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Um mundo novo

América Latina se mantém no topo do futebol em Jogos Olímpicos no século XXI

Por Rio 2016

Após domínio europeu até a década de 80 e títulos africanos na de 90, Argentina e México desfilam sua categoria nos gramados Olímpicos

América Latina se mantém no topo do futebol em Jogos Olímpicos no século XXI

Oribe Peralta comemora o segundo gol que marcou na final dos Jogos de Londres (Getty Images/Michael Regan)

O futebol masculino estreou em Jogos Olímpicos logo na sua segunda edição, em 1900, e já totaliza 26 aparições no maior evento esportivo do planeta. No início, poucos países davam atenção à competição. Demorou pouco mais de 20 anos para o futebol Olímpico atrair muitos adeptos. Em Paris 1924, o torneio Olímpico contou com a participação de 22 equipes e ficou marcado pela entrada em cena dos sul-americanos, mais precisamente do Uruguai, que conquistou dois títulos em sequência e recebeu o apelido de Celeste Olímpica.

Entre Londres 1948 até Moscou 1980, apenas jogadores amadores disputaram a competição e os europeus, com destaque aos países do bloco socialista, dominavam os pódios. Nessa época, craques como os húngaros Ferenc Puskas e Zoltan Czibor, o goleiro soviético Lev Yashin, o Aranha Negra, e os poloneses Kazimierz Deyna e Grzegorz Lato, entraram para a história.

O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos em Helsinque 1952 e foi representando por uma equipe amadora onde se destacaram o zagueiro Zózimo e o atacante Vavá, campeões mundiais em 1958. No entanto, jogadores como Pelé e Garrincha não participaram de um torneio Olímpico, fato que o Rei ainda lastima.

“Eu gostaria de ter dado um título Olímpico ao Brasil. Como todos sabem, joguei a Copa de 1958 com 17 anos e era profissional. Infelizmente, no meu tempo era proibido um jogador profissional representar o país”, disse o Atleta do Século XX.

Grandes nomes do futebol brasileiro participaram dos Jogos Olímpicos mesmo que ainda muito jovens. Gérson, o Canhotinha de Ouro, jogou em Roma 1960, Falcão e Dirceu participaram dos Jogos de Munique 1972, e Edinho e Júnior em Montreal 1976, só para citar alguns exemplos. Mas foi somente em Los Angeles 1984, quando a Fifa permitiu a participação de profissionais que não tivessem participado de Copas do Mundo, que um time verde e amarelo subiu no pódio.

Representado pelo Internacional de Porto Alegre, com alguns reforços, o Brasil foi derrotado pela França por 2 a 0 no estádio Rose Bowl, na Califórnia (EUA), para um público de 101.799 pessoas, o maior da história dos Jogos Olímpicos. Quatro anos depois, o Brasil formou uma grande seleção, eliminou a Alemanha Ocidental de Klinsmann, Haessler e Riedle, mas voltou a ficar com a medalha de prata ao ser derrotado pela União Soviética, na prorrogação.

Atacante Leandro Damião lamenta uma oportunidade perdida contra o México (Foto: Getty Images/Julian Finney)

Apenas dois brasileiros subiram no pódio nas duas oportunidades: o lateral-direito Luiz Carlos Winck e o volante Ademir Roque Kaefer. Outros quatro jogadores – Bebeto em 1988 e 1996, além de Thiago Silva, Marcelo e Alexandre Pato, em 2008 e 2012 – somam duas láureas Olímpicas.

“Participar dos Jogos de Pequim foi uma experiência magnífica, que contribuiu muito para o meu crescimento profissional”, disse o zagueiro Thiago Silva, capitão da seleção na conquista do vice-campeonato em Londres 2012. “Aquela derrota para o México doeu, mas quando vejo a minha medalha de prata me sinto muito orgulhoso. Disputar os Jogos Olímpicos ou uma Copa do Mundo é o ápice na carreira de um jogador. Seria um enorme prazer poder participar dos Jogos no Rio de Janeiro, um evento histórico”.

Argentina e México no alto do pódio

Nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos, a Argentina sagrou-se bicampeã e o México mostrou ao mundo a evolução do seu futebol ao arrebatar o título em Londres 2012. A vitória sobre o Brasil por 2 a 1 contou com um time recheado de bons jogadores como Javier Aquino, Andres Guardado, Chicharito Hernandez e Oribe Peralta, autor dos dois gols mexicanos na decisão.

Em 2004 e 2008, a Argentina levou a medalha de ouro com duas vitórias suadas que terminaram com o placar de 1 a 0. Na primeira, a equipe de D’Alessandro, Tévez e Saviola derrotou o Paraguai e na segunda, com Messi, Lavezzi, Riquelme e Agüero, a seleção argentina bateu a Nigéria, na repetição da final dos Jogos de Atlanta 1996, quando os africanos levaram a melhor. Os dois títulos consagraram ainda o único atleta argentino bicampeão Olímpico, contando todos os esportes: o ex-corintianoJavier Mascherano.