Após ano vitorioso, Poliana Okimoto põe "foco total" nos Jogos Rio 2016
Nadadora brasileira, que conquistou três medalhas no último Mundial, treina forte para realizar sonho de competir em casa
Nadadora brasileira, que conquistou três medalhas no último Mundial, treina forte para realizar sonho de competir em casa
"O atleta não é feito da noite para o dia", diz a campeã mundial da maratona de 10km (Alexander Hassenstein/Getty Images)
O ano de 2013 foi especial para Poliana Okimoto. Eleita a melhor atleta do ano pelo Prêmio Brasil Olímpico, a nadadora conquistou três medalhas no Campeonato Mundial de Barcelona, incluindo o ouro na prova Olímpica da maratona de 10km . Ela olha agora dois anos à frente. Com duas participações Olímpicas - Pequim 2008 e Londres 2012 -, a paulista de 30 anos sabe que, apesar dos bons resultados recentes, precisa manter o forte ritmo de preparação em 2014, ano em que disputará etapas da Copa do Mundo e do Grand Prix, para brilhar nos Jogos Rio 2016.
“O atleta não é feito da noite para o dia. Para chegar em uma competição como os Jogos Olímpicos, temos um ciclo de treinamento muito grande. Os Jogos podem estar muito longe, mas o objetivo já existe. São quatro anos treinando pensando em uma única competição ou uma única prova, no meu caso. Do primeiro dia de treino até o dia da competição, o foco é o mesmo. Todos os dias são importantes. E passa muito rápido”, explica a campeã mundial.
O próximo passo de Poliana é garantir sua vaga nos Jogos Rio 2016, por meio das seletivas que acontecerão nos próximos anos.
“Procuro dar um passo de cada vez. Temos as seletivas ainda e tenho que estar entre as 10 primeiras. Vai ser muito difícil. Disputar a Olimpíada em casa é o meu sonho maior. É uma oportunidade que nem todo mundo tem, poder buscar uma medalha dentro de casa. Pra isso, é foco total”, garante Poliana.
Acostumada a competir nos mais diferentes lugares do mundo, a brasileira não tem dúvida de que a alegria será a grande marca dos Jogos Rio 2016.
“O povo brasileiro é muito acolhedor, animado e divertido. Isso faz muita diferença. Viajo o mundo e não vejo uma pessoa não sorrir quando digo que sou brasileira. Já somos conhecidos pelo nosso jeito de viver”, observa.