técnica. Desde que cheguei, passo cerca de 50% do meu tempo no Brasil.

O Centro Nacional de Tiro é um dos indicados para um prêmio da BIAU 08, em Lisboa. Qual sua opinião sobre as instalações?
Maravilhosas. Na verdade, gostaria de citar também o Centro Hípico, que, junto com o de Centro Nacional de Tiro, foi um dos primeiros a ser desenvolvidos. Ambos são de primeira linha, contemplam as exigências das federações internacionais, com níveis que encontramos apenas em locais que receberam os Jogos Olímpicos.

Como foi sua participação nesses projetos?
Estive envolvido no briefing, principalmente. Ambos foram concebidos pelo escritório BCMF Arquitetos, de Bruno Campos (Arquiteto Responsável), Marcelo Fontes e Silvio Todeschi e equipe para receber não somente o Pan-americano, mas os Jogos Olímpicos e etapas de campeonatos mundiais. As instalações foram projetadas para serem expandidas, mesmo que minimamente. São de alta qualidade, merecem ser reconhecidas por prêmios internacionais.

Como foi a avaliação do Centro Nacional de Tiro durante a Copa do Mundo, realizada em março?
Mais de 250 atletas de mais de 40 países estiveram presentes. Os aplausos deles são a melhor resposta que podemos ter. Se eles elogiam, isso quer dizer que o espaço obteve sucesso em todos os aspectos.

Fale um pouco do Parque Radical do Rio, que faz parte dos projetos da candidatura Rio 2016.
É fantástico. Será construído no Complexo de Deodoro para abrigar três modalidades olímpicas: mountain bike, canoagem slalom e ciclismo BMX. Mas modalidades não-olímpicas – ainda em fase de estudos - também serão contempladas. Talvez skate, escalada, não está definido. Trata-se de um projeto único, que nunca esteve presente em Jogos Olímpicos.

Mais um legado para a cidade?
Com certeza. A idéia é oferecer as instalações para a população carioca e aproximar parte da nova geração que gosta de esportes radicais. Por isso ficará em Deodoro, região do Rio onde a juventude está mais concentrada. O espaço terá um conceito particularmente desenvolvido, uma interação muito grande entre natureza e esporte. O objetivo é concebê-lo projetando o futuro, de fato, para gerarmos interesse pelo Movimento Olímpico.