Abertura Paralímpica tem obra ao vivo de Vik Muniz e roda de samba com Monarco
Jogos também têm tocha própria, que circula a partir de 1 de setembro por cinco cidades brasileiras
Jogos também têm tocha própria, que circula a partir de 1 de setembro por cinco cidades brasileiras
Leonardo Caetano, diretor de cerimônias do Rio 2016, Mariana Mello, gerente de integração Paralímpica, e Marcos Lima, especialista de integração Paralímpica (Foto: Alex Ferro/Rio 2016)
O artista Vik Muniz, um dos diretores de cerimônia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, fará uma obra de arte ao vivo durante o desfile dos atletas na abertura em 7 de setembro, no estádio do Maracanã. Ele usará mais de 500 placas que serão carregadas pelas delegações para formar um gigantesco mosaico, num desenho que ainda é mantido em segredo.
“Esta obra vai ser feita e depois disponibilizada numa megafoto. As pessoas vão poder entender um pouco o processo criativo de um trabalho de arte”, disse Leonardo Caetano, diretor de cerimônias do Rio 2016, nesta segunda-feira (30), numa apresentação na sede do comitê para marcar a contagem dos 100 dias para os Jogos.
Outros nomes de peso escalados para ajudar na abertura também foram divulgados, como o estilista Ronaldo Fraga e o artista Guto Lacaz, além de uma roda de samba com as participações de Teresa Cristina, Diogo Nogueira, Monarco, Xande de Pilares, Hamilton de Holanda e Pretinho da Serrinha.
Donovan Ferreti, diretor de ingressos, apresenta o ingresso comemorativo de abertura (à esquerda) (foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Os Jogos Paralímpicos acontecem entre 7 e 18 de setembro, com atletas de 176 países competindo em 528 provas de 23 modalidades esportivas. Haverá 21 locais de eventos em quatro regiões da cidade: Copacabana, Maracanã, Deodoro e Barra. Na quinta-feira (2/6), acontece a liberação de venda de mais ingressos em categorias que já haviam sido encerradas, como as cerimônias de abertura e encerramento, a partir de R$ 100.
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Ainda existem cerca de 2,5 milhões de ingressos disponíveis para venda em diversos esportes, com preços a partir de R$ 10 (meia entrada a partir de R$ 5). As modalidades mais procuradas são atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, goalball, natação e rúgbi em cadeira de rodas.
Fiquei por dentro do calendário dos Jogos
Os Jogos Paralímpicos também possuem uma tocha própria, que será conduzida a partir de 1 de setembro por cinco cidades do Brasil (Brasília, Belém, Natal, Joinville e São Paulo). A pira será acesa no dia 7 de setembro, no Maracanã, e ficará exposta na zona portuária, região central do Rio. Uma mensagem em braile no corpo da tocha traz os valores Paralímpicos, em português e inglês, que são coragem, determinação, inspiração e igualdade.

“A tocha tem um formato similar [à Olímpica], porém é distinta porque tem a Pedra da Gávea na frente”, disse Caetano, abrindo uma tocha para mostrar aos jornalistas. “É igualmente bonita. Tem estes tons de vermelho e amarelho que aparecem na marca Rio 2016 e também no logo Paralímpico.”
Diversos recordes devem ser batidos nestes Jogos Paralímpicos, como a participação feminina, com mais de 1700 atletas mulheres. Entre os legados Paralímpicos, está o treinamento de 50 mil voluntários para ajudar de forma mais adequada pessoas com deficiências, além do programa Transforma, que leva para 11 mil escolas os valores Olímpicos e Paralímpicos.
A equipe dos Jogos Paralímpicos terá 16 dias para deixar tudo pronto após o fim dos Jogos Olímpicos, em 21 de agosto. Neste período de transição, será necessário cuidar da “acessibilidade incremental”, com mais banheiros e plataformas de acesso, por exemplo, para dar conta de cerca de 4 mil atletas com deficiência, além de delegações, famílias e espectadores, muitos com deficiências também.
“A gente quer que as pessoas cheguem aqui e se deparaem com uma festa nova, fresca, e não com aquele clima de fim de festa”, disse Marcos Lima, especialista de integração Palímpica do Rio 2016.